terça-feira, 22 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
Exposição 'Con tatos em Rede' na galeria do Centro Cultural FCSN - Rio de Janeiro

Quem diria que uma reformulação no sistema metodológico do ensino de arte, no estado do Rio resultaria numa bela exposição de arte? Pois foi o que aconteceu, dando origem à mostra "Con tatos em rede", na galeria do Centro Cultural Fundação CSN, em Volta Redonda, até o próximo sábado, dia 26 de junho.
- A exposição é um recorte desse processo. O ensino de arte no estado do Rio está passando por uma reformulação. Nesse contexto, percebemos que a nossa região precisa de uma coisa que seja mais a cara dela, uma caracterização - diz a coordenadora estadual do ensino de arte, Vanda Moreira Eurico Lacerda.
Ela, que assina a curadoria junto ao professor Ayrton Ferreira da Costa Júnior, conta que tudo começou em 2008, quando teve início o tal processo de reformulação. Na época, o trabalho deu origem à exposição "Cultura Brasileira: Caminhos Percorridos".
- Foi uma mostra muito bonita em outubro de 2008, na qual destacamos elementos formadores da nossa cultura, como a herança indígena. Além disso, trouxemos uma especialista no assunto, a doutora Anamélia Bueno Buoro para dar um curso aos professores - acrescenta.
Para Vanda, essa é mais uma demonstração de uma parceria já consolidada entre o projeto e a Fundação CSN. Ela não só abriga a exposição como promove atividades para os professores dentro do tema a ser tratado. Este ano, os arte-educadores participantes do projeto receberão o curso "Jogos com a visualidade, troca de criações visuais no contexto escolar".
- Temos ao todo, 12 professores da região participantes. O curso tratará a maneira como eles abordam a arte contemporânea na sala de aula - explica a coordenadora.
Mas, afinal, o que verá o visitante que for à galeria? São imagens e desenhos apresentados em grandes banners. Cada professor produziu um trabalho em sala, junto aos alunos. Cada trabalho foi analisado e modificado - com justificativas - por um outro professor com sua turma. Assim, essas trocas foram originando as obras que estão expostas.
- Daí, surgiu o nome "Con tatos em rede". Com esse contato, os professores estão criando uma nova metodologia para o ensino da arte nas escolas. É uma troca de experiências feitas no contexto escolar, dentro dessa rede que criamos entre os participantes e as escolas - justifica Vanda.
Texto: Clarissa Coli
Imagem: Diário do Vale
sexta-feira, 18 de junho de 2010
9ª Edição da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis
Maior Mostra de Cinema Infantil do País Reúne Filmes de 14 Estados Brasileiros e Dez Países em Florianópolis
Primeiro evento no país dedicado ao audiovisual produzido para crianças, a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis chega à nona edição, de 19 de junho a 4 de julho, como um termômetro do que há de mais significativo na produção nacional voltada ao público jovem.
Além dos 73 curtas brasileiros selecionados para a Mostra Competitiva, a versão 2010 do evento reserva a pré-estreia do longa-metragem Eu e meu guarda-chuva, dirigido por Toni Vanzolini. A programação prevê a exibição de curtas do Irã, Índia, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Rússia, França, Bélgica, Holanda e Estados Unidos.
Segundo a diretora da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, Luiza Lins, o evento está “cada vez mais internacional, criando um diálogo com outras linguagens e culturas e abrindo espaço crescente para curtas-metragens inéditos no Brasil”.
Além dos curtas estrangeiros, esta edição promove também a pré-estreia internacional de três longas: a ficção indiana Somos todos diferentes (Taare Zameen Par), de Aamir Khan, a animação alemã O melhor amigo da Lua (Moonbeam Bear), de Mike Maurus e Thomas Bodenstein, e a animação O segredo de Kells (Brendan et le secret de Kells), co-produção entre Irlanda, França e Bélgica dirigida por Tomm Moore.
Ao longo de 16 dias, alunos dos ensinos fundamental e médio, educadores, pesquisadores, cineastas e o público em geral alternam-se entre a plateia do Teatro Governador Pedro Ivo e as salas de debate do Majestic Palace Hotel, na capital catarinense.
A previsão é de que este ano 25 mil crianças assistirão aos filmes no teatro ou em suas comunidades. Para os estudantes de escolas públicas, a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis oferece transporte gratuito até o Teatro Governador Pedro Ivo.
Direcionada desde seu surgimento para o fortalecimento do setor audiovisual e das políticas públicas voltadas para a infância e a juventude, a Mostra abriga em paralelo o seu 3º Pitching, uma seleção pública de projetos audiovisuais que pretendem habilitar-se a disputar recursos internacionais no Fórum de Financiamento do BUFF Festival, na Suécia –mesmo mecanismo que premiou o filme Eu e meu guarda-chuva, da Conspiração Filmes, no 1º Pitching.
“O lançamento de Eu e meu guarda-chuva no circuito comercial está previsto para outubro”, conta Luiza Lins. “Fazer em Florianópolis a primeira exibição pública dele no país é fechar um ciclo: ele ganhou o Pitching de 2008, recebeu um impulso importante no mercado de coproduções internacionais e volta agora para mostrar o resultado no evento que ajudou a abrir portas fora do Brasil”, diz. “É uma demonstração clara da importância desse mecanismo para inserir os produtores e projetos audiovisuais brasileiros no mercado internacional de financiamento e distribuição.”
A programação “adulta” inclui a realização do 6º. Encontro Nacional do Cinema Infantil, voltada este ano ao Cinema para Jovens (no domingo, dia 26, das 14h30 às 18h), e o 3º. Fórum de Cinema e Educação, que enfoca pesquisas e experiências na área (segunda, dia 27, das 14h às 18h).
A porção reflexiva inclui ainda o lançamento do livro Práticas culturais e consumo de mídia entre crianças, organizado por Gilka Girardello e Monica Fantin, com lançamento do Núcleo de Publicações do CED/UFSC, e do dossiê Educação, Comunicação e Tecnologia, organizado por Monica Fantin, Gilka Girardello e Elisa Quartiero para a Revista Perspectiva, também do CED/UFSC.
Além dos filmes, a programação infanto-juvenil envolve bate-papos com atores e diretores, oficinas, exposição de fotografias, videoteca, sala de leitura (da Biblioteca Barca dos Livros), mostras itinerantes pelos bairros da capital e da Grande Florianópolis e pocket-shows.
No encerramento, dia 04 de julho, Arnaldo Antunes apresenta o show Pequeno Cidadão, em duas sessões, às 15h e às 18h, no Teatro Álvaro de Carvalho. A banda é formada por nomes com destaque no cenário nacional: o guitarrista Edgard Scandurra (ex-Ira!), a tecladista Taciana Barros (ex-Gang 90) e o compositor Antonio Pinto (autor de inúmeras trilhas sonoras para filmes, inclusive no mercado hollywoodiano, e filho do cartunista Ziraldo).
Neste ano, a Mostra ampliou a premiação dos filmes vencedores com uma parceria fechada com a TV Brasil. Serão quatro prêmios-aquisição no valor de R$ 5.000,00. As categorias de Melhor Ficção e Melhor Animação serão escolhidas por um júri formado por profissionais de cinema e de educação, composto por Gilka Girardello (UFSC), Arthur Nunes (Animaking), Marco Stroisch (presidente do Funcine) e Igor Pitta (animador). O Melhor Filme será definido pelo júri popular, com votação do público, e o Prêmio Especial será indicado por um júri formado por crianças. Até 2009, a Mostra oferecia um prêmio de R$ 1.000,00.
Texto: portaldapropaganda.com.br
imagem: filme "As férias do lord Lucas" (Tatiana Naquete)
quarta-feira, 16 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Seminário Internacional - Políticas Educacionais e Trabalho Docente: Perspectiva Comparada
O Arte: Pesquisa e Ensino está acompanhando o Seminário Internacional – Políticas Educacionais e Trabalho Docente: Perspectiva Comparada, promovido por Grupos de Estudos ligados a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal do Pará (UFPA). A programação do Seminário, dividida em dois momentos, teve início no auditório do Instituto de Ciências Jurídicas da UFPA, aonde irá se estender até o dia 15/06, posteriormente, entre os dias 16 e 18/06, os debates ocorrerão no Campus da UFMG.
O Seminário tem como objetivo “apresentar, analisar, debater e avaliar algumas políticas educacionais em um quadro do Brasil, da América Latina e da França, buscando conhecer e comparar essas ações, no intuito de construir quadros referenciais”.
Na manhã de hoje (14/06), após o pronunciamento da professora Dra. Olgaíses Cabral Maués, responsável pela Coordenação Geral do Seminário, ocorreu a primeira conferência ministrada pelo Dr° Jean Louis Derouet (INRP/França) cujo tema foi “A Pesquisa em Política Educacional: Relação Entre Administração Pública e Interesse Acadêmico”. No período da tarde, a mesa do Seminário composta por Dalila Oliveira (UFMG/Brasil), Myriam Feldfeber (UBA/Argentina) e Olgaíses Maués (UFPA/Brasil) abordou a “Regulação das Políticas Sobre a Formação e Trabalho Docente”.
Em seu primeiro dia, a despeito da paralisação do trânsito de Belém por um protesto de caminhoneiros, o Seminário contou com uma significativa presença de docentes e pesquisadores no auditório do ICJ; empenhados em ouvir e debater os temas referentes às políticas educacionais e ao trabalho docente.
Texto e imagem: Arte: Pesquisa e Ensino
quinta-feira, 10 de junho de 2010
O adeus do mestre Antônio Poteiro

As artes visuais perderam um ícone da pintura primitivista brasileira com a morte de Antônio Poteiro. O corpo dele foi enterrado às 19 h de anteontem no cemitério Jardim das Palmeiras. Aos 84 anos, estava internado há mais de uma semana no Hospital e Maternidade Jardim América, em Goiânia, e lutava contra um câncer. Poteiro morreu na madrugada de terça-feira após parada cardiorrespiratória. O hospital não deu mais informações a pedido da família do artista.
Nascido em Santa Cristina da Posse, em Portugal, com o nome de Antônio Batista de Souza, ele era considerado um dos mestres da pintura primitiva brasileira.
No início da carreira trabalhava com esculturas e cerâmica, com destaque para animais, máscaras, bonecos e figuras religiosas, como uma série desenvolvida por ele sobre deuses. Ainda na década de 1960, quando criava suas esculturas, ganhou o apelido de Antônio Poteiro. Entre os trabalhos mais conhecidos do artista, O Abraço, Presépio da Tartaruga e Deus Animal.
Nos anos 1970, incentivado por Siron Franco e Cléber Gouvea, começou a pintar. Autodidata, desde a década anterior já realizava exposições coletivas e individuais pelo País e no exterior. Entre elas, destaque para bienais na Itália e outras mostras em Portugal, Cuba, Estados Unidos, Alemanha e França. No Brasil, o artista participou das edições de 1981 e 1991 da Bienal de São Paulo.
Poteiro ganhou reconhecimento ao longo de sua carreira conquistando diversos prêmios, como o concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA), na categoria Esculturas, em 1985, e no Salão Nacional de Arte do Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte, em 1982.
Anteontem, Poteiro foi homenageado no plenário de Brasília pelo senador Marconi Perillo (PDSB-GO), com o seguinte discurso: "Ele deixará certamente uma lacuna, não apenas para o mundo cultural goiano, mas também do Brasil. Pintor e escultor consagrado, teve suas obras, centenas delas, adquiridas por colecionadores, não só do Brasil, mas de diversas partes do mundo."
Figura central de documentários como Antônio Poteiro: O Profeta do Barro e das Cores (1983), dirigido por Antônio Eustáquio, e Antônio Poteiro (1991), de Ronaldo Duque, o artista plástico imprimiu um estilo muito próprio tanto na pintura quanto na escultura, recebendo em seu site oficial depoimentos carinhosos de nomes de peso, como Frederico Morais, Roberto Pontual, Ferreira Gullar, Wilson Coutinho, Walmir Ayala, Georges Racz, Olívio Tavares de Araújo e Brasigóis Felício. Segundo este, "a impressão que nos transmitem as pinturas e a cerâmica de Antônio Poteiro é a de que foram extraídos do cerne da vida, transfigurados em arte por um impulso criador ao mesmo tempo ingênuo e requintado... Antônio Poteiro é um inspirado poeta das cores e do barro". Para Racz, "Poteiro sonha as suas telas, soluciona o espaço, as cores e as figuras, como só uma criança consegue... pintura poderosa, abençoadamente bela".
Poteiro deixa mulher e três filhos, um deles o ceramista Américo Souza Neto.
Textp: Lucas Nobile
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Seminário sobre o ensino de Arte está com inscrições abertas

O evento acontece entre os dias 26 e 30 de julho, no Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UFPE
O 2º Seminário Nacional Sesc de Arte-Educação, realizado pelo Sesc Piedade, está com as inscrições abertas até o dia 16 de julho. Com apoio do Departamento Nacional da instituição, e do Centro de Artes e Comunicação (CAC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o evento acontece entre os dias 26 e 30 de julho, no Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) da universidade.
O evento, que homenageia o professor Marco Camarotti, tem como objetivo promover o diálogo em torno das metodologias e práticas de ensino que utilizam as linguagens artísticas. O custo é de R$ 70 para o público geral e R$ 35 para comerciários e dependentes. As inscrições devem ser realizadas no Sesc Piedade ou no CAC.
Outras informações: (81)3361.0097.
Texto:pe360graus.com
Imagem:foto ilustrativa
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Bienal de São Paulo divulga lista de artistas para a 29ª edição

Exposição terá 148 artistas que abordarão o tema da relação entre a Arte e a Política
SÃO PAULO - A Fundação Bienal de São Paulo divulgou nesta terça-feira, 1, a lista dos artistas que participarão da 29ª edição de sua mostra de arte, que acontecerá entre os dias 25 de setembro e 12 de dezembro no Parque do Ibirapuera.
Com o título "Há Sempre um Copo de Mar para um Homem Navegar", inspirado em verso do poeta alagoano Jorge de Lima, a exposição deste ano contará com 148 artistas que abordarão o tema da relação entre a Arte e a Política. Veja a lista dos artistas selecionados:
Nacionais
Albano Afonso, Alice Miceli, Amélia Toledo, Antonio Dias, Carlos Teixeira, Carlos Vergara, Carlos Zilio, Cildo Meireles, Cinthia Marcelle, Daniel Senise, David Cury, Eduardo Coimbra, Efrain Almeida, Ernesto Neto, Fernando Lindote, Flávio de Carvalho, Gil Vicente, Graziela Kunsch, Guy Veloso, Hélio Oiticica, Henrique Oliveira, Jonathas de Andrade, José Leonilson, José Spaniol, Juliana Stein, Kboco e Roberto Loeb, Livio Tragtenberg, Luiz Zerbini, Lygia Pape, Marcelo Silveira, Marilá Dardot e Fábio Morais, Maria Thereza Alves, Matheus Rocha Pitta, Milton Machado, Nelson Leirner, Nuno Ramos, Pixação SP, Rex Time, Rochele Costi, Rodrigo Andrade, Ronald Duarte, Rosangela Rennó, Tamar Guimarães, Tatiana Blass, Oswaldo Goeldi e Paulo Bruscky
Internacionais
Adrian Piper (EUA), Aernout Mik (Holanda), Ai Weiwei (China), Alberto Greco (Argentina), Alessandra Sanguinetti (EUA), Alfredo Jaar (Chile), Allan Sekula (EUA), Allora & Calzadilla (EUA e Cuba), Amar Kanwar (India), Ana Gallardo (Argentina), Andrea Büttner (Alemanha), Andrea Geyer (Alemanha), Andrew Esiebo (Nigéria), Anna Maria Maiolino (Itália), Anri Sala (Albânia), Antonieta Sosa (EUA), Antonio Manuel (Portugal), Apichatpong Weerasethakul (Tailândia), Archigram Group (Inglaterra), Artur Barrio (Portugal), Artur Zmijewski (Polônia), Bofa da Cara - Pere Ortín (Espanha), Nástio Mosquito (Angola), CADA - Colectivo Acciones de Arte (Chile), Carlos Bunga (Portugal), Carlos Garaicoa (Cuba), Chantal Akerman (Bélgica), Claudia Joskowicz (Bolívia), Claudio Perna (Venezuela), David Claerbout (Bélgica), David Goldblatt (África do Sul), David Lamelas (Argentina), David Maljkovic (Croácia), Deimantas Narkevicius (Lituânia), Dora Garcia (Espanha), Douglas Gordon (Escócia), Eduardo Navarro (Argentina), Emily Jacir (Palestina), Enrique Jezik (Argentina), Filipa César (Portugal), Fiona Tan (Indonésia), Francis Alÿs (Bélgica), Gabriel Acevedo (Peru), Gustav Metzger (Alemanha), Guy de Cointet (França), Harun Farocki (Alemanha), Ilya Kabakov (Rússia), Isa Genzken (Alemanha), Jacobo Borges (Venezuela), James Coleman (Irlanda), Jeremy Deller (Inglaterra), Jimmie Durham (EUA), Joachim Koester (Dinamarca), Jonas Mekas (Lituânia), José Antonio Vega Macotela (México), Joseph Kosuth (EUA), Julie Ault e Martin Beck (EUA e Áustria), Karina Skvirsky Aguilera (EUA), Kendell Geers (África do Sul), Kiluanji Kia Henda (Angola), Kutlug Ataman (Turquia), Manfred Pernice (Alemanha), Manon de Boer (Índia), Marcius Galan (EUA), Mário Garcia Torres (México), Marlene Dumas (África do Sul), Marta Minujin (Argentina), Mateo López (Colômbia), Miguel Angel Rojas (Colômbia), Miguel Rio Branco (Espanha), Mira Schendel (Suíça), Moshekwa Langa (África do Sul), Nan Goldin (EUA), NS Harsha (India), Oscar Bony (Argentina), Otobong Nkanga (Nigéria), Otolith Group (Inglaterra), Palle Nielsen (Dinamarca), Pedro Barateiro (Portugal), Pedro Costa (Portugal), Roberto Jacoby (Argentina), Qiu Anxiong (China), Raqs Media Colective (Índia), Runa Islam (Bangladesh), Sandra Gamarra (Peru), Sara Ramo (Espanha), Simon Fujiwara (Inglaterra), Sophie Ristelhueber (França), Steve McQueen (Inglaterra), Sue Tompkins (Inglaterra), Superstudio (Itália), Susan Philipsz (Escócia), Tacita Dean (Inglaterra), Tatiana Trouvé (Itália), Tobias Putrih (Eslovênia), UNStudio (Holanda), Wendelien van Oldenborgh (Holanda), Wilfredo Prieto (Cuba), Yael Bartana (Israel), Yoel Vazquez (Cuba), Yonamine Miguel (Angola), Yto Barrada (França) e Zanele Muholi (África do Sul).
Texto: Estadão.com.br
Imagem: Cartaz da Bienal
domingo, 30 de maio de 2010
Comissão Aprova Projeto do Senador Cristovam Buarque que Torna Obrigatória Exibição de Filmes Nacionais nas Escolas.

A exibição de filmes e audiovisuais de produção nacional deve ser obrigatória nas escolas de ensino básico por, no mínimo, duas horas mensais. É o que prevê projeto de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), nesta terça-feira (26). A matéria foi aprovada pela comissão em decisão terminativa e ainda depende de exame da Câmara dos Deputados, antes de ser sancionada a lei.
A exibição de filmes brasileiros deve ser componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola, estabelece a proposta (PLS 185/08). Na justificação do projeto, Cristovam Buarque argumentou que a ausência de arte na escola reduz a formação dos alunos e impede que sejam usuários de bens e serviços culturais na vida adulta. Para o autor, os jovens ficam privados de um dos objetivos fundamentais da educação, que, em sua avaliação, é "o deslumbramento com as coisas belas".
Ao explicar a escolha pela exibição de filmes, entre diferentes alternativas de manifestações artísticas, Cristovam afirmou que "o cinema é a arte que mais facilidade apresenta para ser levada aos alunos nas escolas". Além disso, disse que o país precisa ampliar a indústria cinematográfica, que hoje depende de financiamento público devido à baixa freqüência às salas de cinema.
O senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) disse estar preocupado com os impactos financeiros da proposta e chegou a pedir adiamento da votação da proposta, do que desistiu. Ele observou que a obrigatoriedade poderia onerar o Poder Público, uma vez que o governo terá de adquirir os filmes que, muitas vezes, já são financiados com recursos públicos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura - a chamada Lei Rouanet (Lei 8.313/91). Para resolver a questão, o senador Romeu Tuma (PTB-SP) sugeriu a apresentação de projeto de lei para prever a doação, por parte da produtora, de filmes produzidos com incentivo da Lei Rouanet às escolas da educação básica.
Na opinião da relatora da matéria na CE, senador Rosalba Ciarlini (DEM-RN), a medida contribuirá para tornar a escola mais atrativa. Ela ressaltou que, apesar de as exibições terem de priorizar os filmes nacionais de caráter educativo, os estrangeiros também educativos poderão ser exibidos.
Texto: Agência Senado
segunda-feira, 24 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
Livro: A Grande Feira - Uma Reação ao Vale-Tudo na Arte Contemporânea

Em A grande feira, o jornalista Luciano Trigo faz uma crítica contundente à subordinação da figura do artista ao sistema mercadológico de arte. O autor apresenta uma reflexão sobre a arte contemporânea e seus principais atores num mundo onde o público cada vez mais é influenciado por outros agentes, que acabam por conferir valores artificiais à obra de arte.
A década de 70 é o ponto de partida da análise, época apontada pelo autor como o início da crise no mundo da arte, até os dias de hoje. A relação entre os vários personagens que compõem o chamado mercado da arte é estudada pelo autor: o artista, o crítico, o marchand, os colecionadores, as galerias, os museus, entre outros, têm suas funções dissecadas no livro.
Com argumentos sólidos e relevantes, o autor utiliza fatos reais para ilustrar suas opiniões e fomentar o debate pouco realizado no Brasil sobre este sistema, que hoje tem o mercado como norteador. Segundo o jornalista, atualmente, a arte contemporânea é oposta à concebida pelas vanguardas dos anos 70 e a antiga disputa entre “apocalípticos” e “integrados”, narrada por Umberto Eco, acabou com a vitória dos últimos.
O valor atribuído as obras que por muitos não são consideradas arte e por outros são compradas por milhões também é destaque em A grande feira. “A capa deste livro reproduz a obra The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living, do artista plástico inglês Damien Hirst. Em 2004, o tubarão mergulhado em formol foi vendido por 12 milhões de dólares ao administrador de fundos americano Steve Cohen. Dois anos depois, Cohen recebeu uma má notícia: o tubarão estava se decompondo. O pequeno alvoroço no mundo da arte foi logo abafado. Artista e colecionador negociaram a substituição do animal original, e não se falou mais do assunto”, conta Luciano Trigo.
O autor utilizou essa imagem como metáfora para revelar uma facção da arte contemporânea que, segundo ele, é frágil e efêmera como um cadáver mergulhado em formol. Para escrever o livro, Luciano Trigo manteve diálogos com professores, teóricos, leigos interessados e, principalmente com artistas. Com A grande feira, ele empreende uma defesa do que chama de verdadeira arte – “aquela que é sempre criadora, subversiva e nova”.
Luciano Trigo é jornalista, escritor, editor de livros, crítico de cinema e colunista do site de notícias G1.
Texto: Blog Máquina de Escrever
terça-feira, 4 de maio de 2010
O Ensino de Arte na Educação Básica - Nova Lei

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na última quinta-feira (29) emenda do Senado ao Projeto de Lei 5434/05, que inclui o ensino de arte regional no currículo obrigatório nos ensinos infantil, fundamental e médio. Aprovada em caráter conclusivo, a proposta do deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO) altera a Lei das Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96) e será encaminhada para sanção presidencial.
Segundo a Agência Câmara, a emenda do Senado, que retira do projeto a previsão do ensino da cultura – e mantém apenas a previsão para o ensino da arte regional -, já havia sido aprovada pela Comissão de Educação e Cultura.
De acordo com o relator na CCJ, deputado Rômulo Gouveia (PSDB-PB), a emenda "atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União, à atribuição do Congresso Nacional, e à iniciativa parlamentar".
Texto: Informativo Nota 10
foto: Escola Simão Hess
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