domingo, 13 de novembro de 2011

Exposição Fotográfica em Nova York Retrata a Cultura Brasileira


Fotos trazem registro da cultura popular brasileira.

Acontece no dia 17 de novembro, no consulado do Brasil em Nova Iorque, a exposição “Entre a Luz e a Sombra – Aspectos da Cultura Popular Brasileira”. A mostra fotográfica conta com dois brasileiros e dois norte-americanos.

Promovida pela The Brazilian Endowment for the Arts (BEA), com apoio do consulado brasileiro, a exposição mostra uma pequena perspectiva da nossa cultura popular brasileira em três ângulos: o paradoxo da vida do homem nordestino; a influência das religiões afro-brasileiras pela variedade de altares e a complexidade do carnaval na nossa cultura.

Os trabalhos são dos fotógrafos Thomas Baccaro, que mostra o cotidiano da vida do nordestino e de Fernando Miacci Natalici, fotógrafo e documentarista que vem documentando o carnaval da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo há 28 anos. Suas fotos fazem parte do acervo de várias organizações sociais como o Tweed Museum, O Museu da Imagem e Som, São Paulo, Br; Galerie de la Municipalite Regional, Ottawa-Carleton, Ottawa (Canadá).

Outro professor e fotógrafo que participa da exposição é o também norte-americano Peter Kloehn. Ele leciona história da fotografia na Universidade de Nova York e na Escola de artes Visuais também em Nova York.

Durante 14 anos, Peter documenta rituais de altares de umbanda e candomblé e as pessoas e comunidades envolvidas nos rituais em diversos estados como Pernambuco, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

O norte-americano Daniel Dawson, professor de religião Africana/Brasileira na Universidade de Nova York e na Columbia University, também possui um extenso currículo fotográfico. Ele tem feito palestras na Bahia e documentário fotográfico tanto em Salvador como em São Luiz do Maranhão por 16 anos.

Imagem: Thomas Baccaro
Texto: Comunidade News

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Exposição em SP Reúne Obras de Carlos Scliar


Quando o pintor e desenhista Carlos Scliar (1920-2001) começou a sua carreira, em meados dos anos 40, a arte brasileira ainda digeria as proposições feitas a partir do movimento modernista. Teoricamente, a ideia predominante era a de que precisávamos de uma arte nacional, com temas que dissessem respeito à nossa realidade. Scliar acabou seguindo esse caminho. Na exposição "Carlos Scliar, da reflexão à criação" é possível conferir um pouco dos 60 anos da trajetória do artista gaúcho. São 100 obras, entre desenhos, serigrafias, litografias e pinturas.

Os trabalhos expostos compreendem gravuras da década de 40, desenhos que o artista fez na Itália, em 1944 (quando serviu ao exército brasileiro na Segunda Guerra Mundial), uma série sobre os telhados de Ouro Preto, entre outros trabalhos. A série Com a FEB na Itália, aliás, é um dos destaques da exposição. Há desenhos das paisagens do norte do país e retratos de soldados - entre eles, o próprio artista.

"Scliar tinha uma verve política e social que foi traduzida para a sua produção artística", explica Marcus Lontra, curador da mostra. "Ele era um defensor dos ideais democráticos." Pintava, sobretudo, porque achava que a arte podia mobilizar as pessoas. Sobre isso, deixou registrado: "Quis atuar numa área que pudesse lançar ideias".

Nacionalista, o gaúcho também procurava valorizar, em suas pinturas e gravuras, os objetos que fazem parte do cotidiano. Bules, velas e lamparinas ganharam o primeiro plano em suas obras. Ao transformar esses artefatos simples em inspiração, Scliar seguiu o preceito modernista de romper com os cânones artísticos. Tudo poderia servir de tema. Essa busca pelo simples, inclusive, faz com que suas obras sejam vistas como um registro da iconografia nacional.

Para construir esses objetos, o artista lançava mão de linhas e figuras geométricas. "Independentemente da técnica utilizada, muitas das obras de Scliar foram desenhadas a partir de linhas e vetores", conta Marcus Lontra. Um exemplo disso é a gravura Composição com Garrafas (1974), retratada na foto menor desta matéria. Nela, vê-se como a geometria e a relação entre as linhas são referências essenciais para o artista. As informações são do Jornal da Tarde.

Serviço

Carlos Scliar, da Reflexão à Criação - Caixa Cultural SP. Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2.083, Cerqueira César). Tel. (011) 3321-4400. Até 8/1. De terça a sábado, das 9h às 21h; domingos e feriados, das 10h às 21h. Grátis.


Imagem: Obra “Vários objetos e beringelas”, técnica mista, 1995.
Texto: Diário do Grande ABC

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

“Após o Fim da Arte” de Arthur Danto


A Arte Contemporânea e os Limites da História

A independência diante da história e o caráter radicalmente livre e reflexivo marcam a arte dos últimos quarenta anos, implicando uma nova relação entre esta e o mundo. A arte possui sua própria filosofia, e suas manifestações, assumindo uma forma plural, se movem num amplo espaço de atuação. Neste livro, Arthur C. Danto apresenta importantes considerações sobre o momento contemporâneo da arte. Chamado por ele de "momento pós-histórico", este é um momento de profundo pluralismo e total tolerância, em que nada é excluído. Seu texto revela preocupação com o fim do modernismo e mostra o que significa ter prazer com a arte na realidade pós-histórica. Em sua investigação, que se move tanto no plano das idéias como no das realizações artísticas, o autor analisa a atual cena artística mundial perguntando-se como a arte se torna historicamente possível e como ela pode ser pensada criticamente. O livro é dedicado à filosofia da história da arte, à estrutura das narrativas, ao fim da arte e aos princípios da crítica de arte.

Imagem e texto: Livraria Resposta

domingo, 30 de outubro de 2011

Bienal de Curitiba Disponibiliza Catálogo na Internet


A 6ª VentoSul - Bienal de Curitiba que está sendo realizada desde junho e se estende até dezembro de 2011 na cidade de Curitiba disponibiliza o seu catálogo na internet em formato PDF. Uma oportunidade para entrar em contato com a produção de arte contemporânea selecionada a partir do conceito curatorial “Além da Crise”.

A Bienal que já se consagra como uma das mais significativas mostras de arte contemporânea da América Latina, além de reunir obras de artistas de cinco continentes, estende as suas ações para mais seis cidades brasileiras: Brasília (DF), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Belo Horizonte (MG), Londrina e Cascavel (PR) e Florianópolis (SC).


Para baixar o catálogo basta acessar o endereço: www.bienaldecuritiba.com.br/2011/home/?secao=1#Catálogo"






Imagem: Bienal de Curitiba
Texto: Ednaldo Britto

domingo, 23 de outubro de 2011

Ocupym Wall Street. O Que a Arte tem Haver com Isso?



Por Ednaldo Britto

No dia 17 de setembro, pelo menos duas mil pessoas ocuparam o centro financeiro de Wall Street em Nova Yorque nos Estados Unidos, o que deu início ao “Ocupym Wall Street” movimento contrário as medidas tomadas pelo Sistema Financeiro Internacional em relação à crise econômica mundial. Diante deste fato, que aponta para uma mudança cultural no cenário americano, não podemos deixar de nos perguntarmos: O que a arte tem haver com isso?

Não é de hoje que alguns intelectuais vêm chamando atenção para a excessiva mercantilização do sistema das artes. Em muitas publicações recentes lemos coisas como: “Antigamente a posse de uma obra de arte dava respeitabilidade ao dinheiro dos muito ricos; hoje é o dinheiro dos muito ricos que dá respeitabilidade à obra de arte. Os valores inverteram-se: o dinheiro servia à arte, hoje a arte serve ao dinheiro” ou “Não se pode entender a ‘arte contemporânea’ sem passar pela livraria e pela bolsa de valores”. Estas observações feitas pelo jornalista Luciano Trigo e pelo escritor Affonso Romano de Sant’anna, respectivamente, coincidem com as críticas que estão sendo feitas também no campo da educação, das pesquisas científicas e, curiosamente, no campo religioso, sobre as influências do mercado financeiro no cenário mundial.

Em 2006, foi publicado no Brasil o livro 'Privatização da Cultura: a intervenção corporativa nas artes desde os anos 80' da pesquisadora Chin-tao Wu, especialista em arte e cultura contemporânea integrada a Universidade College da Inglaterra. Em seu livro Wu observa: “(...) a influência empresarial é hoje muito grande em todas as fases da arte contemporânea – produção, disseminação e recepção”. Ainda no texto de apresentação do livro de Chin-tao Wu, Danilo Santos de Miranda ressalta “(...) a banalização dos produtos culturais e artísticos, tornados tão evidentes pelas indústrias culturais da sociedade de massas, parece emergir de modo diferenciado na era da globalização. As novas estratégias de difusão em escala planetária têm atuado de modo que atenda às características mais específicas dos mercados”.

Portanto, embora saibamos que as relações dos artistas contemporâneos com o capital financeiro atual sejam bastante diferentes do comportamento anti-burguês dos artistas do final do século XIX, não podemos deixar de observar com certa preocupação que a arte contemporânea, mantendo-se na trajetória da total assimilação pelo mercado ou pelas instituições estatais, corre um sério risco de ser transformada em mero entretenimento sem qualquer significado cultural mais relevante. Sendo assim, cabe avaliarmos até que ponto a tão propalada autonomia da arte se mantém como algo concreto na contemporaneidade, ou se já não passa de uma velha convicção modernista inviabilizada pela atual relação entre arte e mercado.


Referências

Cauquelin, Anne. Arte Contemporânea: Uma Introdução. São Paulo: Martins, 2005.
SANT’ANNA, Affonso Romano. Desconstruir Duchamp: Arte na hora da revisão. Rio de Janeiro: Vieira & Lent, 2003.
SMIERS, Joost. Artes Sob Pressão: Promovendo a diversidade cultural na era da globalização. São Paulo: Escrituras, 2006.
TRIGO, Luciano. A Grande Feira: uma reação ao vale-tudo na arte contemporânea. Rio de Janeiro: Record, 2009.
TAYLOR, Roger L. Arte, Inimiga do Povo. São Paulo: Conrad Editora, 2005.
VISENTINI, Paulo G. Fagundes & Pereira, Analúcia Danilevicz. História do Mundo Contemporâneo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.
WU, Chin-tao. Privatização da Cultura: a intervenção corporativa nas artes desde os anos 80. São Paulo: Boitempo, 2006.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Exposição "Lugar Indeterminado" de Armando Sobral em Belém.


A Elf Galeria traz exposição de desenhos e gravuras de Armando Sobral - Há quem pense que o lugar da arte é no museu. Para o decorador, arte fica bem em determinadas paredes. Já o colecionador acredita que arte fica bem em qualquer lugar. Para o artista, porém, o lugar da arte é no coração - ou, como expressa o artista visual Armando Sobral, "um lugar indeterminado, que parte da memória e não da observação do fato". A partir desta impressão, Sobral produziu uma série interessante de gravuras, utilizando o Chine-collé, que é um tipo de impressão que permite ao gravurista transferir imagens de uma matriz rígida para materiais mais delicados, no caso, a tela, proporcionando um efeito impressionante de leveza. Graças a esta característica do método de impressão, Sobral deu vida a uma série floral bastante delicada: são 10 obras que podem ser vistas na mostra Lugar Indeterminado, que abre para convidados neste sábado na Elf Galeria.

Armando Sobral nasceu em 1963. Paraense, artista plástico, curador pesquisador da arte, com graduação em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP/SP. Possui reconhecimento fora do Estado e já participou de diversas mostras nacionais e internacionais (Espanha, Canadá, Japão, Estônia, Rep. Tcheca, Argentina, Polônia, Noruega, México, Cuba, Alemanha).


Serviço

“Lugar Indeterminado”, mostra de desenhos e gravuras de Armando Sobral Vernissage para convidados: 22 de outubro às 11h Visitação: 24 de outubro a 30 de novembro de 2011 De segunda a Sexta-feira, de 10 às 13h e de 15 às 19h Aos sábados, de 10 às 14h Elf Galeria – Av Gov. José Malcher, Passagem Bolonha, no 60 – Nazaré - Belém / PA Fone (91) 3224 0854 – 9985 7647

Imagem e texto: ELF Galeria

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Mostra de Vídeo Reúne Trabalhos de Artistas Latino-Americanos no Centro Dragão do Mar


A mostra Vídeo Outra Vez será aberta nesta terça-feira, dia 18, às 19h30 no Museu de Arte Contemporânea, reunindo trabalhos de onze renomados artistas latino-americanos. Com curadoria de Patrick Hamilton, a maioria das produções podem ser compreendidas sob a perspectiva da arte política, refletindo a respeito da realidade social, econômica e política que se desenvolvem em torno da globalização.

Em formato mono canal, a exibição apresenta olhares e recortes que abordam problemáticas da realidade latino-americana nos dias atuais, questionando situações de violência, narcotráfico e imigração, assim como questões de geopolítica e outras vinculadas a história da arte.

Em termos de linguagem audiovisual, a maioria dos vídeos selecionados nesta mostra privilegiam o enquadramento único, em que os registros são cúmplices e testemunhas mudas de ações provocativas e simples, predominando a visão subjetiva de cada autor.

A mostra reúne trabalhos de Teresa Margolles, Santiago Sierra, Alberto Baraya, Jota Castro, Dario Escobar, Alexander Apóstol, Yoshua Okón, Juan Fernando Herrán, Regina José Galindo, Iván Navarro e Tania Bruguera.

Serviço

Abertura da Mostra Vídeo Outra Vez – Exibição de trabalhos de onze artistas latinos americano – Terça-feira, dia 18, às 19h30 no Museu de Arte Contemporânea. Acesso Livre. Classificação 18 anos.


Imagem: Obra de Santiago Sierra
Texto: Centro Dragão do Mar

sábado, 15 de outubro de 2011

Ensino de Arte: Renovação Sem Perda de Memória



Por Ednaldo Britto

A Revolução Científico-Tecnológica (RCT) responsável pela difusão de novos paradigmas no mundo globalizado vem alterando profundamente, desde a década de 1950, a produção e o entendimento das artes visuais.

Neste contexto, o universalismo moderno e sua concepção de progresso guiado por movimentos de vanguarda foi rapidamente substituído por um novo sistema de comunicação em rede, intimamente articulado com o mercado mundial.

Em meio às reações adversas de desconforto e perplexidade causados pela RCT, encontramos um ensino de arte deslocado dos fundamentos que o mantinham diante da contraposição entre ‘Acadêmicos e Modernos’.

Com a entrada dos ‘Contemporâneos’ como terceiro elemento no jogo cultural o ensino de arte vê-se diante da necessidade de se renovar, tendo que assimilar novos conhecimentos sem desvincular-se da tradição que assegura a manutenção de referenciais históricos importantes.

No campo da arte propriamente dito, onde a produção gera todos os substratos para o trabalho dos educadores, a atual incomunicabilidade dos argumentos de análise e a carência de critérios plausíveis na avaliação do que é produzido geram uma permanente instabilidade que contamina o campo educacional.

Na tentativa de assegurar o mínimo de condições para realizar o seu trabalho o professor de arte evita lidar com os novos conceitos propostos (Conceitualismo, apropriação, interatividade, intervenção, hibridismo), mantendo suas atividades dentro de ‘parâmetros acadêmicos ou modernos aceitáveis’ e condizentes com as estruturas mínimas oferecidas; desviando-se do possível envolvimento com questões ainda não compreendidas nem mesmo por aqueles que formulam os discursos no interior do sistema das artes.

Neste tenso e fascinante período de transformações e reformulações impulsionadas pela sociedade da comunicação, o professor, em contato com a produção da arte atual, necessita manter muito bem sedimentado os seus fundamentos educacionais, filosóficos e históricos de arte. Somente assim, terá condições de avaliar de maneira crítica a formação contínua do seu arcabouço de conhecimentos, o que viabiliza a renovação de suas práticas sem perda de memória.


Imagem: Ednaldo Britto - "Real" fotografia, 2009.


Referências

BOURRIAUD, Nicolas. Estética Relacional. São Paulo: Martins, 2009.
CAUQUELIN, Anne. Arte Contemporânea: Uma Introdução. São Paulo: Martins, 2005.
DOMINGUES, Diana. A Arte no Século XXI. A Humanização das Tecnologias. São Paulo: Editora UNESP, 1997.
GUIRALDELLI JR. Paulo. O que é Filosofia Contemporânea. São Paulo: Brasiliense, 2008.
GARDNER, James. Cultura ou Lixo? Uma Visão Provocativa da Arte Contemporânea. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.
SANTOS, Milton. Por uma Outra Globalização: Do pensamento Único à Consciência Universal. Rio de Janeiro: Record, 2010.
SMIERS, Joost. Artes sob Pressão: Promovendo a Diversidade Cultural na Era da Globalização.
São Paulo: Escrituras, 2006.
SCOVINO, Felipe. Arquivo Contemporâneo. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2009.
VISENTINI, Paulo G. Fagundes & PEREIRA, A. Danilevicz. História do Mundo Contemporâneo: Da Pax Britânica do século XVIII ao Choque das Civilizações do século XXI. Rio de Janeiro: Vozes, 2008.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Retrospectiva de Maria Bonomi em Brasília


No período de 12 de outubro a 8 de janeiro estarão expostas no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília 150 obras, entre gravuras e esculturas, da artista Maria Bonomi. A exposição intitulada “Entre a Gravura e a Arte Pública” tem como curador Jorge Coli, doutor em estética pela Universidade de São Paulo.

A exposição retrospectiva da carreira de Bonomi mostrará uma diversidade de trabalhos que vão de suas primeiras pinturas realizadas ainda na infância até as últimas peças criadas em seu atelier em São Paulo.

A “Formação, a arte política e o universo feminino” formam, segundo Coli, os núcleos conceituais da exposição composta por pinturas, gravuras, esculturas, troféus e máscaras feitas para o teatro.

De origem italiana, Maria Bonomi veio para o Brasil em 1946, fixando-se em São Paulo; onde estudou pintura, desenho e gravura com Karl Plattner (1919-1989) e Lívio Abramo (1903-1992). Posteriormente, cursou gravura com Hans Müller e teoria da arte com Meyer Schapiro (1904-1996) na Columbia University, em Nova York. Em 1999, tornou-se doutora em Comunicação e Artes pela Universidade de São Paulo - ECA/USP.



Imagem: “Balada do Terror”- Xilogravura, 1970.
Texto: Ednaldo Britto

sábado, 8 de outubro de 2011

Os Movimentos Artísticos A Partir de 1945


Esta obra clássica, que aborda a arte posterior à Segunda Guerra Mundial, passou por substancial revisão, ampliação e remodelagem. Oito capítulos adicionais e uma nova introdução abrangem e ilustram todos os artistas e tendências internacionais mais recentes, entre os quais a arte nos Estados Unidos a partir da década de 1970, as tendências neo-expressionistas, a melancolia pós-pop, a arte feminista e homossexual, os novos meios de expressão como o vídeo e a fotografia, além do novo classicismo na Rússia, Itália e China. O livro é tão global em seu escopo quanto a arte nos tempos modernos e abrange também obras da América Latina, Coréia, Índia, África, China e Japão.


Ficha Técnica

Editora: WMF Martins Fontes
ISBN: 8533623127
ISBN13: 9788533623125
Edição: 1ª Edição - 2006
Número de Páginas: 314
Acabamento: Brochura


Imagem e Texto: www.martinsfontespaulista.com.br

domingo, 2 de outubro de 2011

Festival em São Paulo Apresenta Obras Contemporâneas de Artistas de Países em Desenvolvimento


A produção contemporânea de artistas de países da América Latina, África, do Leste Europeu, Oriente Médio, da Ásia e Oceania estão presentes este ano no 17º Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc-Videobrasil, que se estende até janeiro de 2012 nas unidades do Sesc Belenzinho e Pompeia e na Pinacoteca do estado de São Paulo, na capital paulista.

Ligado à videoarte, o festival inova este ano ao apresentar outras linguagens na mostra Panoramas do Sul, exposição que reúne a produção de 101 artistas no Sesc Belenzinho. Além dos vídeos, a mostra é composta por performances, instalações, objetos, publicações, pinturas, fotografia e outras experiências artísticas.
“É um festival que tem o papel claro de incentivar e inserir a produção de países em desenvolvimento no circuito internacional das artes. Ele também cumpre o papel de trazer para a cidade de São Paulo a possibilidade de entrar em contato com obras de artistas emergentes e internacionais”, disse a curadora-geral do festival, Solange Farkas.

Os participantes da mostra Panoramas do Sul foram escolhidos entre 1.295 inscritos e concorrem a um prêmio no valor de R$ 45 mil e a oito prêmios de residência artística. As obras selecionadas abordam, segundo Solange, temas variados, mas em muitos casos trazem também uma reflexão sobre a situação atual desses países da Região Sul. “Temos recortes políticos, trabalhos que comentam situações de conflito – como as obras dos artistas do Oriente Médio e trabalhos da América Latina que respondem, de certa forma, às questões sociais, culturais e políticas dessas regiões.”

Durante o festival, também serão realizadas ações educativas, com palestras, cursos e seminários para o público interessado. Mais informações sobre o festival podem ser encontradas no seguinte endereço eletrônico: www.videobrasil.org.br

Texto Original: http://agenciabrasil.ebc.com.br


Imagem:"Sua fogueira cósmica, 2011"
Texto: Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Emmanuel Nassar Participa da 8ª Bienal do MERCOSUL


Com uma obra que “representa” a bandeira brasileira pintada sobre painel de chapa de metal o artista brasileiro Emmanuel Nassar participa da 8ª Bienal do MERCOSUL. Em entrevista para o site da Bienal Nassar reafirma que a precariedade é uma marca fundamental do seu trabalho.

Ao pintar uma bandeira nacional em "condições precárias" o artista, além de tratar de questões estéticas, propõe “rever o conceito de Brasil desenvolvido”. “Dos países em desenvolvimento, por exemplo, o Brasil é o único com um arcabouço de democracia” afirmou Nassar ao jornalista Cauê Alves.

Após ser questionado sobre a sua origem como artista paraense Emmanuel ressaltou, com a sua peculiar contundência, que ”este é um dado fundamental da minha geo biografia pessoal. Tem grande importância para quem trata do espaço, tempo, localização, orientação.”

A 8ª Bienal do MERCOSUL tem como tema “Ensaios de Geopoética” e se estende até o dia 15 de novembro em vários espaços localizados na Cidade de Porto Alegre.

Entrevista com Emmanuel Nassar: http://bienalmercosul.art.br

Imagem: Janete Longo/AE
Texto: Ednaldo Britto