terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Pesquisadores Descobrem Dois Sítios Arqueológicos de Arte Rupestre


Mais dois sítios arqueológicos de arte rupestre foram encontrados em Alcinópolis (MS), município localizado na região norte do Estado. A descoberta foi feita pelos pesquisadores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

De acordo com o técnico da Secretaria de Desenvolvimento, Edilson Cotonette, os sítios estão na zona de amortecimento da Unidade de Conservação Monumento Natural Serra do Bom Jardim, onde estão concentrados vários sítios arqueológicos. Entre eles, o Templo dos Pilares, maior sítio arqueológico de Mato Grosso do Sul, com mais de duas mil gravuras e pinturas rupestres.

Os registros de reconhecimento dos sítios encontrados já foram feitos junto ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e os pesquisadores confirmaram Alcinópolis como a capital estadual da arte rupestre.

Imagem: Rodrigo Aguiar
Texto: Taryne Zottino (Correio do Estado)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Oswaldo Goeldi Ganha Exposição Inédita em Belém


As mais importantes obras de Oswaldo Goeldi (1895-1961), considerado um dos mais representativos nomes brasileiros da gravura em madeira, chegam a Belém (PA) para uma exposição inédita. Os 50 anos da morte do gravador, desenhista, ilustrador e professor serão relembrados em “Oswaldo Goeldi: poesia gravada” no Museu da Universidade Federal do Pará (UFPA), de 13 de dezembro de 2011 a 19 de fevereiro de 2012, por meio de gravuras, painéis, objetos, desenhos e livros. A curadoria é de Lani Goeldi, sobrinha-neta do artista e presidente do Projeto Goeldi. A produção é assinada pela Cult Arte Comunicação.

Oswaldo Goeldi teve sua primeira mostra individual em Belém, ainda em vida, em 1938, na Biblioteca do Arquivo Público. Depois disso, somente uma rápida passagem com a apresentação de painéis com ilustrações de referência sobre a obra dele, em 2001, por conta da inauguração do Espaço Arte Goeldi nas dependências do Museu Paraense Emilio Goeldi (Parque Zoobotânico). “Essa será a primeira mostra realizada após a morte do artista e, sem dúvida, a maior já feita sobre ele na cidade, considerando o número de peças e a importância das obras que serão expostas”, afirma a curadora Lani Goeldi.

Os visitantes terão a oportunidade de ver 59 gravuras originais (sendo 35 da Pinacoteca do Estado de São Paulo), assinadas pelo artista entre 1927 e 1960, além de desenhos, painéis, objetos, livros ilustrados e um vídeo inédito, especialmente feito para essa exposição. Entre as xilogravuras estão “Chuva” (cerca de 1957), a mais famosa xilogravura do artista e que encabeça um lista formada por obras como “Auto-retrato” (cerca de 1950), “Tarde” (1950), “Arraia” (1955) e “O ladrão” (cerca de 1955). “Nesta mostra será possível observar todas as fases do artista, desde os desenhos até as gravuras em preto-e-branco e coloridas”, explica Lani.

Serviço

Exposição “Oswaldo Goeldi: Poesia Gravada"
Local: Museu da Universidade Federal do Pará (UFPA)
Avenida Governador José Malcher, 1192 – Nazaré – Belém – PA
Curadoria: Lani Goeldi.
Abertura (somente para convidados e imprensa): 13 de dezembro, às 19h.
Visitação (aberta ao público): De 14 de dezembro de 2011 a 19 de fevereiro de 2012, de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, sábados e domingos das 10h às 14h, exceto feriados.
Visitas de grupos e escolas: (19) 3242-8340, das 9h às 12h com Julia ou Nilma.
Classificação: livre
Entrada franca.

Projeto Goeldi: www.oswaldogoeldi.org.br

Imagem: CHUVA, 1957, xilogravura de Oswaldo Goeldi
Texto: Josafá Vilarouca

domingo, 11 de dezembro de 2011

Livro: Arte Contemporânea no Século XXI - 10 brasileiros no circuito internacional


O mais novo lançamento da Capivara Editora foi idealizado por Bia e Pedro Corrêa do Lago e desenvolvido por Ricardo Sardenberg, reúne, num só volume, a carreira internacional recente dos dez artistas plásticos brasileiros de maior e melhor repercussão na primeira década do século XXI.

Os nomes de Artur Barrio, Miguel Rio Branco, Waltercio Caldas, Cildo Meireles, Tunga, Beatriz Milhazes, Vik Muniz, Ernesto Neto, Adriana Varejão e Rivane Neuenschwander destacaram-se naturalmente, selecionados com base num critério que considerou a presença em exposições individuais e coletivas nos principais museus e galerias do mundo, a participação nas grandes mostras de referência, como a Bienal de Veneza ou a Documenta de Kassel, a aquisição de obras por coleções e instituições prestigiosas, os grandes prêmios, a encomenda de obras públicas e a publicação de livros e catálogos fora do Brasil.

Há mais de dez anos que se ouve falar na inserção cada vez mais ampla da arte contemporânea brasileira no exterior.

Este fenômeno, apesar de constatado por muitos e comentado intensamente, não havia ainda sido estudado de maneira consolidada.

Com capítulos individuais dedicados à carreira internacional dos dez artistas – que trazem uma entrevista inédita de cada um, além de imagens de obras e exposições –, este livro vem responder à necessidade de identificar, entender, ordenar e quantificar a acolhida indiscutivelmente maior da arte brasileira fora do país na primeira década do novo século.


Sobre o autor: Ricardo Sardenberg é formado em História da Arte e Fotografia pela New York University. Foi diretor da Galeria Zabriskie, em Nova York, e colaborador da revista Bravo!. Trabalhou como curador e produtor na Pinacoteca de São Paulo, foi diretor da Galeria Camargo Vilaça, em São Paulo, e um dos idealizadores do Inhotim, em Minas Gerais. Faz hoje consultoria para coleções de arte particulares e representa, no Brasil, as feiras Art Basel, na Suíça, e Art Basel Miami Beach, nos Estados Unidos.


Texto e Imagem: www.editoracapivara.com.br

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Interações com a Arte Digital


O artista plástico cearense Wilson Neto expõe novas obras de sua fase atual, com intervenções digitais em desenhos, pinturas e fotografias

Ao longo de 15 anos de trajetória como artista plástico, Wilson Neto vivenciou diferentes fases, mas sem deixar de lado a pintura e o desenho. No momento atual, sua obra assume uma convivência muito próxima com a arte digital. Por meio de programas de edição e tratamento de imagens, ele transforma os desenhos e as pinturas produzidos manualmente. Uma linha de pesquisa que vem sendo abraçada por muito artistas nos dias de hoje.

Com esse novo direcionamento dado a sua poética, Wilson Neto criou 24 obras em arte digital. Trabalhos que estão incorporados a exposição Dezembro digital, em cartaz até 7 de janeiro, na Galeria Mariana Furlani Arte Contemporânea. Segundo o artista, a imagem digital traz inúmeras possibilidades de apresentação, devido aos diferentes tipos de suportes e formas de impressão, como o papel fotográfico, o adesivo e o PVC.

"Quando voltei a Fortaleza (ele morava em Sobral) por falta de espaço para pintar em grandes formatos, comprei uma câmera, um computador e do zero passei a experimentar uma linguagem até então desconhecida por mim: o digital. Depois me dei conta que óleo sobre tela e aquarela ainda poderiam conviver juntas no meu repertório. Gosto como o David Hockney, Chuck Close ou Jeff Koons experimentam os meios eletrônicos para fazer arte e colocam o computador até mesmo a serviço da pintura ou questionam esshttp://www.blogger.com/img/blank.gifa coisa de autoria, reprodução técnica ou obra única", explica.

Para o artista, as facilidades que o mundo contemporâneo oferece de continuar experimentando em reproduções rápidas e distintas superfícies, possibilita o criar, mas ele alerta: "claro que o que o olho sutil, o apuro estético e as boas ideias não vem com o Photoshop, os iPhone, Ipad da vida, o artista tem que ir provando, estudando, conversando, testando mesmo".

A individual também é composta por obras em técnica mista, como importante referência a base da produção do artista. Nestas prevalece uma de suas temáticas preferidas: a figura feminina, entremeada a coloridas estamparias.

Texto Original: http://diarionordeste.globo.com


Imagem: Wilson Neto
Texto: Ana Cecília Soares

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Urbe: Cultura Visual Urbana e Contemporaneidade


A Revista Urbe foi lançada nesta sexta-feira (dia 2) no SESC Centro de Porto Alegre, em evento que promoveu o debate com os autores dos artigos.

Gerar conteúdo capaz de orientar o leitor na sua compreensão da dimensão cultural, social e econômica da arte urbana que é produzida na forma de grafite, stickers, assemblages, vídeos, fotografias, poesia, moda e urbanismo, colagens, estêncil, performances, entre outras manifestações, transgressoras ou não, é a proposta da revista Urbe – Cultura Visual Urbana e Contemporaneidade.

“A Urbe propõe uma leitura sensível dos espaços urbanos por meio de relações entre imagens, arquitetura, paredes e suportes em que se estabelecem intervenções para estimular uma percepção mais atenta da cidade e uma consciência maior das possibilidades de ação no meio ambiente urbano”, afirma o curador editorial, Vitor Mesquita. Em cada edição, haverá uma sobrecapa com a obra de um artista em formato 74x30cm – a primeira será de Mateus GrimM. Com financiamento do Fumproarte, a revista tem produção e execução da Pubblicato Design Editorial, apoio do Instituto Estadual de Artes Visuais (Ieavi), Atelier Plano B, Sesc/RS e Ideograf.

Mais informações: www.portaldapropaganda.com.br


Texto e imagem: portal da propaganda

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Arte Contemporânea e os Desafios na Sala de Aula


Até 21 de dezembro, no Fórum do Portal Arte na Escola, estará em debate a arte contemporânea e sua complexidade, tema sugerido pela professora Suely Regina Alves Teotônio da Silva. O objetivo é que os participantes troquem experiências e ampliem seu repertório para introduzir assuntos e trabalhos sobre arte contemporânea em sala de aula.

Para mediar o debate, foi convidada a artista visual e mestre Manoela dos Anjos Afonso, coordenadora do projeto de pesquisa: A Prática Relacional nas Artes Visuais: comunicação, interação, convívio e proximidade como elementos constitutivos de processos artísticos contemporâneos.

Mais informações: www.artenaescola.org.br


Texto e Imagem: Instituto Arte na Escola

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Arte Flutuante: Barco Leva Exposições a Comunidades Ribeirinhas


Conheça o projeto que percorre o São Francisco levando exposições de artistas locais para comunidades que vivem às margens do rio.

O que um casal de artistas plásticos, proprietário de uma galeria em Maceió (AL), poderia fazer além de comercializar obras de arte?

Alugar um barco e percorrer as águas no rio São Francisco levando exposições flutuantes de artistas contemporâneos para as comunidades ribeirinhas? Transformar esse barco em um museu-oficina para ensinar crianças, jovens e adultos a fazerem desenhos, pinturas e esculturas? Pois é exatamente isso que Maria Amélia Vieira e Dalton Costa, da galeria Karandash, vêm fazendo desde 2008 com o projeto Museu Balanço da Águas.

"Começamos com um barco alugado, depois compramos uma embarcação e temos feito trabalhos bem interessantes nos povoados de Entremontes, Piranhas, Ilha do Ferro e Pão de Açúcar", explica Maria Amélia. O museu flutuante passou a navegar desde setembro de 2011 pelo Velho Chico, realizando oficinas de arte, vídeo e fotos em pinhole. Também levou um convidado urbanoide: o grafiteiro paulista Zezão, que fez intervenções em muros de Ilha do Ferro e Entremontes.

O resultado do projeto será apresentado em dezembro de 2011, com a volta do barco a essas comunidades para a exposição das obras feitas nas próprias oficinas e a exibição do filme Os Argonautas do São Francisco - documentário sobre todo o trabalho. "Queremos oferecer aos jovens novas perspectivas de vida e alternativas para que eles se desenvolvam profissionalmente", diz Maria Amélia.


Imagem e texto: Vida Simples

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Museu Oscar Niemeyer Expõe Obras de Anita Malfatti


Nome emblemático do modernismo brasileiro, Anita Malfatti despertou a ira do escritor Monteiro Lobato com seus experimentalismos em 1917, após uma exposição em que ela exibia 53 de seus trabalhos mais ousados.

O autor de "Urupês" e criador do universo do Sítio do Pica-Pau Amarelo comparou a obra da artista paulistana a "desenhos dos internos dos manicômios".

Até janeiro, 100 telas de Anita Malfatti estarão expostas no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (MON), para desespero do fantasma de Lobato. Telas ousadas como as que chocaram o pai de Emília. Outras, mais experimentais.

Mas há também trabalhos que apresentam uma suavidade e um lirismo que parecem ironizar as críticas de Lobato.

Anita Malfatti teve um papel fundamental na Semana de Arte de 1922, considerado um dos marcos da arte brasileira, e é considerada uma das artistas que revolucionou a estética e a arte brasileira no início do século 20.

A curadora Luzia Portinari Greggio conta que a mostra traz algumas das mais importantes e significativas obras de Anita, percorrendo praticamente toda a trajetória da artista em "seus melhores, mas também em muitos de seus mais emblemáticos, e, sem dúvida, sofridos momentos".

"Causa admiração a atualidade de Anita que muitas vezes, injustamente tratada pela crítica, surpreendentemente, ou não, desperta um grande carinho e uma emoção tocante nas gerações mais novas", diz.


Serviço

Exposição: "Anita Malfatti"
Até dia 29 de janeiro no Museu Oscar Niemeyer (Rua Marechal Hermes, 999, Curitiba.)
De terça a domingo, das 10h às 18h.


Imagem: “A Chinesa” óleo de Anita Malfatti
Texto: Fábio Massalli do maringa.odiario.com

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

VISIO. - Coletivo Reúne Artistas em Rede


Artes Visuais e composição coletiva através das novas tecnologias são o foco do VISIO. - lê-se “Visio Ponto” - projeto que reúne artistas locais, de outros estados e até outros países, para a partilha de técnicas, estilos e inspirações. São representantes das artes plásticas, arte digital, fotografia, design gráfico, videoarte, web art, live act, performance, dentre outros.

Patrocinado pela Vivo, operadora de telefonia móvel e internet, por meio do Programa Vivo Arte.Mov, e pelo Governo do Estado da Bahia, através da lei de incentivo Fazcultura, o Atelier Coletivo, acontecerá de 19 novembro de 2011 a 21 abril de 2012, no ICBA (Instituto Cultural Brasil-Alemanha), em Salvador, um sábado por mês.

Durante o evento, que é gratuito, o público poderá interagir com a estética visual e conhecerá o resultado das ações colaborativas desenvolvidas em rede pelo uso das mídias digitais, através das mostras de produções de audiovisuais, laboratórios de criação com softwares livres etc.

O VISO. foi projetado em meados de 2010 pela artista e ativista cultural Andrea May . O projeto piloto aconteceu de setembro a novembro no ICAB, contando com a participação ativa de aproximadamente 80 artistas. Em seguida, outras ações pontuais ajudaram a consolidar a ideia, dentre as principais, estão as exposições na Saladearte CineVIVO e as Mostras de Portfolios na Livraria Saraiva.

Imagem e texto: http://visioponto.blogspot.com

domingo, 13 de novembro de 2011

Exposição Fotográfica em Nova York Retrata a Cultura Brasileira


Fotos trazem registro da cultura popular brasileira.

Acontece no dia 17 de novembro, no consulado do Brasil em Nova Iorque, a exposição “Entre a Luz e a Sombra – Aspectos da Cultura Popular Brasileira”. A mostra fotográfica conta com dois brasileiros e dois norte-americanos.

Promovida pela The Brazilian Endowment for the Arts (BEA), com apoio do consulado brasileiro, a exposição mostra uma pequena perspectiva da nossa cultura popular brasileira em três ângulos: o paradoxo da vida do homem nordestino; a influência das religiões afro-brasileiras pela variedade de altares e a complexidade do carnaval na nossa cultura.

Os trabalhos são dos fotógrafos Thomas Baccaro, que mostra o cotidiano da vida do nordestino e de Fernando Miacci Natalici, fotógrafo e documentarista que vem documentando o carnaval da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo há 28 anos. Suas fotos fazem parte do acervo de várias organizações sociais como o Tweed Museum, O Museu da Imagem e Som, São Paulo, Br; Galerie de la Municipalite Regional, Ottawa-Carleton, Ottawa (Canadá).

Outro professor e fotógrafo que participa da exposição é o também norte-americano Peter Kloehn. Ele leciona história da fotografia na Universidade de Nova York e na Escola de artes Visuais também em Nova York.

Durante 14 anos, Peter documenta rituais de altares de umbanda e candomblé e as pessoas e comunidades envolvidas nos rituais em diversos estados como Pernambuco, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

O norte-americano Daniel Dawson, professor de religião Africana/Brasileira na Universidade de Nova York e na Columbia University, também possui um extenso currículo fotográfico. Ele tem feito palestras na Bahia e documentário fotográfico tanto em Salvador como em São Luiz do Maranhão por 16 anos.

Imagem: Thomas Baccaro
Texto: Comunidade News

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Exposição em SP Reúne Obras de Carlos Scliar


Quando o pintor e desenhista Carlos Scliar (1920-2001) começou a sua carreira, em meados dos anos 40, a arte brasileira ainda digeria as proposições feitas a partir do movimento modernista. Teoricamente, a ideia predominante era a de que precisávamos de uma arte nacional, com temas que dissessem respeito à nossa realidade. Scliar acabou seguindo esse caminho. Na exposição "Carlos Scliar, da reflexão à criação" é possível conferir um pouco dos 60 anos da trajetória do artista gaúcho. São 100 obras, entre desenhos, serigrafias, litografias e pinturas.

Os trabalhos expostos compreendem gravuras da década de 40, desenhos que o artista fez na Itália, em 1944 (quando serviu ao exército brasileiro na Segunda Guerra Mundial), uma série sobre os telhados de Ouro Preto, entre outros trabalhos. A série Com a FEB na Itália, aliás, é um dos destaques da exposição. Há desenhos das paisagens do norte do país e retratos de soldados - entre eles, o próprio artista.

"Scliar tinha uma verve política e social que foi traduzida para a sua produção artística", explica Marcus Lontra, curador da mostra. "Ele era um defensor dos ideais democráticos." Pintava, sobretudo, porque achava que a arte podia mobilizar as pessoas. Sobre isso, deixou registrado: "Quis atuar numa área que pudesse lançar ideias".

Nacionalista, o gaúcho também procurava valorizar, em suas pinturas e gravuras, os objetos que fazem parte do cotidiano. Bules, velas e lamparinas ganharam o primeiro plano em suas obras. Ao transformar esses artefatos simples em inspiração, Scliar seguiu o preceito modernista de romper com os cânones artísticos. Tudo poderia servir de tema. Essa busca pelo simples, inclusive, faz com que suas obras sejam vistas como um registro da iconografia nacional.

Para construir esses objetos, o artista lançava mão de linhas e figuras geométricas. "Independentemente da técnica utilizada, muitas das obras de Scliar foram desenhadas a partir de linhas e vetores", conta Marcus Lontra. Um exemplo disso é a gravura Composição com Garrafas (1974), retratada na foto menor desta matéria. Nela, vê-se como a geometria e a relação entre as linhas são referências essenciais para o artista. As informações são do Jornal da Tarde.

Serviço

Carlos Scliar, da Reflexão à Criação - Caixa Cultural SP. Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2.083, Cerqueira César). Tel. (011) 3321-4400. Até 8/1. De terça a sábado, das 9h às 21h; domingos e feriados, das 10h às 21h. Grátis.


Imagem: Obra “Vários objetos e beringelas”, técnica mista, 1995.
Texto: Diário do Grande ABC

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

“Após o Fim da Arte” de Arthur Danto


A Arte Contemporânea e os Limites da História

A independência diante da história e o caráter radicalmente livre e reflexivo marcam a arte dos últimos quarenta anos, implicando uma nova relação entre esta e o mundo. A arte possui sua própria filosofia, e suas manifestações, assumindo uma forma plural, se movem num amplo espaço de atuação. Neste livro, Arthur C. Danto apresenta importantes considerações sobre o momento contemporâneo da arte. Chamado por ele de "momento pós-histórico", este é um momento de profundo pluralismo e total tolerância, em que nada é excluído. Seu texto revela preocupação com o fim do modernismo e mostra o que significa ter prazer com a arte na realidade pós-histórica. Em sua investigação, que se move tanto no plano das idéias como no das realizações artísticas, o autor analisa a atual cena artística mundial perguntando-se como a arte se torna historicamente possível e como ela pode ser pensada criticamente. O livro é dedicado à filosofia da história da arte, à estrutura das narrativas, ao fim da arte e aos princípios da crítica de arte.

Imagem e texto: Livraria Resposta