domingo, 27 de maio de 2012

Livro: Diálogo/Desenho




O desenho é uma das artes mais fundamentais, e, de presença marcante nas artes visuais, liga-se de forma imprescindível ao design. Tiburi recupera a importância dessa arte numa conversa com o músico e professor de desenho Fernando Chuí, produzindo um diálogo ilustrado que serve como introdução ao desenho e suas interfaces com a educação e a cultura contemporâneas. Partem da reflexão sobre o conceito de desenho, e buscam as relações pedagógicas e históricas que ele estabelece com outras áreas do conhecimento.

                                        

                                    

Texto e Imagem: www.editorasenacsp.com.br

sábado, 19 de maio de 2012

O Poro em Novo Site


Brígida Campbell e Marcelo Terça-Nada a dupla de artistas que formam o grupo Poro de “intervenções urbanas e ações efêmeras”, está divulgando o seu novo site (www.poro.redezero.org).   

Vídeos para serem assistidos on-line, cartazes, panfletos, biblioteca e “páginas especiais” estão disponíveis no novo endereço do Poro na Web. 

A dupla, formada em 2002, já esteve em doze estados brasileiros e seis países, buscando “reivindicar a cidade como espaço para a arte”.

No caminho trilhado até aqui, o Poro publicou “Intervalo, Respiro, Pequenos deslocamentos – Ações Poéticas do Poro”.
Aproveitamos a oportunidade para convidar o Poro para uma entrevista exclusiva no Blog Arte: Pesquisa e Ensino.

Imagem: Poro
Texto: Ednaldo Britto

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Paulo Nazareth Vence Prêmio Masp MB de Artes Visuais 2012

                                                
             O mineiro Paulo Nazareth é o vencedor da primeira edição do Prêmio Masp Mercedes Benz de Artes Visuais 2012, na categoria Talento emergente. O grande prêmio ficou com a paulista Anna Maria Maiolino. Os vencedores recebem, respectivamente, R$ 60 mil e R$ 200 mil, e fazem exposição no Museu de Arte de São Paulo (Masp) até o fim do ano. O júri foi formado por Chris Dercon, diretor da Tate Modern, e os curadores José Roca (Bienal do Mercosul de 2011), Moacir dos Anjos (Bienal de São Paulo de 2010), Paulo Herkenhoff (Bienal de São Paulo de 1996) e Teixeira Coelho, do Museu de Arte de São Paulo. 

Os prêmios foram concedidos por unanimidade e as discussões que chegaram aos dois autores foram feitas a partir de listas de não mais do que 10 nomes, apresentada por cada jurado. A previsão é de edições anuais. O objetivo, como explica Teixeira Coelho, é colaborar para o reconhecimento de propostas artísticas importantes, fomentar interesse por arte contemporânea e permitir que o público acompanhe, “o mais de perto possível”, as escolhas feitas por artistas, curadores e pesquisadores. “Prêmio é algo vivo, não temos compromisso com identidade fixa. Portanto, anualmente, vamos avaliar e reavaliar o realizado”, explica. Uma peça do vencedor na categoria principal passa a integrar o acervo da instituição.

Imagem e texto: www.uai.com.br

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A 11ª Bienal de Havana Destaca a Arte da Utopia


Em meio às convulsões sociais do mundo contemporâneo a Bienal de Havana aposta na arte como canal de encontro entre os seres humanos. Com a temática “práticas artísticas e imaginários sociais”, o evento terá início em 11 de maio.

Durante um mês, discursos estéticos representativos da arte mundial intervirão em numerosos espaços públicos da capital cubana. Como nas edições anteriores, a presença dos países emergentes é fundamental para o evento, do qual participarão cerca de 180 artistas de mais de 40 países.

Além das mostras de arte, haverá também o tradicional congresso, segundo pontuou Jorge Hernández, diretor da Bienal e do Centro de Arte Contemporâneo Wifredo Lam. “A Bienal nos interessa não apenas pelas exposições de arte que apresenta, mas também por proporcionar um espaço de reflexão sobre como ocorrem os processos da cultura”, ressaltou em uma coletiva de imprensa.

A Bienal, especialmente convidada nesta edição a “invadir” a cidade, percorrerá inúmeros locais como o Instituto Superior de Arte, a Cidade Universitária José Antonio Echevarría, o Malecón e o bairro de San Agustín. Entre os convidados a participar dessa "itinerância cultural", estão ícones da performance como Marina Abramovic e Hermann Nitsch, O Barco da Tolerância, de los Kabakov, o Projeto Caixa Lúdica e A Casa do Êxito.


Fontes: Cubadebate e Vermelho
Foto: Performance de Marina Abramović

domingo, 6 de maio de 2012

O “Encontro de Ideias e a Liberdade do Pensamento” no Projeto SENDAS


Com o lançamento das plaquetes “A Origem do Mundo” e “Permanência”, do poeta Antônio Moura, a editora Edições do Escriba tornará público, no próximo dia 17 de maio, o Projeto Sendas.
A proposta é reunir artistas e o público interessado para um “encontro de ideias e a liberdade do pensamento”, tendo como insumo a produção artística contemporânea.
Segundo Marcílio Costa (poeta e artista visual) responsável pela editora, o projeto “não será um espaço apenas para a poesia, vamos iniciar com ela, por isso o nome Sendas”.
Na pauta do lançamento está prevista uma conversa com o autor das plaquetes e um recital com voz, piano e violoncelo.  

Serviço

Lançamento do Projeto Sendas
Dia: 17 de maio
Hora: 19 horas
Local: Espaço Cultural Pimenta de Cheiro, Av. Governador José Malcher, 2125. Entre 3 de Maio e 9 de Janeiro, em Belém do Pará.
 
 
Imagem: logomarca do projeto Sendas
Texto: Ednaldo Britto

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Da Geopolítica à Geopoética

Há sete anos sem expor trabalhos recentes individualmente em galerias de arte, Anna Bella Geiger inaugura na próxima quinta-feira, 26, na Galeria Artur Fidalgo, em Copacabana, a exposição “Nem mais, nem menos”.

Dentre as 20 obras reunidas na mostra, está a inédita “Rrolo-Scrolls com Terras e Mares”, de 2012, feita em papel pergaminhado, bidimensional, que, aos se enrolar, ganha forma tridimensional. A obra, de acordo com a artista, revela novos conceitos geopoéticos, diferentemente dos outros “Rrolo-Scrolls” já produzidos por ela, marcados por questionamentos geopolíticos. A exposição fica na galeria até 2 de junho, de segunda a sextas das 10h às 19h e sábado de 10h às 14h.


Imagem e Texto: www.jb.com.br

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Arte, Privilégio e Distinção


Artes Visuais, Arquitetura e Classe Dirigente no Brasil, 1855/1985

O solitário trabalho de ateliê não basta à produção da arte. Ela não existiria sem a energia coletiva liberada cotidianamente no (e pelo) meio artístico, em função de uma complexa rede de trocas econômicas e simbólicas. O historiador e o jornalista, o marchand e o leiloeiro, o colunista e o colunável, o colecionador e o especulador, a decoradora e o museólogo têm cada qual parte ativa no processo. Eles estão, de um modo ou de outro, na origem de práticas e instituições sem as quais não haveria identidades, movimentos, hierarquias e cotações – valor e memória, enfim. As ilusões de estar “à margem” da sociedade e de lidar com o “sagrado” protegem esse pequeno mundo da curiosidade externa. Por isso, observação metódica e análise têm um indisfarçável sabor de profanação, na justa medida em que detectam interesses, percebem estratégias e põem a nu as bases sociais e econômicas do mundo da cultura. Uma vasta pesquisa documental, um contato íntimo com produtores, intermediários, bem como uma análise objetiva e abrangente constituem a base deste trabalho pioneiro que é Arte, Privilégio e Distinção. José Carlos Durand, em seu texto preciso e crítico, distingue os elementos de uma história das elites e da mulher de sociedade, do comércio de luxo, da formação profissional, dos meios de comunicação e da ação cultural do Estado, integrando-os na perspectiva da cultura, da arquitetura e das artes plásticas no Brasil. Ao explicitar a rede de privilégios que assegura e recompensa a familiaridade de alguns com a arte e com o mundo da arte, este livro ajuda a localizar os grupos e segmentos que melhores condições sociais têm encontrado para distingüir-se nesse domínio, do Segundo Reinado aos nossos dias.


Imagem e Texto: www.editoraperspectiva.com.br

terça-feira, 10 de abril de 2012

Mostra “Elas” Encerra com Grafites de Drika Chagas


Feitas de tinta, as mulheres de Drika Chagas revelam silhuetas familiares. São figuras femininas inspiradas em transeuntes, personagens da vida cotidiana. Senhoras, jovens, meninas em sua expressão mais espontânea. Como um voyeur urbano, Drika captura suas musas no acaso. “A inspiração vem do cotidiano, das pessoas que cruzam o meu caminho. São expressões marcantes que eu guardo e transformo em grafite”, diz a artista, que realiza hoje uma intervenção no encerramento da exposição “Elas”, no Sesc Doca, às 17h. A mostra reúne seis obras inéditas. Nas paredes ou em suportes como pedaços de madeira, metal e tela, o spray multicolorido de Drika dá forma a damas de vermelho, bailarinas, milagreiras, angústias, olhares, charmes. Esboços de divas como Tarsila do Amaral transmutada em outras mulheres. “Com o intuito de atravessar um espectro brasileiro de mulheres que se destacaram em seus diversos campos artísticos, a exposição aparece em formato pocket, deliberadamente pequena, ao falar de um cosmos de fragmentos que é a cultura feminina e brasileira”, diz John Fletcher, curador da exposição.

Ação busca exercitar o desapego

Os grafites da paraense dialogam as fotografias de Rodolfo Nogueira e o vídeo-arte assinado por Lucas Escócio que, a convite de Drika, capturou as imagens em São Domingos do Capim especialmente para compor a mostra. Costurando as linguagens, a sutileza. “Há um elemento presente na poética dessas Giocondas gráfico-tropicais: a delicadeza – minúcia da qual advêm o mote para retratos-grafite os quais agregam tempos distintos, indistintos, cronologias outras, realinhavadas e adicionadas de elementos pop atuais”, diz Fletcher.

Arte Efêmera

Aberta no dia 15 do mês passado, em homenagem ao mês de celebração do Dia Internacional das Mulheres, “Elas” encerra hoje com uma intervenção de Drika. Convite aberto ao público, os visitantes poderão grafitar junto com a artista, numa construção coletiva. A proposta, segundo a paraense, é trazer à tona a efemeridade do grafite. “A ideia é mostrar para o público que tanto na rua quanto na galeria, o grafite é efêmero. No último dia da mostra, vamos filmar toda a ação. Depois que eu grafitar, a obra será apagada, imediatamente após ser concluída. Assim como nas ruas, o grafite está sujeito a ser apagado, ele não se desprende dessa condição. É um processo contínuo de desapego”, diz Chagas, que pretende produzir em cerca de três horas a obra que finaliza a exposição.

Hoje o nome de maior representatividade do grafite paraense, Adriana Maria Chagas dos Santos é graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Pará e conheceu a vertente da arte urbana aos 15 anos. Logo depois foi para São Paulo, onde fez uma oficina sobre essa linguagem visual e a partir daí não parou mais de estudá-la.

“O grafite é um aprendizado independente, você busca seu estilo, procura a precisão do spray”, revela a artista, que destaca sua militância pelo movimento. “Meu maior objetivo é inserir o grafite no meio artístico de Belém. Quero mostrar o trabalho e sensibilizar as pessoas”, diz.

Drika realizou sua primeira exposição em 2009, “Ambiente Natural”. Depois participou dos projetos Indicial, no espaço que atualmente ocupa o Sesc Boulevard, e Anima, na Galeria Theodoro Braga. Promoveu a instalação Em-cômodos, no Bar da Walda, e a mostra individual “Cidade Labirinto”, no Sesc Boulevard. Atualmente, Drika ministra oficinas de grafitagem em projetos da prefeitura e do governo.


PRESTIGIE

Encerramento da exposição “Elas”, de Drika Chagas, com intervenção da artista de 17h às 20h30, no Sesc Doca ( Rua Manoel Barata, 1873, Reduto - Belém do Pará.) Informações: 4005-9500. Entrada franca.

Imagem e Texto: Diário do Pará

domingo, 1 de abril de 2012

Obra de Arte e Experiência Estética



O livro Obra de Arte e Experiência Estética: arte contemporânea em questões
reúne cinco ensaios que trazem uma unidade do ponto de vista das preocupações que orientam o pensamento de Luciano Vinhosa, artista e professor de Teoria e História da Arte na Universidade Federal Fluminense. Ao dialogar com autores de diferentes matizes teóricas, como Cometti, Wittgenstein, Merleau-Ponty, Jauss, Genette, Eco, Goodman, Benjamin, Dewey e Rancière, além de um olhar apurado sobre uma miríade de práticas artísticas, Luciano Vinhosa analisa e busca esclarecer os caminhos e tendências que orientam as práticas artísticas na atualidade. Em suas reflexões, o autor avança também para a discussão sobre a dimensão política da experiência estética.


Obra de arte e experiência estética é uma contribuição lúcida e de grande densidade intelectual para o atual debate crítico em torno dos desafios e horizontes da arte contemporânea.

Imagem e texto: www.apicuri.com.br

sexta-feira, 23 de março de 2012

Mostra de Giorgio de Chirico está em Cartaz no Masp


A tragédia da serenidade. A expressão, num dos escritos de Giorgio de Chirico (1888-1978), se refere a seus pensamentos sobre a estética metafísica, movimento pelo qual o pintor se inscreveu na história da arte do século 20. "Na construção da cidade, na forma arquitetural das casas, das praças, dos jardins e das paisagens, dos portos, das estações ferroviárias, etc., estão os primeiros fundamentos de uma grande estética metafísica. Os gregos tiveram certo escrúpulo nessas construções guiados pelo senso estético-filosófico: os pórticos, os passeios sombreados, os terraços erguidos como plateias diante dos grandes espetáculos da natureza", definiu o artista em 1919.

Na década de 1910, o greco-italiano De Chirico começou a pintar suas paisagens urbanas enigmáticas, cidades melancólicas formadas por construções da arquitetura antiga e clássica, das quais emergem sombras e figuras humanas, estátuas ou manequins isolados sempre com o chão quase ocre, a luminosidade do céu em camadas verdes e amarelas. Um criador referencial, o artista tem agora apresentada no Brasil a primeira antologia de sua obra, a mostra "De Chirico: O Sentimento da Arquitetura", com 45 pinturas, 11 esculturas e 66 litografias pertencentes à coleção da Fondazione Giorgio e Isa de Chirico, sediada em Roma, na casa onde ele viveu a partir de 1944.

A exposição, primeiramente, foi apresentada na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre. Com curadoria da arquiteta e crítica italiana Maddalena d"Alfonso, a mostra será, depois, exibida na Casa Fiat, em Belo Horizonte (entre 29 de maio e 2http://www.blogger.com/img/blank.gif9 de julho). Mesmo que reúna obras http://www.blogger.com/img/blank.gifque o artista executou, especialmente, nas décadas de 60 e 70, a antologia representa, na verdade, todo o seu pensamento artístico - como afirmou a curadora à reportagem por ocasião da exposição em Porto Alegre, De Chirico promoveu uma espécie de "antropofagia" de suas questões durante toda a sua carreira. (AE)


Serviço

"De Chirico: o sentimental da arquitetura"
Masp. Avenida Paulista 1.578; São Paulo
(11) 3251-5644
3ª a dom., 11h/18h; 5ª, 11h/20h. Até 20/5.


Imagem: Fondazione Giorgio e Isa de Chirico
Texto: www.cruzeirodosul.inf.br

sábado, 10 de março de 2012

Arte Retrata Denúncia e Resistência Frente à Ditadura Chilena


Durante a ditadura militar chilena, que durou de 1973 a 1990, muitas denúncias sobre os problemas políticos e sociais enfrentados no país eram feitas por mulheres por meio de arpilleras. Trata-se de uma técnica têxtil elaborada em pano rústico ─ geralmente cânhamo ou linho grosso, proveniente de sacos de farinha ou batatas ─, com linhas, vários objetos e retalhos de tecidos.

A coleção nasceu das mãos de mulheres que foram presas ou cujos maridos ou filhos tinham sido vítimas da ditadura.

Alguns desses trabalhos feitos por essas mulheres serão exibidos aqui no Brasil em uma exposição itinerante, chamada Arpilleras da Resistência Política Chilena. Ela irá passar por cinco cidades, a partir de março, sempre com entrada gratuita. Isso graças ao patrocínio da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, obtido por meio do edital “Marcas da Memória”.

A primeira destas exposições acontece em Brasília, entre os dias 22 e 29 de março, na Biblioteca Nacional. Depois, segue para Porto Alegre (RS), de 10 a 17 de abril, no Memorial do Rio Grande do Sul. De 7 a 14 de maio, será a vez dos curitibanos conhecerem as arpilleras, no Memorial de Curitiba (PR). Em Belo Horizonte (MG), no Centro Cultural UFMG, a exposição será realizada de 18 a 24 de maio. E o encerramento será na cidade do Rio de Janeiro, de 29 de maio a 5 de junho, no Arquivo Nacional.

Clara Politi, produtora da exposição, conta que as Arpilleras desta coleção nasceram das mãos de mulheres que estiveram presas ou cujos maridos ou filhos tinham sido presos, torturados ou assassinados durante a ditadura.

Inicialmente uma obra de artesanato popular, estas peças acabaram tendo não só valor artístico como serviram para ajudar financeiramente estas mulheres que se uniam em grupos de trabalho, comunidades artesãs ou entidades da sociedade civil. “Desta maneira, além de tentar denunciar dentro do próprio país e também para os estrangeiros as situações de falta de liberdade e privações pelas quais estavam passando, essas mulheres conseguiam reforçar o sustento da família com o que elas confeccionavam”, explica a produtora.

Oficinas gratuitas

A exposição traz cerca de 30 arpilleras - que têm, em média, um tamanho de 60 x 60 cm -, todas elas produzidas durante a ditadura. Algumas delas ilustram, por exemplo, a determinação das mulheres diante da repressão policial às suas reivindicações (Hornos de Lonquén, de 1979), o senso de comunidade e a força política e social que elas conseguiam manter nesse cenário (Corte de Agua, de 1980) e o terrorismo praticado pelos soldados carabineiros chilenos, a polícia local (Represión a Vendedores Ambulantes, de 1983).

“Nas arpilleras que formam esta exposição está escrita a própria história social de um grupo de mulheres que, de alguma forma, sofreram torturas e discriminações típicas de um regime ditatorial e que puderam encontrar o caminho para expressar suas emoções e também denunciar o que ocorria nos cárceres chilenos”, completa Clara. Ela diz que durante a exposição também haverá oficinas gratuitas para ensinar aos participantes a técnica de confecção das arpilleras.

As arpilleras que serão exibidas aqui no país pertencem à pesquisadora chilena Roberta Bacic, curadora da exposição. Nascida em 1949, ela já montou mais de trinta exposições de arpilleras pelo mundo, em países como Japão, Estados Unidos e França. A primeira delas foi realizada em 2008, na Irlanda do Norte, onde a curadora reside desde 2004.


Imagem: Arpillera da coleção de Roberta Bacic
Texto: www.vermelho.org.br

quarta-feira, 7 de março de 2012

A Linguagem do Desenho em Oficina de Artes Visuais


Com a proposta de estudar os Fundamentos da Linguagem do Desenho, será realizada no prédio sede da Fundação Curro Velho, em Belém do Pará, a "Oficina de Iniciação ao Desenho (Módulo I)”.

Direcionada para o público com idade a partir de 12 anos, a Oficina terá um caráter eminentemente prático com exercícios de criação nas técnicas do grafite, nanquim e carvão, além de fundamentação teórica referente à história do desenho no Brasil.

O Programa da Oficina prevê atividades em atelier e a realização de um "passeio" por espaços públicos para a produção de desenhos de observação. Na ocasião, os alunos terão a oportunidade de exercitar a acuidade visual e a capacidade de representação gráfica de 'elementos da paisagem'.

A Oficina também será um espaço para o contato com a produção contemporânea de desenhos. Reproduções fotográficas de obras de Daniel Senise, Adriana Varejão, Gil Vicente e Regina Silveira serão utilizadas como referências para o estudo de novos conceitos.


Serviço


Oficina de Iniciação ao Desenho (Módulo I)
Instrutor: Ednaldo Britto
Período: 14 de março a 11 de abril
Horário: 10:30 às 12:30.
Local: Fundação Curro Velho. Rua Professor Nelson Ribeiro, 287 – Telégrafo. Belém / PA Tel: (91) 3184 9100 – Web Site: www.currovelho.pa.gov.br


Imagem: Gil Vicente
Texto: Ednaldo Britto