quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Instituto Figueiredo Ferraz Oferece Curso de História da Arte


O Instituto Figueiredo Ferraz está com as inscrições abertas para um novo curso de História da Arte chamado “De Leonardo ao Digital”.
O Curso que é coordenado por Daniela Bousso e Lucia Santaella, inicia-se dia 20 de março e tem duração de seis meses. Nele serão abordados temas desde o renascimento até a Arte Contemporânea que lida com a complexidade digital e com as ferramentas utilizadas pelas novas tecnologias.
O curso tem como público alvo estudantes de arte, jornalistas culturais, artistas, professores de arte, profissionais da área de museus, arte educadores, aspirantes à crítica e curadoria, profissionais de comunicação e semiótica.
O Instituto Figueiredo Ferraz fica na rua Maestro Ignácio Stabile, 200 – Ribeirão Preto / SP
 
Para mais informações acesse: www.institutofigueiredoferraz.com.br

Fonte: Ribeirão Preto Online
 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Simposio Latinoamericano de Formación de Profesores de Artes: investigaciones actuales y sus contextos

El Simposio Latinoamericano de Formación de Profesores de Artes: investigaciones actuales y sus contextos se desarrollará en el marco del II Encuentro de las Ciencias Humanas y Tecnológicas para la integración en el Cono Sur (II ECHTEC), que se celebrará en Bogotá, Colombia, los días 2, 3 y 4 de mayo de 2013, en la Universidad Sergio Arboleda.

Este Simposio pretende reunir aportes de investigadores que desarrollen sus trabajos de investigación en el área de la Formación de Profesores de Artes en torno a las múltiples realidades que atraviesan nuestras sociedades latinoamericanas.

Los resúmenes pueden ser enviados por correo electrónico con copia a todos los coordinadores del Simposio hasta el 31 de enero de 2013.


Fonte: www.iuna.edu.ar

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ministra Martha Suplicy Publica Artigo Sobre o Vale-Cultura


"A gente não quer só comida"
O Vale-Cultura pode, sim, ser o "alimento da alma". Por que não? Pela primeira vez o trabalhador terá um dinheiro para o consumo cultural.
A Folha publicou editorial ("Vale-populismo", 10/1) crítico do Vale-Cultura (VC). Chama de "populismo" e promoção pessoal e eleitoreira projeto de lei que buscava aprovação desde 2009. Com a regulamentação do VC, empresas poderão passar R$ 50 a seus funcionários que recebam prioritariamente até cinco salários mínimos (R$ 3.390) para gastarem em cultura.
O Brasil nos últimos anos, com Lula e agora Dilma, tem dado passos gigantescos para acabar com a miséria. Não preciso citar os números dos que hoje comem nem dos que hoje entraram na classe média. O Bolsa Família, trucidado pela oposição, hoje é comprovadamente um instrumento de erradicação da pobreza.

O Vale-Cultura pode, sim, ser o "alimento da alma". Por que não? Pela primeira vez o trabalhador terá um dinheiro que poderá gastar no consumo cultural: sejam livros, cinema, DVDs, teatro, museus, shows, revistas...
Lembro que, quando fizemos os CEUs (Centro Educacional Unificado), na pesquisa (2004) realizada no primeiro deles, na zona leste, 100% dos entrevistados nunca tinham entrado num teatro e 86%, num cinema. Quando Denise Stoklos fez seu espetáculo de mímica, a plateia se remexia inquieta até entender a linguagem e não se ouvir uma mosca no teatro, fascinado.
Fomento ao teatro, aquisição de conhecimento e bagagem cultural! Não foi à toa que Fernanda Montenegro ficou pasma com a plateia dos CEUs. Essas pessoas, se tiverem criado gosto, finalmente poderão usufruir e escolher mais do que hoje podem. E os que não têm CEU têm televisão e conhecem o que é oferecido para determinado público. Sabem também o que aparece no bairro. E sabem que não podem ir.
Existe toda uma multidão de brasileiros (17 milhões) que hoje ganha até cinco salários mínimos (R$ 3.390) que potencialmente poderão, além de comer, alimentar o espírito. Este é um projeto de lei que toca duas pontas: o cidadão que vai consumir e o produtor cultural que terá mais público para sua oferta.
Quando chegarmos nesse potencial, serão R$ 7 bilhões injetados na cultura. Nossa previsão é atingir R$ 500 milhões neste ano.
Em 2008, o Ibope realizou pesquisa sobre indicadores de cultura no Brasil e mostrou que a grande maioria da população está alijada do consumo dos produtos culturais: 87% não frequentavam cinemas, 92% nunca foram a um museu; 90% dos municípios do país não tinham sala de cinema e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança.
Segundo a Folha, estaremos incentivando blockbusters e livros de autoajuda. Visão elitista. Cada um tem direito de consumir o que lhe agrada. Não esqueço quando, visitando um telecentro, fiquei indignada que a maioria dos jovens estava nos chats de um reality show. Fui advertida pela gestora: "Esse é um instrumento que eles estão aprendendo a usar. Depois, poderão voar para outros interesses. Ou não".
Não custa lembrar que a fome pelo acesso à cultura é enorme, o que ficou evidente nas filas quilométricas na mostra sobre impressionistas quando apresentada gratuitamente pelo Banco do Brasil.
O que a Folha também menosprezou é a enorme alavanca que o VC pode representar e desencadear na economia. A cadeia produtiva da cultura é o investimento de maior rentabilidade a curto prazo. Para uma peça de teatro, você vai desde os artistas, ao carpinteiro, cenógrafo, vestuário, iluminador...
Quanto ao recurso ir para formação e atividades de menor sustentação comercial, citadas como prioritários pelaFolha, os editais do ministério, os Pontos de Cultura, têm exatamente essa preocupação, assim como os CEUs das Artes e Esporte que são, no momento, 124 em construção no país.

"A gente quer comida, diversão e arte." (Titãs)
MARTA SUPLICY, 67, é ministra da Cultura. Foi prefeita de São Paulo (2001-2004), ministra do Turismo (2007-2008) e senadora (2011-2012) .

 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Museu ÁfricaBrasil Expõe Obras no Congresso Nacional


Acervo do museu de São Mateus traça painel da arte tribal africana
Em continuidade às comemorações do mês da Consciência Negra, o Centro Cultural Câmara dos Deputados, no Congresso Nacional, expõe máscaras, esculturas e objetos de várias etnias africanas. É a Exposição Arte Tribal Africana, que traz 60 peças criadas entre os séculos XVII e o XX pertencentes ao acervo do ÁfricaBrasil Museu Intercontinental, localizado em São Mateus.
A cerimônia de abertura será realizada nesta terça-feira (20), mas visitação às obras está aberta desde o último dia 13 de novembro e seguirá até o dia 16 de dezembro, no salão branco da Câmara dos Deputados, em Brasília.
As 60 obras que compõem a mostra constituem uma pequena parte das quase cinco mil peças do acervo do ÁfricaBrasil. Colecionadas há 35 anos pelo escritor e também curador da mostra, o capixaba Maciel de Aguiar, estas máscaras e totens representativos da milenar cultura e civilização africana compõem um mosaico representativo da história deste continente que influenciou toda a civilização humana. 
Poucos séculos atrás, esta mesma civilização foi considerada bárbara e passível de escravidão, fato que se consumou por dezenas de anos. Ao inspirarem-se na arte tribal africana, artistas como Picasso e Modigliani reconheceram a grandeza e a riqueza da cultura deste povo único.
A exposição representa o reconhecimento do Brasil para com a mãe África e sua importância na concepção da arte moderna no mundo. Também facilita uma melhor compreensão da contribuição do povo negro para a constituição da civilização brasileira. 
Nas terras africanas, durante séculos, a arte tribal teve um papel importante na identificação das etnias e de suas regiões, caracterizando-se como um legado de grande importância cultural. Foi produzida uma grande variedade de estilos e concepções que remontam aos primórdios da História.
 Também é possível encontrar muitas obras com elementos animais e minerais, fato que constitui uma genealogia mitológica com a representação de acontecimentos marcantes para a cultura das tribos e para as suas concepções sobre a formação do universo, tradições e também um registro de fatos históricos que evocam civilizações passadas. 
Essas representações formam um conjunto de testemunhos que comprovam ser a arte tribal - como percepção social e popular de muitas etnias - um conceito que remonta à épocas distantes. Revela, também, as faces, as lutas e as conquistas do homem em diferentes estágios de sua evolução, o que somente o milenar continente africano pode oferecer.
Instalado no Porto de São Mateus, ao Norte do Estado do Espírito Santo, o ÁfricaBrasil Museu Intercontinental nasceu da orientação intelectual do antropólogo Darcy Ribeiro, que defendia a criação de um espaço que pudesse congregar e difundir a arte tribal africana e estudar o processo escravocrata em nosso País. 
Foi criado e gerido com recursos privados, após 35 anos de pesquisa, doação de colecionadores e de estudiosos. Após reunir o maior número possível de máscaras, esculturas e de objetos provenientes de várias etnias, entre os séculos XVII e XX, o ÁfricaBrasil se converteu em um importante centro de valorização e pesquisas da arte tribal.
 
Texto e Imagens: http://www.seculodiario.com.br

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Fundamentos de Arte e História da Arte na FCV




A Fundação Curro Velho promove a oficina “Fundamentos da Arte e História da Arte”, com o pesquisador e professor Ednaldo Britto. O objetivo da oficina é subsidiar a formação teórica de educadores, instrutores, artistas e estudantes universitários. No programa serão abordados o sentido original da palavra Arte; as distinções na relação artesanato x arte e os elementos e categorias da linguagem visual, entre outros assuntos. A oficina terá carga horária de 10 horas e será realizada no Laboratório de Fotografia da Fundação Curro Velho em Belém, no período de 22 a 26 de outubro, no horário de 10h30 as 12h30. Informações pelo telefone (91) 3184-9100



Imagem: Melissa Barbery
Projeto gráfico: Andrei Miralha
Texto: Andreza Gomes /FCV 

domingo, 23 de setembro de 2012

Obra Adquirida por Morador de Itu é Reconhecida como de Aleijadinho



Escultura de Cristo Crucificado tem 30 centímetros de altura. Historiador estima que a peça tenha sido forjada em 1781 e 1790.

Uma obra adquirida por um morador de Itu (SP) há cerca de 40 dias teve a autoria atribuída, por um historiador mineiro, ao famoso escultor Aleijadinho. A arte representa Jesus Cristo crucificado e, segundo o especialista, reúne pelo menos 17 características que remetem ao artista barroco.

"Ela tem um movimento teatral ilusório, além de diversas características do rosto - como as sobrancelhas arqueadas em linhas contínuas às do nariz e os lábios entreabertos mostrando os dentes - que são típicas das obras de Aleijadinho", explica o dono da escultura, o curador de arte sacra Marcelo Coimbra.

Ele conta que adquiriu a peça completamente descaracterizada. "Ela tinha uma pintura nova e estava cheia de intervenções", diz. Quando parou para estudá-la, o curador começou a retirar as partes que haviam sido acrescentadas a ela, percebeu os traços de Aleijadinho nos detalhes e resolveu levá-la a Minas Gerais, onde o historiador Márcio Jardim reconheceu prontamente a autoria da obra.

Segundo Coimbra, é provável que a escultura, de 30 centímetros de altura, pertença à quarta fase da vida artística do escultor. "Era o auge da carreira dele. Essa peça deve ter sido feita entre os anos de 1781 e 1790", estima.

Agora, a arte integra a coleção particular do curador, que não pretende vendê-la. "Para mim, não existe valor comercial. O importante é o resgate cultural que ela representa", diz. Coimbra já recebeu propostas para expor a peça em Itu e em cidades de Minas Gerais e do Paraná, mas ainda está estudando a ideia. Por enquanto, a visitação só está aberta para especialistas.


Imagem: Marcelo Coimbra
Texto: Tássia Lima / G1

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Os Artistas que Ergueram os Pincéis Contra a Ditadura e Revolucionaram a Produção Nacional


Obra de Claudia Calirman conta como o cenário político influenciou a entrada do Brasil na onda das performances que dominava os anos 1970.

Enquanto a produção musical, cinematográfica e teatral no Brasil era alvo constante de censura durante o período militar, as artes plásticas passaram ao largo do terror da perseguição policial. Isso não quer dizer, porém, que os artistas mantiveram seus pincéis e ideias intocados pelos anos de chumbo no país. Pelo contrário, nas décadas 1960 e 70, com exceção do período em que vigorou o Ato Institucional nº 5, a produção desse segmento cultural foi bastante profícua, e inclusive responsável por colocar o Brasil, pela primeira vez, no mapa das performances. 

O período de restrições a uma série de direitos no Brasil coincidiu com uma mudança importante no cenário artístico internacional. No início dos anos 70, a pintura e a escultura deram lugar às performances no palco principal da expressão artística. “A arte saiu dos museus e foi para as ruas e até para os corpos dos artistas”, diz Claudia Calirman, especialista em história da arte que acaba de lançar o livro Brazilian Art Under Dictatorship (Arte Brasileira na Ditadura Militar, Duke University Press, 232 páginas, 24,95 dólares ou cerca de 50 reais o impresso simples e 89,95 dólares ou cerca de 180 reais a capa dura). 

O livro é resultado de uma tese de doutorado. Carioca, Claudia mora desde 1989 em Nova York, onde atua como curadora e guia do Museum of Modern Art (Moma). Para retratar a produção feita no Brasil durante a ditadura, a especialista selecionou três artistas que revolucionaram a linguagem artística justamente para driblar as restrições impostas pelos militares. Antonio Manuel, Artur Barrio e Cildo Meirelles foram difefenciais por se apropriar de instrumentos presentes na sociedade, como cédulas, jornais e garrafas de refrigerante, para expressar sentimentos e opiniões a respeito do regime vigente. 

A publicação também enumera as exposições censuradas na época. Uma delas, a mostra Pré Bienal de Paris, prevista para abrir ao público em 29 de maio de 1969, por exemplo, foi fechada pelos militares antes da inauguração. O motivo foi a inclusão de uma foto do fotojornalista Evandro Teixeira, do Jornal do Brasil, que mostrava o tombo da moto de um oficial da Força Aérea Brasileira (FAB) durante desfile cívico. “Eles viram como uma provocação e, por causa de uma única imagem, toda a exposição foi suspensa”, diz Claudia. 

Outro momento importante foi a performance improvisada de Antonio Manuel durante a abertura do salão do MAM-RJ, em 1970. Indignado por ter sido rejeitado na seleção, ele tirou as roupas e circulou pelos três andares do museu completamente nu. Sua obra era seu próprio corpo, que foi impedido de ser exposto no salão. “O museu foi fechado na mesma hora e foram todos correndo para a casa do crítico de arte Mario Pedrosa. Foi ele quem lançou a frase mais importante do período: ‘O que o Antonio Manuel fez foi o exercício experimental da liberdade’. O termo seria usado posteriormente para designar outras obras.”

Imagem: Obra de Cildo Meirelles, Inserções em Circuitos Ideológicos Projeto Cédula
Texto: Mariana Zylberkan

sábado, 11 de agosto de 2012

Mural Criado por Artistas Brasileiros é Taxado de Lembrar “Terroristas”.


O Trabalho está exposto em Boston. Alguns seguidores da página no Facebook da rede de televisão Fox disseram que o desenho parece um “terrorista” mulçumano.

Um mural gigante da dupla brasileira osgemeos, pintado recentemente na cidade de Boston, nos EUA, tem sido relacionado ao “terrorismo”, segundo o jornal “Metro”.

Inaugurado no fim de julho, o mural localizado na Dewey Square --resultado de uma parceria entre o Instituto de Arte Contemporânea de Boston, o Rose F. Kennedy Greenway e o Revere Hotel Boston Commonque-- mostra o típico personagem amarelo criado pelos artistas com uma camiseta enrolada na cabeça.

A discussão foi provocada pelo site da “Fox 25 News”, que perguntou aos usuários do Facebook o que a imagem “parecia” para eles.

A repercussão foi imediata. Em poucos minutos, centenas de comentários afirmavam que o boneco parecia um terrorista: “parece um islâmico com uma arma na mão”, “um terrorista muçulmano”, “parece uma criança de pijamas tentando parecer com alguém da Al Qaeda”, entre outros.

O curador do projeto, Pedro Alonzo, não acredita que é isso que as pessoas pensam sobre a obra de arte. Ele diz, segundo o próprio site da “Fox 25”, que o personagem é apenas um garotinho de pijamas com uma camiseta em volta da cabeça.

O mural faz parte da nova exposição da dupla no Instituto de Arte Contemporânea de Boston, e deve ficar por lá até o fim de novembro.


Imagem: UAC
Texto: www.comunidadenews.com

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Livro: Paulo Nazareth, Arte Contemporânea/LTDA


O livro 'Paulo Nazareth, Arte Contemporânea/LTDA' narra as viagens deste artista, desde o sul das Américas até o norte, nos Estados Unidos. Ao não molhar os pés durante todo o trajeto, ao longo de um ano carrega a poeira do caminho do Rio Grande até Nova York, onde chega para lavar seus pés no Rio Hudson, antes de seguir para expor seus trabalhos na feira de arte Art Basel Miami Beach.Um artista andarilho, performático, que busca o debate de questões raciais, nacionais e continentais, tão raras na discussão da arte contemporânea brasileira, encara o desafio de forma doce e generosa, rompendo barreiras políticas, sociais e linguísticas. Os encontros, as trocas, as descobertas e as criações ao longo desse percurso explicitam não apenas o processo de construção de objetos de arte, mas principalmente um artista on the move.A edição bilíngue, conta com mais de 150 imagens e textos de Kiki Mazzucchelli, Maria Angélica Melendi, Hélio Alvarenga Nunes, Walter Chinchilla, Julio Calel, Edgar Calel, Pedro Calel, Janaina Melo e do próprio Paulo Nazareth.



 
Ficha Técnica
Editora: Cobogo
ISBN: 8560965238
ISBN13: 9788560965236
Edição: 1ª Edição - 2012
Número de Páginas: 160
Acabamento: Brochura
Formato: 18,00 x 22,00 cm.

sábado, 14 de julho de 2012

Obras de Bispo do Rosário Serão Expostas em Londres


A exposição, intitulada ‘Azul dos Ventos’, faz parte do projeto cultural dos Jogos Olímpicos de 2012

As obras de arte do sergipano Arthur Bispo do Rosário continuam ganhando o mundo. No período de 13 de agosto a 28 de outubro elas estarão expostas em Londres, no renomado museu Victoria & Albert. A exposição, intitulada ‘Azul dos Ventos’, faz parte do projeto cultural dos Jogos Olímpicos de 2012.

Serão expostas 80 peças do artista plástico que compõem a Coleção do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, localizado no Rio de Janeiro. Dentre as obras do artista estão esculturas, objetos e diversos bordados e painéis elaborados a partir de materiais simples que faziam parte do cotidiano de Bispo.

Estima-se que ele tenha criado mais de mil peças, hoje reconhecidas internacionalmente como obras de arte. O artista plástico, natural da cidade de Japaratuba, só teve sua arte amplamente divulgada após sua morte, em 1989.

Atualmente, as obras de Bispo do Rosário têm percorrido diversos museus e galerias pelo mundo afora. No entanto, em vida, ele passou quase meio século internado num hospital psiquiátrico no Rio de Janeiro, onde utilizava a criatividade como forma de expressar o seu eu interior e de se aproximar de Deus.

                                                

Texto: Plenário

Imagem: MBR

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Waltercio Caldas lança “livro arte”


O artista plástico Waltercio Caldas lança “Cronometrias”, livro numerado e com apenas 80 exemplares, no próximo dia 10, às 18h, na Mul.ti.plo Espaço Arte, no Leblon.

Com impressão serigráfica, papel italiano, cada exemplar da obra é assinado e foi feito manualmente com o impressor Guilherme Rodrigues. O livro levou cinco anos para se concretizar.

Em uma espécie de livro-arte, Caldas leva ao extremo a relação entre o texto e a imagem. Da ideia inicial à finalização, foi um processo delicado que reflete o título da obra.

“O livro foi surgindo movido pela própria energia que ele é capaz de produzir. Falei de coisas impossíveis de serem ditas. De certa forma, o texto se dissipa durante a leitura, assim como o tempo. A estrutura dos textos foi feita no sentido de incorporar a ideia de leitura do tempo”, explica o artista.

Imagem: "Cronometrias", livro-arte de Waltercio Caldas
Texto: Anna Ramalho - www.jb.com.br

                                                               

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Entrevista com Andrei Miralha Sobre Cinema de Animação


Andrei Miralha é paraense, graduado em arquitetura, criador de histórias em quadrinhos e produtor de cinema de animação.


Inicialmente, comente um pouco sobre a sua origem e formação.

 Nasci e cresci em Belém do Pará, comecei a desenhar aos 8 anos de idade, copiando desenhos do Maurício de Souza e Walt Disney, e porque gostava de desenhar me formei em Arquitetura e Urbanismo em 1997. Na adolescência fiz parte de um grupo de quadrinhos chamado Ponto de Fuga, que realizava exposições e produzia um fanzine, chegamos a ter uma gibiteca. Comecei a me interessar por animação depois que fui indicado pela Fundação Curro Velho, onde ministrava oficinas de desenho desde 1993, para participar de um workshop promovido por um festival de cinema em Belém. E a partir daí iniciei minha trajetória com animação.


Fale de sua trajetória até esse momento.

Em 2003, surgiu o convite de um amigo pra produzir um teaser promocional para o projeto de animação chamado “Águas e Vidas”. Esse teaser serviria para captação de recursos e realização do filme, mas ocorreram muitos problemas para a realização desse trabalho e nessa mesma época o Cássio Tavernard iniciava o projeto do curta “A Onda-Festa na Pororoca” e já havia me convidado para participar. Como o “Águas e Vidas” tinha empacado, algumas pessoas, que estavam nesse projeto foram arrastados pela “Onda”, e  assim produzimos o curta que inicia esse boom da animação no Pará. Em 2005, dirigi e produzi o curta “Admirimiriti” que já participou de vários festivais e mostras em diferentes regiões do Estado, chegando até a França. Em 2009, dirigi e produzi o Muragens - Crônicas de um Muro, que foi o primeiro curta paraense na Mostra Competitiva do Anima Mundi 2009. Participou do Festival Monstra (Portugal) e Animasivo (México), e em 2010 ganhou o prêmio de Melhor Animação no FestCine Amazônia (Rondônia) e o prêmio de Melhor Curta-metragem de Ficção no Festival Noites com Sol (Pará). Em 2012 foi a vez do curta “Nossa Senhora dos Miritis”, prêmio do edital do Ministério da Cultura, que também competiu no Anima Mundi 2012, participou do Anima Mundi Itinerante 2012 e este ano está no Festival Internacional do Cinema Infantil. Ano passado, com o patrocínio do Banco da Amazônia, lançamos o DVD Miritis que contém os curtas “Admirimiriti”, “Nossa Senhora dos Miritis” e o documentário ”Miriti-Miri”.


Como foi essa transição dos quadrinhos para a produção do cinema de animação?

A história do cinema de animação está repleto de autores de quadrinhos que flertavam com animação. Winsor MacCay, criador do personagem Litle Nemo, grande sucesso na década de 20, é considerado um dos precursores da animação. Comigo não foi diferente, eu também acabei passando dos quadrinhos para a animação, mas sem a pompa do MacCay que era um mestre dos desenhos. Acho que produzir histórias contadas em sequências de imagens tem uma relação muito forte com o próprio cinema. Por um lado, os quadrinhos se aproximam da literatura no que se refere ao texto escrito, e por outro ao cinema, com seus diversos tipos de enquadramentos para contar uma história, e assim ditar um ritmo de leitura. Apesar de algumas pessoas classificarem os quadrinhos como um tipo de literatura, acredito que se trata de uma linguagem específica. Atualmente, estou mais fascinado com as possibilidades gráficas infinitas das animações, onde tudo é possível, tanto na forma, quanto no movimento. É justamente essa liberdade de criação que me fascina. O curta Muragens - Crônicas de um Muro, que produzi em 2009, é um divisor de águas pra mim, pois ali pudemos exercitar bem esse potencial expressivo que animação permite.


O que estais pesquisando ou produzindo atualmente?

Recentemente, concluí as animações do curta “Quem Vai Levar Mariazinha pra Passear” que foi premiado no edital “Curta Criança” do ministério da Cultura e Tv Brasil. O curta, dirigido por André Mardock, é adaptação de um espetáculo teatral, de mesmo nome, de Ester Sá e Maurício Franco. O filme trás ação direta (filmado com atores) e animação com personagens criados com recortes de papel, e foi aí que eu entrei. No momento, inicio as animações de uma série de três curtas de um minuto chamado “Para Vler Poesia” do meu amigo Marcílio Costa, que foi um dos contemplados no edital de animação da Tv Cultura, que deve ser concluído até setembro deste ano. E depois desse, já emendo em outro projeto, o “Pedaços de Pássaros” outra parceria com o Marcílio, que acaba de ser premiado no edital de curta metragens do Ministério da Cultura. É um ótimo momento em minha carreira para a afirmação deste caminho que escolhi.


Como o cinema de animação pode estar inserido em ambientes educacionais (escolas, fundações, ONGs)?

 A animação pode ser um excelente recurso didático. O Anima Mundi desenvolve um projeto chamado Anima Escola desde 2001, e obteve ótimos resultados. O processo inicia-se com a capacitação de professores, para depois chegar aos alunos. Tenho planos de fazer algo parecido aqui em Belém. Atualmente, desenvolvo um projeto de núcleo de Animação na Fundação Curro Velho, e uma das propostas é justamente essa. De trabalhar essa linguagem em algumas escolas públicas em que a direção e os professores apoiem essa iniciativa.


Como é possível formar novos produtores?

 Através de muito estudo, de experiências práticas e cursos específicos. Na verdade, se considerasse que apenas através de cursos seja possível formar um animador, desconsideraria muita gente que produz animação e que nunca passou por um curso profissionalizante, e são ótimos profissionais. Mas com certeza, através de um curso, você tem a possibilidade de aprender com quem já faz, e assim você pula etapas,  aprende mais rápido, aprende métodos mais eficientes. Mas de qualquer forma, não há nada como a prática. Por isso, estagiar num bom estúdio de animação é uma excelente oportunidade de aprendizado. Nesse sentido, como comentei anteriormente, estamos desenvolvendo na Fundação Curro Velho, um núcleo de animação que além de promover oficinas de iniciação a animação, irá dispor de um estúdio que contará com estagiários para produção constante de curtas de animação com caráter experimental e artístico. Acredito que esta ação contribuirá para o desenvolvimento desta linguagem no Pará. Mas isso é só o primeiro passo, quem sabe um dia consigamos ter um curso acadêmico de especialização em animação aqui no Pará.

  
Entrevista exclusiva concedida ao Blog Arte: Pesquisa e Ensino.