sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Livro: Do Moderno ao Contemporâneo - Kátia Canton


Nesta coleção, Katia Canton apresenta temas que emolduram o mundo contemporâneo e que são refletidos na arte atual: a superação da modernidade; a questão das narrativas; o tempo e suas relações com a memória; o corpo, a identidade e o erotismo; as noções de espaço e lugar; as políticas e micropolíticas. Em linguagem acessível, a teoria é entremeada a entrevistas com artistas brasileiros.


Título: Do Moderno ao Contemporâneo - Coleção Temas da Arte Contemporânea
ISBN: 9788578272234
Páginas: 56
Edição: 1
Tipo de capa: Brochura
Editora: Martins Fontes
Ano: 2010
Assunto: Artes-Teoria E Historia
Idioma: Português


Imagem e texto: Martins Fontes

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Colóquio "Ver-o-Peso: Tessituras de Arte, Imagens e Patrimônio"


O Colóquio é produto do Projeto Ver-o-Peso: Tessituras de arte, imagens e patrimônio que tem o apoio da Universidade da Amazônia, financiamento da FIDESA e CNPq e envolve docentes e discentes dos cursos de Artes Visuais e do Mestrado em Comunicação, Linguagens e Cultura da UNAMA.

A intenção do Colóquio é discutir arte, cultura e patrimônio sob a perspectiva do Ver-o-Peso, patrimônio cultural da cidade de Belém do Pará, que desde o final dos anos 1990 tornou-se um lugar no qual os artistas têm realizado importantes proposições artísticas. Para discutir as questões relativas à arte e cultura convidamos Ana Mae Barbosa que é uma referência no campo da Arte e Educação, além de ter sido diretora do Museu de Arte Contemporânea da USP. Ana Mae fará uma conferência na abertura do Colóquio, no dia 22 de setembro, às 19h no Museu de Arte Sacra. No dia seguinte, 23 de setembro, às 19h, na UNAMA da Alcindo Cacela haverá uma mesa-redonda mediada por Ana Del Tabor, com as palestrantes Dorótea Lima, superintendente do IPHAN no Pará e Rosangela Brito, artista, museóloga e professora da Universidade Federal do Pará.





Programação:

22/09 - Conferência de Abertura - Dra. Ana Mae Barbosa
Apresentação - Dra. Marisa Mokarzel
Horário: 19:00h
Local: Igreja de Santo Alexandre, Praça Frei Caetano Brandão, Cidade Velha - Belém.

23/09 - Mesa de Debate: Ver-o-Peso: Arte e Patrimônio
M.Sc. Dorótea Lima e M.Sc. Rosangela Brito.
Mediação: M. Sc. Ana Del Tabor
Horário: 19:00h
Local: Auditório D-200 - UNAMA Travessa Alcindo Cacela, 287, Umarizal - Belém.

Toda a programação é aberta ao público.


Imagem e texto: coordenação do colóquio

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Arte contemporânea: Mira Schendel tem Mostra no Rio


Vinte e sete obras de Mira Schendel serão expostas no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro. A mostra dá destaque às pinturas da suíça radicada no Brasil e que é hoje considerada um dos expoentes da arte contemporânea brasileira.

Mira Schendel, pintora será inaugurada neste 10 de setembro e reúne alguns dos melhores exemplos da pintura da artista, produzidos entre os anos de 1950 e 1980, pertencentes a acervos de coleções particulares e instituições.

Ao longo de sua carreira, Mira Schendel trabalhou com diferentes materiais e linguagens, sendo mais conhecidos seus trabalhos em papel, tais como as monotipias e os objetos gráficos. Mas a pintura sempre permeou sua trajetória. Na mostra, serão apresentadas obras que exemplificam as diversas fases da produção pictórica da artista como naturezas-mortas, óleos e têmperas nos quais introduziu letras e palavras e pinturas matéricas, que apresentam texturas compactas como massa, cimento e areia.

Já nos anos 1980, Mira passou a produzir têmperas monocromáticas de superfície fosca e aveludada, sobre as quais aplicava figuras geométricas em folha de ouro ou traçava formas quase invisíveis com linhas tênues e leves incisões. A mostra também apresenta exemplos dos Sarrafos, obras que tensionam as fronteiras entre a pintura, a escultura e o desenho.

Serviço

Mira Schendel, pintora
Instituto Moreira Salles - Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
De 10 de setembro a 20 de novembro de 2011
De terça a sexta, das 13h às 20h
Sábados, domingos e feriados, das 11h

Fonte: http://terramagazine.terra.com.br

Imagem e Texto: Terra Magazine

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Exposição Apresenta Panorama da Arte da Gravura em Goiás


O Museu de Arte de Goiânia (MAG) abre, no próximo dia 8, a exposição Gravuras Goianas. Composta por 66 obras originais, pertencentes ao acervo da Faculdade de Artes Visuais (FAV) da Universidade Federal de Goiás (UFG), a mostra oferece ao público um panorama da arte da gravura no Estado.

Todos os trabalhos que integram o catálogo são de autoria de artistas locais e foram doados à FAV por meio do projeto "Acervo de Gravuras Goianas", desenvolvido pela Professora Edna Goya, entre os anos de 1996 e 2007. Várias técnicas de impressão podem ser conferidas na exposição, tais como xilografia, calcografia, a serigrafia e litografia.

A mostra apresenta obras de artistas de diferente gerações, colocando o visitante em contato com diversos estilos. Entre os nomes que assinam os trabalhos estão: Paulo Fogaça, Dinéia Dutra, Zofia Ligesa Stamirovska, Leonan Fleury, Ana Maria Pacheco, José César Clímaco, Selma Parreira.

De acordo com os organizadores da exposição, "os gravadores que integram a coleção foram selecionados pela sua dedicação à linguagem dos processos de gravura, quantidade de obras e a qualidade da produção". O objetivo é fazer com que o acervo "pudesse se configurar como uma memória viva dessa linguagem, feita por artistas que marcam ou marcaram presença no cenário da gravura, dos anos de 1954 a 2000".

Gravuras Goianas

Abertura: 8 de setembro de 2011, quinta-feira, às 20h
Visitação: 9 de setembro a 2 de outubro de 2011, segunda a sexta-feira, 8h30 às 17h30. sábados, domingos e feriados, 10h às 17h.
Local: Sala Reinaldo Barbalho
Endereço: Rua 1, n. 605, Bosque dos Buritis, Setor Oeste. Goiânia-GO
Informações pelo telefone: (62) 3524-1196

Texto original: http://m.terra.com.br

Imagem e texto: Terra Magazine

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Brasileiro Carvalhosa Chega ao MoMA


O MoMA – The Museum of Modern Art acaba de inaugurar “Sum of Days”, mostra do brasileiro Carlito Carvalhosa (São Paulo, Brasil, 1961) a primeira exposição do artista nos Estados Unidos, segundo uma nota da imprensa do museu. A exposição é organizada por Luis Peres-Oramas, que vem ocupando o Estrellita Broksky Curador Of Latin American Art, desde 2006, quando foi criado este cargo dentro do MoMa, graças a colecionadora e curadora Independiente de origem uruguaia Estrellita Brodsky.
Oramas foi designado em fevereiro curador da próxima trigésima Bienal de São Paulo. Este curador venezuelano tem contado com a ajuda de Geaninne Gutiérrez-Guimarães, asistente curatorial do Departamento de Desenhos do MoMA.

A instalação que agora é exposta foi criada para o Projeto Octógono Arte Contemporânea, da Pinacoteca do Estado de São Paulo, que a expôs há um ano. O Projeto Octógono é o espaço que o centro brasileiro destina a propostas de artistas contemporâneos, frequentemente produzidas para a ocasião. Desde o seu começo em 2003, com a instalação do italiano Mario Merz (Milão, 1925 – Turín 2003), se exibem quatro mostras ao ano, tanto com obras e projetos de artistas brasileiros como internacionais, já tendo participado artistas como a espanhola Cristina Iglesias (San Sebastián, 1956), o lisboeta Pedro Cabrita Reis (1956) os brasileiros Regina Silveira (Porto Alegre, 1936), Leonilson (Fortaleza, 1957- São Paulo, 1993), José Bechara (Rio de Janeiro, 1967) e o coletivo Chelpa Ferro.

A exposição de Carvalhosa, representada pelas galerias brasileiras Nara Roesler e Silvia Cintra Galeria de Arte + Box 4, segue outras de artistas latino-americanos celebradas nos últimos anos no MoMA. Assim, há algumas semanas foi finalizada a mostra “Francis Alys: A Story of Deception” do artista belga fixado no México Francis Alys (Amberes, 1959). No ano passado foi a dupla americana-cubana fixada em Porto Rico Jennifer Allora (Philadelfia, Estados Unidos, 1974) e Guillermo Caszadilla (Havana, Cuba, 1971), que atualmente representam os Estados Unidos na Bienal de Veneza, quem teve sua exposição “Performance 9”. O brasileiro Ernesto Neto (Rio de Janeiro, 1964) celebrou sua exposição “Navedenga”. Entre 2009 e 2010, o mexicano Gabriel Orozco (Vera Cruz, 1962) teve duas esposições paralelas com os títulos “Gabriel Orozco” e “Gabriel Orozco: Samurai Tree Invariants”. Alguns meses antes, já em 2009, o protagonismo latino-americano no MoMA esteve por conta do argentino León Ferrari (Buenos Aires, 1920) e da brasileira Mira Shendel (Brasil, 1919 – Suíça, 1988), com a exposição conjunta “Tangled Alphabets”. De olho no futuro próximo, o museu nova- iorquino estreará no próximo mês de novembro “Diego Rivera: Murais para o Museu de Arte Moderna”, com curadoria de Leah Dickerman, curador de pintura e escultura do Museum of Modern Art (MoMA). A mostra apresentará cinco painéis portáteis do pintohttp://www.blogger.com/img/blank.gifr mexicano Diego Rivera (México, 1886-1957), obras criadas para uma mostra monográfica que a mesma instituição lhe dedicou há oitenta anos.

Por outra parte, o MoMA também atende a criação latino-americana a partir de festivais de cinema como Premier Brasil! 2011, celebrado no mês de julho e já em sua nona edição. Organizado pela curadoria do departamento de cinema do MoMA. Jytte Jensen, e pelas diretoras do Festival do Rio, Ilda Santiago e Vilma Lustosa. Outro festival que conta com a presença latina e Em Foco: Cinema Tropical, evento que trata do cinema latino-americano da última década e que já introduziu em Nova York uma nova geração de cineastas latino-americanos, como os brasileiros João Moreira Salles e Karim Aïnouz.

Texto Original: www.arteinformado.com

Imagem e texto: ARTEINFORMADO
Tradução: Ednaldo Britto

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A Fotografia: Entre o Documento e a Arte Contemporânea


A legitimidade cultural e artística da fotografia é recente. Durante muito tempo considerada como simples ferramenta útil, agora, nas galerias e museus, é contemplada enquanto fotografia. E a fotografia é o objeto desse livro: em sua pluralidade e seus vários desdobramentos, do documento à arte contemporânea; em sua historicidade, desde seu aparecimento, na metade do século XIX, até a presente aliança arte-fotografia, que leva André Rouillé a distinguir a arte dos fotógrafos da fotografia dos artistas.














Imagem e Texto: Editora SENAC/SP

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Amazônia Comicon Anima Cena de Quadrinhos em Belém


A ideia é valorizar a memória dos grandes mestres do gênero e debater a linguagem utilizada ao longo do tempo por quem faz história em quadrinho no Brasil, especialmente aqueles que ficam à margem, na chamada cena independente. É o Amazônia Comicon - Festival Internacional de Histórias em Quadrinhos e Cultura Pop da Amazônia, que promete agitar o circuito cultural de Belém

O festival ocorre na capital paraense no mês de outubro, no Instituto de Artes do Pará, Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves e Fundação Curro Velho. A programação terá mostras de filmes, exposições, workshops, oficinas, palestras, sessões de autógrafos e performances com atrações nacionais e internacionais.

O evento celebra os 20 anos do Ponto de Fuga, grupo formado por profissionais e amadores do universo dos quadrinhos. O nome, aliás, está perfeitamente alinhado à linguagem. “O ponto de fuga é uma regra de desenho, de onde nasce o desenho”, explica um dos integrantes do grupo e organizador do festival, Luiz Cláudio Negrão.

Inscrições

Apesar de só movimentar a cidade em outubro, o evento abre em agosto as inscrições para duas programações: Mostra de Filmes e Exposição de Histórias em Quadrinhos do Espaço Ponto de Fuga. A mostra tem como proposta exibir filmes e documentários sobre a arte dos quadrinhos e da cultura pop. As inscrições começam dia 22 de agosto e vão até 5 de outubro.

Palestras e mostras internacionais

A programação detalhada do Festival Internacional de Histórias em Quadrinhos ainda está em fase de fechamento. Mas os organizadores adiantam que os apaixonados por quadrinhos já podem se programar entre 25 e 29 de outubro. O Amazônia Comicon terá as seguintes palestras: Quadrinhos na Publicidade, Quadrinhos na Literatura, Quadrinhos e Cinema, Quadrinhos e Cultura Pop Japonesa: Mangá e Anime e História dos Quadrinhos Brasileiros.

Lançamento

No próximo dia 25, os organizadores do festival realizam o Encontro de Colecionadores de Histórias em Quadrinhos, no Instituto de Artes do Pará, a partir das 18h. Durante o encontro, haverá um pré-lançamento do Amazônia Comicon e serão anunciados mais detalhes da programação.
PARTICIPE

Serviço

Amazônia Comicon - Festival Internacional de Histórias em Quadrinhos e Cultura Pop da Amazônia. De 25 a 29 de outubro, no Instituto de Artes do Pará, Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves e Fundação Curro Velho. Pré-Lançamento: 25 de agosto, às 18h, no Instituto de Artes do Pará. Entrada franca. Promoção: Espaço Ponto de Fuga. Realização: Centro de Estudos e Memória da Juventude Amazônica.

Inscrições para a Mostra de Filmes: 22 de agosto a 5 de outubro

Inscrições para exposição de trabalhos no Espaço Ponto de Fuga: 15 de agosto a 30 de setembro

Mais informações pelos telefones (91) 8844-0427 (Luiz Cláudio) e (91) 8745-0273 (Rita) ou através do e-mail luta@oi.com.br.

Imagem: Ponto de Fuga
Texto: Diário do Pará


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Krajcberg: Arte com Estertor


Museu na Bahia e exposição em S.Paulo destacam artista engajado que se fixou no Brasil para expressar “grito sofrido e revoltado do planeta”

O embrião da arte de Frans Krajcberg são a comoção e a revolta. Oscar Wilde poderia definir muito bem o desejo reivindicado pelo artista em suas obras: “que a verdadeira personalidade do homem crescesse naturalmente, simplesmente, à maneira das flores e das árvores”. Uma das mais belas utopias. Triste é que não foi isso que o escultor, gravador, pintor e fotógrafo, um dos mais importantes nomes da arte engajada no mundo, testemunhou na vida. Krajcberg se fez renascer brasileiro aos 27 anos, depois de ter perdido toda a família entre os seis milhões de cidadãos assassinados pelo nazismo na Polônia.

Daí, resolveu rodar pela terra brasilis, de ponta a ponta, da Amazônia ao curso da Mata Atlântica, denunciando os maus tratos contra o meio ambiente, esculpindo, pintando ou fotografando cada raiz, tronco, folha ou flor, como na defesa de parentes. Ele mesmo acentua, quase que numa projeção fabulosa, que sua obra “exprime o grito sofrido e revoltado do planeta”.

E foi em terras baianas, em meio a remanescentes de floresta tropical, que o artista e humanista escolheu morar, desde 1972. Mais precisamente numa casa feita no alto de um tronco de pequi com quase três metros de diâmetro, no município de Nova Viçosa, sul da Bahia. “Sou um homem só no mundo. Tinha que escolher um lugar. E escolhi aqui”, diz.

Nesse lugar, o artista quis construir um importante centro cultural do país, juntamente com o amigo e arquiteto Zanine Caldas. O projeto chegou a conquistar nomes como os de Dorival Caymmi, Oscar Niemayer e Chico Buarque. “Mas foi tudo desmantelado. Somente eu fiquei aqui, vivendo nessa floresta que eu cuido com amor”, disse, referindo-se ao seu Sítio Natura, onde funciona seu atelier e um museu ainda inacabado, mas com certeiras visitações, chamado Arte e Ecologia.

“Minha arte e minhas fotografias mostram a violência praticada contra a natureza, assim como contra o povo que mora nas florestas. Tanto na Amazônia quanto aqui no sul da Bahia, os índios estão se mudando de suas reservas para fugir de atentados contra a vida deles. Onde está a defesa desse povo?”, indigna-se e avalia: “o brasileiro não se manifesta porque não conhece o Brasil”.

Com 90 anos, o artista tem mostras espalhadas pelo mundo à fora. Além do Espaço Krajcberg no Museu de Montparnasse, em Paris, ele tem obras expostas na Fundação Yves Rocher na Bretanha, também na França. “Agora estamos estudando uma exposição em New York”, informa. Marcante mesmo é a exposição “O homem e a natureza no Ano Internacional das Florestas”, que se encontra no Museu Afro Brasil, em São Paulo até 6 de novembro, sob a curadoria do também artista plástico e escultor Emanoel Araújo, diretor do museu paulista. São 31 trabalhos, entre esculturas, relevos e fotografias.

Na Bahia, quem quiser visitar o Museu Ecológico Frans Krajcberg, em Nova Viçosa, vai testemunhar remanescentes de Mata Atlântica recuperadas pelo artista, além do choro e revolta da natureza, “psicografados”, com o mesmo estertor de quem perde a família pela violência, através de sua arte engajada.

Fonte: www.outraspalavras.net

Texto: Débora Alcântara
Imagem: Outras Palavras

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Marp Apresenta Destaques de Ontem e de Hoje da Arte Contemporânea


Oitenta trabalhos podem ser vistos no 36º Sarp; mostra paralela apresenta produções vencedoras de salões anteriores


O passado e o futuro da arte contemporânea nacional estarão ali bem próximos, dividindo espaço no Marp (Museu de Arte de Ribeirão Preto), a partir desta sexta-feira (5). No térreo, serão vistas produções consagradas pelos anteriores Salões de Arte de Ribeirão Preto, na mostra “O Marp e o Corpo da Arte”. Enquanto isso, o piso superior será dedicado às revelações da 36ª edição do Sarp, com incursões de um estilo em constante mudança mas sempre orientado por incertezas atuais.


Mais informações: http:eptv.globo.com/ribeiraopreto







Imagem: Érica Ferrari
Texto: EPTV.com - Rodolfo Tiengo

domingo, 31 de julho de 2011

Oficina Fotografia e Pintura: Imagens e Vertigens


A oficina “Fotografia e Pintura: imagens e vertigens” lança mão da linguagem da fotografia e da pintura em aquarela para trabalhar aspectos compositivos da imagem, levando em conta seus dados constitutivos: textura, cor, forma, etc a partir da idéia da necessidade de uma educação do olhar e da percepção.

Ricardo Macêdo é professor de Artes plásticas e artista visual. Participou de algumas exposições dentro e fora de Belém, dentre elas: Salão Arte Pará 2010, Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia 2011, TRAMPOLIM_Vídeo no Espírito Santo, 2011, Festival de Performance Arte Brasil no MAM, Rio de Janeiro, 2011, e Cartografias Contemporâneas SESC Santana/Fotoativa, São Paulo, 2009.


Serviço:

Oficina Fotografia e pintura: imagens e vertigens.
Instrutor: Ricardo Macêdo
Período: 03 de agosto (quarta-feira) ao dia 07 (domingo)
(dias 03, 04 e 05, de 18h às 21h e dias 06 e 07, de 8h às 11h)
Investimento: R$ 120,00 / 10 vagas
Informações e inscrições
91 3225-2754 / a.fotoativa@gmail.com

Imagem e Texto: Fotoativa

CARTA DA FUNARTE

Presidente Antonio Grassi conclama todos para o diálogo e o entendimento

A luta por mais verbas para a cultura é de extrema importância. Deve ser uma luta de todos os artistas, produtores, técnicos, gestores, enfim, de toda a sociedade brasileira. Ao longo da minha vida, seja como artista, seja como homem público, sempre empunhei esta bandeira. Da mesma forma, mantive postura inflexível na defesa da liberdade, da democracia e dos movimentos populares.

É com tal espírito que a manifestação convocada por segmentos artísticos de São Paulo foi encarada por mim e pela Ministra Ana de Hollanda: os portões da Funarte foram mantidos abertos, a força policial não foi convocada e, desde o primeiro momento, nos declaramos dispostos ao diálogo.

Os principais pontos expressos no manifesto, como as PEC’s 150 e 236 e o Prêmio Teatro Brasileiro encontram-se em discussão no Congresso Nacional. É importante que o debate extrapole os limites dos artistas e fazedores de cultura e chegue aos mais amplos setores da sociedade. Protestos legítimos auxiliam neste processo.

Entretanto, quero ressaltar algumas atitudes que não parecem coadunar com o espírito da luta comum dos artistas brasileiros. Cerrar os portões da Funarte – com correntes e cadeados – ofende nossa história de luta pela liberdade. Impedir o acesso de servidores públicos – ou expulsá-los sob ameaça das dependências da Funarte – relembra momentos terríveis de nosso passado não muito distante. Impedir que artistas, escolhidos por processos públicos para ocupar as salas da Funarte, exerçam a sua profissão não é aceitável sob nenhum aspecto. Impedir o andamento de Editais que estão sendo julgados e que favorecerão a própria classe artística é atirar contra o próprio pé. São fatos que, ao invés de atrair simpatizantes para a causa da cultura, dividem e isolam os movimentos.

Reitero a ampla disposição para o diálogo com os movimentos populares, conforme orientação da Presidenta Dilma, da Ministra Ana de Hollanda, e de acordo com a minha própria história de vida. É o único caminho possível para que a Cultura Brasileira seja finalmente colocada no patamar que merece.

Antonio Grassi
Presidente da Funarte

domingo, 24 de julho de 2011

Museu dos EUA Elabora Base de Dados da Arte Latino-Americana


No diário de sua viagem ao Brasil, o poeta Blaise Cendrars anotou: "A terra é vermelha, o céu é azul". Tarsila do Amaral então ilustrou tudo sob os efeitos de "azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo, verde cantante".

"Feuilles de Route" (folhas do caminho), caderno que destrincha o roteiro da artista com o poeta francês por Minas Gerais e que deu origem à sua fase "Pau Brasil", é um dos 10 mil documentos que integram o mais ambicioso projeto de digitalização de textos e imagens relacionados à arte latino-americana.

Nos últimos sete anos, Houston foi o epicentro de um esforço que envolveu cem pesquisadores, espalhados por 14 cidades das Américas para reunir a maior base de dados de artistas latinos já compilada, tudo a um custo de cerca de R$ 78 milhões.

"Queremos percorrer as bases intelectuais da arte latino-americana", resume Mari Carmen Ramírez, curadora do Museum of Fine Arts de Houston (EUA), responsável pelo projeto. "Nossa esperança é que isso leve a uma transformação radical no entendimento da arte dessa região."

Radical porque documentos primários, de diários de artistas a artigos publicados e anotações pessoais, estarão acessíveis ao mundo todo pela primeira vez. Será uma base que permite cruzar dados sobre a produção desses autores ao longo do século 20.
"Isso nos leva a observar esses artistas a partir de outros ângulos", diz Ramírez. "Ajuda a estabelecer uma história comparativa da arte latino-americana, esclarecendo a relação entre os países."

ETAPA BRASILEIRA

Na primeira etapa do projeto, serão divulgados, até o fim deste ano, 3.000 documentos ligados a nomes dos Estados Unidos, México e Argentina. Em 2013, entram os 1.500 textos históricos que foram garimpados no Brasil. Entre eles, clássicos como o "Manifesto Antropófago", de Oswald de Andrade (1890-1954), textos sobre arquitetura moderna escritos por Gregori Warchavchik (1896-1972), uma análise das construções do país feita por Le Corbusier (1887-1965) e publicações como a revista "Klaxon", espécie de bíblia dos modernos.

"São autores que marcaram o pensamento das artes no Brasil", diz Ana Maria Belluzzo, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, que coordenou o braço brasileiro da pesquisa. "Tentamos reconstruir esse pensamento, mostrar a criação de uma linguagem."

Embora pesquisadores de cada país tenham autonomia, um roteiro geral de busca foi elaborado em Houston para dar unidade aos dados -uma lista de critérios do que interessa ou não ao projeto.

"Há uma lista de questões, não de artistas", diz Belluzzo. "A coisa mais importante é trabalhar esse universo."

Em paralelo ao projeto de Houston, a artista Letícia Parente acaba de ter sua documentação lançada on-line em leticiaparente.net, e os escritos de Lygia Clark devem ganhar a web em breve, numa parceria dos herdeiros da artista com a Universidade Federal de Minas Gerais.

Imagem: “Operários” – Tarcila do Amaral
Texto: Agência de Notícias Jornal Floripa