domingo, 23 de janeiro de 2011

Omara Portuondo dá Voz a Co-produção Brasil-Cuba


A cantora cubana Omara Portuondo, de 80 anos, diva do grupo Buena Vista Social Club, dublou a avó do curta animado infantil "O caminho das gaviotas", uma co-produção de Brasil e Cuba.

Portuondo, que também é a narradora do curta e interpreta uma canção de ninar em espanhol e português, gravou sua participação na sexta-feira nos estúdios do Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográficos (ICAIC).

O filme, que tem estreia programada para 24 de março, data do aniversário dos 52 anos do ICAIC, foi dirigido pelos brasileiros Sergio Glenes e Daniel Hertel, além dos cubanos Alexander Rodríguez e Bárbaro Joel Ortiz.

O produtor e roteirista Alex Cabanas afirmou que antes das filmagens, a produção trabalhou com crianças de favelas brasileiras e alunos de um conservatório cubano para obter uma obra próxima da linguagem e da visão infantil.

Imagem: south west shows
Texto: AFP

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Transformação Pela Arte Nascida do Lixo


Lixo Extraordinário mostra como o artista plástico Vik Muniz mudou a vida de um grupo de catadores

Há três anos, Sebastião dos Santos, presidente da Associação dos Catadores do Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, no Rio, conheceu o brasileiro Vik Muniz, um dos principais artistas plásticos da atualidade. Ao aceitar fazer um projeto que envolvia também outros catadores, Tião não imaginava estaria mudando radicalmente a sua vida.

O trabalho de Vik com os catadores do maior aterro sanitário do mundo está retratado no filme Lixo Extraordinário, pré-selecionado para concorrer ao Oscar de melhor documentário e que estreia amanha no Brasil. O longa foi premiado nos festivais de Berlim, Sundance, Paulínia e na Mostra Internacional de São Paulo.

Lixo Extraordinário deixa espaço para reflexões que vão além do óbvio e leva a pensar sobre o poder transformador da arte em meio à pobreza - de onde veio o próprio Vik Muniz, nascido e criado na periferia de São Paulo e conhecido por suas obras feitas a partir de materiais muitas vezes descartados.

Imagem: Obra "Tião em Marat" de Vik Muniz
Texto: Flávia Lima / destak jornal

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Desenhos Polêmicos do Pernambucano Gil Vicente são Mostrados em BH


Arte política? A política da arte, prefere Moacir dos Anjos, curador da 29ª Bienal de São Paulo ao lado de Agnaldo Farias. Eles assinam a mostra Obras Selecionadas, que o público poderá conferir a partir de quarta-feira em Belo Horizonte. “A política da arte é abrir fissuras nas convenções que regulam a nossa vida, ajudando a pensar o mundo”, diz Moacir.

Cerca de uma centena de trabalhos de 34 artistas vão apresentar as muitas faces de um dos mais influentes caminhos estéticos da produção atual. Com reverência à criação latino-americana dos anos 1960 e 1970, registra-se referência importante do processo de aproximação da arte com a política.

Mais informações: www.pernambuco.com

Imagem: Desenho de Gil Vicente
Texto: Pernambuco.com

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

MuBE Inaugura Exposição Internacional "Troyart" Neste Sábado


O Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) inaugura neste sábado, dia 15, a exposição internacional “Troyart”. A partir de um convite pelo Facebook e blog, os artistas se inscreveram pela internet e enviaram seus materiais.

O MuBE enviou um kit para cada inscrito, com três modelos de Toy Art diferentes, criados pelos designers Roberto Stelzer e Nelson Schiesari. Os artistas customizaram e encaminharam as peças para a organização da mostra.

O resultado são robôs coloridos, com apetrechos como penas, pilhas, talheres, adesivos, cílios, fios, asas, ou o que a criatividade mandar. Feitos de acrílico, ferro ou plástico, eles têm como base o papel cartão.

Para os artistas que não podem acompanhar a exposição de perto, o museu vai transmitir e enviar fotos da mostra, como resultado dessa interatividade.

A Troyart fica até o dia 30 de janeiro e a entrada é gratuita.

MuBE
Museu Brasileiro da Escultura
Av. Europa, 218 - São Paulo - Brasil
Terça a domingo das 10:00 as 19:00 hrs
11 2594-2601 - mube@mube.art.br


Imagem: Peça Butterfly Chaser, da artista Marcia Cooper
Texto: Paulo Borgia / band
Fonte: www.mube.art.br

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ribeirão Recebe Exposição Fotográfica Sobre Moradia Indígena


Ribeirão Preto recebe a partir do dia 14 de janeiro, na Casa da Cultura, a exposição “A Casa Xinguana”. A mostra será realizada de terça a sexta-feira, das 9h às 18h, aos sábados, domingos e feriados (exceto segundas-feiras), das 12h às 18h, finais de semana a partir de fevereiro, com entrada franca.

A exposição tem como objetivo mostrar a diversidade cultural brasileira relacionada à habitação – arquitetura, uso cotidiano, função social e simbólica da casa. Ela é produzida pelo Museu da Casa Brasileira, de São Paulo.

São 25 painéis fotográficos em preto e branco de Milton Guran com o tema da habitação tradicional dos povos indígenas do Parque Nacional do Xingu. Segundo o coordenador de Artes Visuais da Secretaria Municipal da Cultura, Nilton Campos, “as imagens, feitas entre 1978 e 1984, retratam principalmente as aldeias Kamayurá e Kuikuro, no Parque Nacional do Xingu”.

Serviço:
Exposição “A Casa Xinguana”
Abertura: 14/1/2011, às 20h30
Permanência: 14/01 a 13/04/2011
Local: Casa da Cultura – Galeria Leonello Berti – Praça Alto do São Bento, s/n°
Horário: de terça a sexta-feira, das 9h às 18h, aos sábados, domingos e feriados (exceto segundas-feiras), das 12h às 18h, (finais de semana a partir de fevereiro).
Informações: (16) 3635-2421

Imagem e Texto: www.ribeiraopretoonline.com.br

domingo, 9 de janeiro de 2011

Livros Sobre Artistas Contemporâneos Brasileiros Conquistam o Mercado e Atraem Novas Editoras


As prateleiras das melhores livrarias do país atestam: 2010 foi um ano profícuo para os livros de arte. Antes considerados itens de luxo, as edições dedicadas ao tema têm se multiplicado entre editoras especializadas e não especializadas em arte, muitas delas recém-nascidas. Criada exclusivamente para as artes visuais, em 1997, a pioneira Cosac Naify se diversificou, ganhou a companhia da Barléu, em 2002 (até hoje apenas dedicada ao assunto), e hoje divide espaço com editoras como Cobogó, TIX, Vaivem e Circuito - voltadas para temas como arte, arquitetura e cultura contemporânea. Para os novos editores e os que estão há mais tempo no setor, o aumento do interesse pelo assunto e a visibilidade internacional da arte brasileira são os principais motivos pelos quais as caprichadas publicações de arte, muitas bilíngues, ganharam popularidade.

Mais informações: http://oglobo.globo.com

Imagem: Capa do livro 'Lixo Extraordinário' de Vik Muniz
Texto: Suzana Velasco / Estadão

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ensaio sobre o Sujeito na Arte Contemporânea Brasileira (Bloco 3)



Vídeo-ensaio de Tania Rivera.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ensaio sobre o Sujeito na Arte Contemporânea Brasileira (Bloco 2)



Vídeo-ensaio de Tania Rivera.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ensaio Sobre o Sujeito na Arte Contemporânea Brasileira (Bloco 1)



Vídeo-ensaio de Tania Rivera.

domingo, 26 de dezembro de 2010

O Mercado Vai Bem, Obrigado

Maria Hirszman

Qual seria a síntese possível da produção artística dos últimos dez anos? Como definir um período de intensa atividade e pouco resultado sedimentado? Evidentemente, ao longo de um período tão longo, muito se produziu, nomes de destaque surgiram, artistas já renomados se consagraram internacionalmente, centenas de exposições de grande qualidade foram realizadas no País, apesar da precariedade das nossas instituições e dos vícios do circuito. No entanto, de forma geral, trata-se de uma década que não deixou grandes marcas.


Em termos de produção, não se pode dizer que tenha se imposto uma vertente dominante de estilo, técnica ou linguagem que defina uma cara para os anos 2000. A impressão mais imediata é a de que a década que termina foi polivalente, mas também um tanto insossa. Marcada por um esforço de superação das fronteiras tradicionais internas e externas do campo das artes visuais, a produção do período parece ter sido pautada pelo peso crescente das mídias eletrônicas e digitais. Fotografia, vídeo, mas também a arte sonora, correspondem a parcela cada vez mais significativa das obras em exposição nas bienais, mostras coletivas e feiras, principais vitrines da área. Basta ver sua predominância na 29.ª Bienal de São Paulo, que acaba de fechar suas portas (leia nesta página). Isso não quer dizer, no entanto, que pintura, desenho, gravura sejam cartas fora do baralho. A observação das mostras de jovens, como as do Centro Cultural São Paulo, por exemplo, revela uma intensa e harmônica convivência entre as mais diferentes formas de expressão e abordagens.

Revival. Outro ponto que merece atenção é a existência de uma espécie de revival, de necessidade de reler - não apenas em termos históricos, mas também no embate criativo - momentos importantes da arte nacional. Como exemplo, pode-se citar o resgate da produção libertária da década de 70, com ênfase num retorno expressivo das ações performáticas e do registro fílmico das ações (na época via super-8, agora facilitado pelas câmeras digitais).

A importância crescente da curadoria, do cuidado com a museologia e a arquitetura das exposições - o que muitas vezes acabou por descambar numa desvirtuação do papel desses agentes e sua sobrevalorização em relação às próprias obras -, bem como uma evolução significativa nos padrões e na diversidade e qualidade das publicações da área também devem ser lembrados. Menos visível, mas também extremamente importante do ponto de vista de formação de público e de profissionais, é o crescente reconhecimento da arte-educação como parte essencial do trabalho de museus e instituições ligadas à arte.

Outro fenômeno significativo dos anos 2000 é uma importante internacionalização da produção e da reflexão sobre arte. É frequente a ida de artistas e curadores para o exterior, beneficiados por bolsas de estímulo e que acabam por permitir inserções menos institucionalizadas, bastante eficazes para suprir nossas objetivas carências internas.

Tais aspectos provocam, certamente, certo dinamismo. Mas são insuficientes para reverter a sensação de estagnação que parece ter marcado o circuito nos últimos anos da década e que é apontada por muitos como um sinal de crise no setor. Falta uma produção dinâmica, verbas para a realização de eventos de grande repercussão e instituições fortes capazes de bancar eventos de grande impacto. Mas essa quietude, que tem muito de marasmo, também pode ser considerada o indício de maior amadurecimento do circuito. Ou, pelo menos, do fim do ciclo das megaexposições.

Tais eventos histriônicos que nos chegavam empacotados da Europa permitiam que o público visse de perto Monet, Dalí e outras estrelas, mas o legado desse esquema não foi dos mais saudáveis, estando diretamente ligados a modelos bastante nefastos de gestão cultural como aqueles implantados por Júlio Neves no Masp e Edemar Cid Ferreira na Bienal e, posteriormente, na BrasilConnects.

Novas instituições, como a Fundação Iberê Camargo e a Fundação Vale do Rio Doce, somadas aos poucos museus que conseguiram atravessar os anos 2000 sem sobressaltos e com um trabalho de qualidade (a Pinacoteca é o grande exemplo) e o fortalecimento de outras - o MAC, que em breve deve inaugurar a sua nova sede, no prédio reformado do Detran -, podem permitir um início mais tranquilo e promissor para a próxima década. Outra instituição que alcançou grande destaque nesses últimos anos foi Inhotim. O centro de excelência em arte contemporânea aberto em 2006 pode ser considerado um dos grandes ganhos da década e é um exemplo muito bem-sucedido de formação e, sobretudo, exposição de acervo de arte contemporânea longe dos grandes centros e de maneira harmoniosamente integrada à natureza. Inhotim, no entanto, também foi alvo de escândalos envolvendo acusações de privilégio e má utilização dos fundos públicos.

Crise mundial. A crise, que causou estragos na economia mundial nos últimos anos, não parece ter afetado de forma significativa o setor. Se o circuito expositivo anda meio inseguro, a crítica de arte tornou-se algo praticamente inexistente e a produção se mantém sem grandes surpresas, o mercado parece que vai muito bem, obrigado. A cada dia surgem novas galerias no eixo Rio-São Paulo, a SP-Arte - feira consagrada à arte contemporânea - parece ter se consolidado com grande facilidade e um número significativo de artistas brasileiros tem conquistado espaço nacional e internacionalmente. O exemplo mais notável desse sucesso é o recorde obtido por Beatriz Milhazes em leilão realizado em 2008 pela casa Sotheby"s de Nova York, vendendo seu quadro O Mágico por US$ 1 milhão.

O ponto culminante desse processo de radical valorização da arte contemporânea foi protagonizado, no entanto, pelo inglês Damien Hirst que, no mesmo ano do recorde de Beatriz Milhazes, ofereceu em leilão na Sotheby"s de Londres boa parte de sua produção. O que muitos viram como um golpe de marketing arriscado acabou obtendo um sucesso impressionante: o artista, que nunca foi tão falado, arrecadou em poucos dias US$ 125 milhões!

A elevação dos preços e a ampliação do colecionismo pode estar na raiz de outro fenômeno bastante prejudicial que marcou a cena das artes visuais nessa década: as ações ousadas - e felizmente frustradas, pois as telas foram recuperadas posteriormente - de ladrões que entraram na Pinacoteca e no Masp, em 2007. Da mesma forma que a falta de estrutura de salvaguarda e proteção de acervos de grande importância para o patrimônio nacional acabou levando a acidentes trágicos, como o incêndio que atingiu a coleção de Hélio Oiticica e a destruição da cidade histórica de São Luiz do Paraitinga pelas chuvas (ambos em 2009).

www.estadao.com.br

Imagem: "O Mágico" (2001)- Acrílica sobre tela de Beatriz Milhazes.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

"Guerra e Paz" de Portinari Voltam ao Brasil para Exposição e Restauração


Os murais "Guerra e Paz", do pintor brasileiro Cândido Portinari, exibidos há mais de meio século na sede da ONU em Nova York, estão em exposição a partir desta quarta-feira no Rio de Janeiro, onde serão restaurados antes de serem devolvidos ao organismo internacional.

A obra, composta por 28 painéis de madeira de 2,2 metros de altura por 5 de comprimento, permanecerá no Brasil até 2013 graças a um acordo entre o Projeto Portinari, o Governo brasileiro e a ONU.

Os murais, considerados a "estreia" de Portinari (1903-1962) ficarão expostos até o próximo dia 30 de dezembro no Teatro Municipal carioca e em janeiro serão levados para o Palácio Gustavo Capanema, onde serão restaurados em uma oficina aberta que também poderá ser visitada pelo público até maio do próximo ano.

Quando o restauro for concluído, os murais serão exibidos em São Paulo e em outras cidades do Brasil e do mundo até 2013, quando serão devolvidos à ONU, segundo a Fundação Portinari.

Imagem: Tasso Marcelo/AE
Texto: Terra

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

"Grafias" no Espaço Cultural Banco da Amazônia


A exposição apresenta um quadro da gravura paraense a partir da obra de oito artistas que residem, trabalham ou nasceram em três localidades da regiao norte: Belém, Marabá e Santarém. Dessa forma, propõe-se um recorte e, como tal, não visa a totalidade; contudo, traz à luz aspectos poucos conhecidos de um segmento que, nos ultimos anos, conquistou um espaco definitivo no cenário contemporâneo. Não cabe aqui relatar acontecimentos, mas constatar o acento experimental e investigativo que imprime à esta modalidade de trabalho artistico um carater atual e diversificado. Tal evidência rebate a crítica ingênua bastante difundida nos ambientes especializados da cultura contemporanea de que a gravura se acomoda em procedimentos convencionalizados. Argumento tão pobre e destituído de interesse quanto aceitar que as novas mídias, por si só, legitimam uma obra artística, a despeito de seu conteúdo.

GRAFIAS confronta experiências estimuladas por uma geografia marcada pelo natural e impregnada de valores provenientes de culturas e hábitos próprios. Alexandre Sequeira, Ronaldo Moraes Rêgo, Elaine Arruda, Marcone Moreira, Egon Pacheco, Jocatos, Diô Viana e Antônio Botelho demarcam suas trajetórias em ambientes distintos, mas que tem como pano de fundo um território de intensa reserva criativa que surpreende por seus contrastes e dinâmica. Agrupa geracões cujas obras produzem, certamente, um efeito formativo em uma visualidade que podemos designar de ‘amazônica’.
Embora compartilhem um território amplo de referências identitárias ressaltam suas individualidades através da estratégia comum em operar com o lugar onde vivem e atuam, pautados em referências e modos peculiares de produção e circulação. Diálogo que parte de lugares singulares , porém conectados temporal e espacialmente.

Serviço:

Abertura dia 22.12 às 19 horas.
Visitação de 23.12 a 02.02.2011
Local: Espaço Cultural Banco da Amazônia
Av. Presidente Vargas, 800 - térreo.
Belém - Pará - Brasil

Texto: Armando Sobral
Imagem: Detalhe de uma obra de Elaine Arruda.