domingo, 26 de dezembro de 2010

O Mercado Vai Bem, Obrigado

Maria Hirszman

Qual seria a síntese possível da produção artística dos últimos dez anos? Como definir um período de intensa atividade e pouco resultado sedimentado? Evidentemente, ao longo de um período tão longo, muito se produziu, nomes de destaque surgiram, artistas já renomados se consagraram internacionalmente, centenas de exposições de grande qualidade foram realizadas no País, apesar da precariedade das nossas instituições e dos vícios do circuito. No entanto, de forma geral, trata-se de uma década que não deixou grandes marcas.


Em termos de produção, não se pode dizer que tenha se imposto uma vertente dominante de estilo, técnica ou linguagem que defina uma cara para os anos 2000. A impressão mais imediata é a de que a década que termina foi polivalente, mas também um tanto insossa. Marcada por um esforço de superação das fronteiras tradicionais internas e externas do campo das artes visuais, a produção do período parece ter sido pautada pelo peso crescente das mídias eletrônicas e digitais. Fotografia, vídeo, mas também a arte sonora, correspondem a parcela cada vez mais significativa das obras em exposição nas bienais, mostras coletivas e feiras, principais vitrines da área. Basta ver sua predominância na 29.ª Bienal de São Paulo, que acaba de fechar suas portas (leia nesta página). Isso não quer dizer, no entanto, que pintura, desenho, gravura sejam cartas fora do baralho. A observação das mostras de jovens, como as do Centro Cultural São Paulo, por exemplo, revela uma intensa e harmônica convivência entre as mais diferentes formas de expressão e abordagens.

Revival. Outro ponto que merece atenção é a existência de uma espécie de revival, de necessidade de reler - não apenas em termos históricos, mas também no embate criativo - momentos importantes da arte nacional. Como exemplo, pode-se citar o resgate da produção libertária da década de 70, com ênfase num retorno expressivo das ações performáticas e do registro fílmico das ações (na época via super-8, agora facilitado pelas câmeras digitais).

A importância crescente da curadoria, do cuidado com a museologia e a arquitetura das exposições - o que muitas vezes acabou por descambar numa desvirtuação do papel desses agentes e sua sobrevalorização em relação às próprias obras -, bem como uma evolução significativa nos padrões e na diversidade e qualidade das publicações da área também devem ser lembrados. Menos visível, mas também extremamente importante do ponto de vista de formação de público e de profissionais, é o crescente reconhecimento da arte-educação como parte essencial do trabalho de museus e instituições ligadas à arte.

Outro fenômeno significativo dos anos 2000 é uma importante internacionalização da produção e da reflexão sobre arte. É frequente a ida de artistas e curadores para o exterior, beneficiados por bolsas de estímulo e que acabam por permitir inserções menos institucionalizadas, bastante eficazes para suprir nossas objetivas carências internas.

Tais aspectos provocam, certamente, certo dinamismo. Mas são insuficientes para reverter a sensação de estagnação que parece ter marcado o circuito nos últimos anos da década e que é apontada por muitos como um sinal de crise no setor. Falta uma produção dinâmica, verbas para a realização de eventos de grande repercussão e instituições fortes capazes de bancar eventos de grande impacto. Mas essa quietude, que tem muito de marasmo, também pode ser considerada o indício de maior amadurecimento do circuito. Ou, pelo menos, do fim do ciclo das megaexposições.

Tais eventos histriônicos que nos chegavam empacotados da Europa permitiam que o público visse de perto Monet, Dalí e outras estrelas, mas o legado desse esquema não foi dos mais saudáveis, estando diretamente ligados a modelos bastante nefastos de gestão cultural como aqueles implantados por Júlio Neves no Masp e Edemar Cid Ferreira na Bienal e, posteriormente, na BrasilConnects.

Novas instituições, como a Fundação Iberê Camargo e a Fundação Vale do Rio Doce, somadas aos poucos museus que conseguiram atravessar os anos 2000 sem sobressaltos e com um trabalho de qualidade (a Pinacoteca é o grande exemplo) e o fortalecimento de outras - o MAC, que em breve deve inaugurar a sua nova sede, no prédio reformado do Detran -, podem permitir um início mais tranquilo e promissor para a próxima década. Outra instituição que alcançou grande destaque nesses últimos anos foi Inhotim. O centro de excelência em arte contemporânea aberto em 2006 pode ser considerado um dos grandes ganhos da década e é um exemplo muito bem-sucedido de formação e, sobretudo, exposição de acervo de arte contemporânea longe dos grandes centros e de maneira harmoniosamente integrada à natureza. Inhotim, no entanto, também foi alvo de escândalos envolvendo acusações de privilégio e má utilização dos fundos públicos.

Crise mundial. A crise, que causou estragos na economia mundial nos últimos anos, não parece ter afetado de forma significativa o setor. Se o circuito expositivo anda meio inseguro, a crítica de arte tornou-se algo praticamente inexistente e a produção se mantém sem grandes surpresas, o mercado parece que vai muito bem, obrigado. A cada dia surgem novas galerias no eixo Rio-São Paulo, a SP-Arte - feira consagrada à arte contemporânea - parece ter se consolidado com grande facilidade e um número significativo de artistas brasileiros tem conquistado espaço nacional e internacionalmente. O exemplo mais notável desse sucesso é o recorde obtido por Beatriz Milhazes em leilão realizado em 2008 pela casa Sotheby"s de Nova York, vendendo seu quadro O Mágico por US$ 1 milhão.

O ponto culminante desse processo de radical valorização da arte contemporânea foi protagonizado, no entanto, pelo inglês Damien Hirst que, no mesmo ano do recorde de Beatriz Milhazes, ofereceu em leilão na Sotheby"s de Londres boa parte de sua produção. O que muitos viram como um golpe de marketing arriscado acabou obtendo um sucesso impressionante: o artista, que nunca foi tão falado, arrecadou em poucos dias US$ 125 milhões!

A elevação dos preços e a ampliação do colecionismo pode estar na raiz de outro fenômeno bastante prejudicial que marcou a cena das artes visuais nessa década: as ações ousadas - e felizmente frustradas, pois as telas foram recuperadas posteriormente - de ladrões que entraram na Pinacoteca e no Masp, em 2007. Da mesma forma que a falta de estrutura de salvaguarda e proteção de acervos de grande importância para o patrimônio nacional acabou levando a acidentes trágicos, como o incêndio que atingiu a coleção de Hélio Oiticica e a destruição da cidade histórica de São Luiz do Paraitinga pelas chuvas (ambos em 2009).

www.estadao.com.br

Imagem: "O Mágico" (2001)- Acrílica sobre tela de Beatriz Milhazes.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

"Guerra e Paz" de Portinari Voltam ao Brasil para Exposição e Restauração


Os murais "Guerra e Paz", do pintor brasileiro Cândido Portinari, exibidos há mais de meio século na sede da ONU em Nova York, estão em exposição a partir desta quarta-feira no Rio de Janeiro, onde serão restaurados antes de serem devolvidos ao organismo internacional.

A obra, composta por 28 painéis de madeira de 2,2 metros de altura por 5 de comprimento, permanecerá no Brasil até 2013 graças a um acordo entre o Projeto Portinari, o Governo brasileiro e a ONU.

Os murais, considerados a "estreia" de Portinari (1903-1962) ficarão expostos até o próximo dia 30 de dezembro no Teatro Municipal carioca e em janeiro serão levados para o Palácio Gustavo Capanema, onde serão restaurados em uma oficina aberta que também poderá ser visitada pelo público até maio do próximo ano.

Quando o restauro for concluído, os murais serão exibidos em São Paulo e em outras cidades do Brasil e do mundo até 2013, quando serão devolvidos à ONU, segundo a Fundação Portinari.

Imagem: Tasso Marcelo/AE
Texto: Terra

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

"Grafias" no Espaço Cultural Banco da Amazônia


A exposição apresenta um quadro da gravura paraense a partir da obra de oito artistas que residem, trabalham ou nasceram em três localidades da regiao norte: Belém, Marabá e Santarém. Dessa forma, propõe-se um recorte e, como tal, não visa a totalidade; contudo, traz à luz aspectos poucos conhecidos de um segmento que, nos ultimos anos, conquistou um espaco definitivo no cenário contemporâneo. Não cabe aqui relatar acontecimentos, mas constatar o acento experimental e investigativo que imprime à esta modalidade de trabalho artistico um carater atual e diversificado. Tal evidência rebate a crítica ingênua bastante difundida nos ambientes especializados da cultura contemporanea de que a gravura se acomoda em procedimentos convencionalizados. Argumento tão pobre e destituído de interesse quanto aceitar que as novas mídias, por si só, legitimam uma obra artística, a despeito de seu conteúdo.

GRAFIAS confronta experiências estimuladas por uma geografia marcada pelo natural e impregnada de valores provenientes de culturas e hábitos próprios. Alexandre Sequeira, Ronaldo Moraes Rêgo, Elaine Arruda, Marcone Moreira, Egon Pacheco, Jocatos, Diô Viana e Antônio Botelho demarcam suas trajetórias em ambientes distintos, mas que tem como pano de fundo um território de intensa reserva criativa que surpreende por seus contrastes e dinâmica. Agrupa geracões cujas obras produzem, certamente, um efeito formativo em uma visualidade que podemos designar de ‘amazônica’.
Embora compartilhem um território amplo de referências identitárias ressaltam suas individualidades através da estratégia comum em operar com o lugar onde vivem e atuam, pautados em referências e modos peculiares de produção e circulação. Diálogo que parte de lugares singulares , porém conectados temporal e espacialmente.

Serviço:

Abertura dia 22.12 às 19 horas.
Visitação de 23.12 a 02.02.2011
Local: Espaço Cultural Banco da Amazônia
Av. Presidente Vargas, 800 - térreo.
Belém - Pará - Brasil

Texto: Armando Sobral
Imagem: Detalhe de uma obra de Elaine Arruda.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Arqueóloga Niéde Guidon Recebe Prêmios Internacionais.


Depois de mais de trinta anos de dedicação exclusiva às pesquisas e ao desenvolvimento sócio-econômico-cultural da região do Parque Nacional Serra da Capivara, Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, a arqueóloga paulista Niéde Guidon, que decidiu adotar o Piauí como sua casa, acaba de retornar da Europa e da África do Sul onde foi receber dois importantes prêmios pelo seu trabalho.

Na gigantesca cidade de Joanesburgo, capital da África do Sul, Niéde Guidon recebeu das mãos do diretor da Unesco, Francesco Bandarin a medalha comemorativa pelo aniversário dos 60 anos da instituição devido ao seu trabalho de divulgação e preservação do patrimônio cultural representado pela arte rupestre brasileira, em especial da Serra da Capivara.

Mais informações:www.portalaz.com.br

Imagem: Mulheres Pela Paz
Texto: Portal az

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Livro Traça a História dos Fanzines


Fanzines: the D.I.Y. Revolution mostra a importância histórica dos zines como manifestação popular e cultural.

Por mais de 50 anos o fanzine foi uma importante forma de expressão coletiva e individual da sociedade, em um movimento que hoje pode ser comparado ao que acontece com os blogs.

Na maior parte das vezes feitas à mão, estas publicações originaram outras tantas famosas nos dias de hoje, mas por muito tempo estiveram fadadas a sobreviver apenas no mundo underground.

Agora os fanzines ganharam as vitrines com o lançamento do livro "Fanzines: the D.I.Y. Revolution", lançado pela editora Paperback. Com temas que vão do punk à politica, as páginas traçam a história revolucionária desta forma de arte, desde a década de 70 até os dias de hoje.

Texto/imagem: Maria Beatriz Gonçalves

sábado, 11 de dezembro de 2010

Joseph Beuys no MAM da Bahia


Joseph Beuys – A Revolução Somos Nós é a maior retrospectiva já realizada no Brasil de uma obra que ajudou a moldar – e segue ampliando – nosso conceito de arte. A escolha do maior artista alemão do século 20 como centro da exposição, que leva 250 obras ao SESC Pompeia (São Paulo) e ao Museu de Arte Moderna da Bahia (Salvador), não é de forma alguma fortuita.

No contexto das discussões propostas pela 29ª Bienal de São Paulo sobre a relação arte/política, o pensamento que os múltiplos, cartazes e vídeos de Beuys difundem é uma referência que não se torna menos instigante conforme o tempo passa.

Um dos pontos de onde parte toda a concepção contemporânea de arte, a obra de Joseph Beuys ilumina, em momento oportuno, o profundo compromisso social do artista. Mais: ao criar ações, esculturas, instalações, desenhos, objetos, aquarelas, debates, quadros-negros, múltiplos, cartazes, manifestos, cartões-postais, partidos políticos, canções de protesto, grupos de discussão – além de sua própria e inequívoca figura –, Joseph Beuys nos mostrou que os fins justificam estratégias múltiplas.

Site da Exposição: www.beuys.com.br

Imagem: Cartaz da Exposição - SESC/SP
Texto: Fragmentos de "Estratégias Multiplicadas" de Danilo Miranda e Solange Farkas

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

"Celina..." de Marcílio Costa no IAP


No dia 11 de dezembro, às 18h, no Instituto de Artes do Pará (IAP), a poesia será o centro de um acontecimento voltado à sua celebração. O lançamento do livro “celina...”, do poeta e artista plástico Marcílio Costa.
“celina...” recebeu o prêmio da Academia Paraense de Letras (categoria: poesia). O livro chamou a atenção de grandes nomes da literatura brasileira, dentre eles: Paulo Henriques Britto (poeta e tradutor de Elisabeth Bishop e vencedor do Prêmio Portugal Telecom), Antônio Moura (poeta, tradutor de jean-Joseph Rabearivelo e vencedor do prêmio John Dryden, Londres - Inglaterra, João de Jesus Paes Loureiro (poeta que recebeu o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA), Vicente Franz Cecim ( escritor e vencedor do Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA) e Amarlís Tupiassu (crítica literária, professora da UFPA e UNAMA).
Marcílio Costa é um dos mais expressivos nomes da atual poesia feita em nossa região. Seus poemas já foram publicados em várias antologias e revistas de poesia por todo o Brasil. Em 2009 o poeta foi comtemplado com a Bolsa FUNARTE de Criação literária, o mais importante e concorrido prêmio para a criação no território nacional, pelo projeto da obra poética “Todas as Ruas”. Recentemente ganhou o Prêmio Dalcídio Jurandir de Literatura – 2010(categoria: poesia) pelo livro “depois da sede” e Menção Honrosa na última edição do Prêmio Escriba de Poesia (Piracicaba - SP).
Como artista visual, Marcílio deixa sua marca como poeta nos trabalhos que realiza ou participa. É o caso do curta de animação “Muragens: crônicas de um muro” de 2008, em que Marcílio co-dirigiu e escreveu o roteiro final. Dirigido por Andrei Miralha, o filme foi o primeiro curta de animação paraense selecionado para a mostra competitiva do ANIMA MUNDI e já correu o mundo sendo, também, selecionado para festivais como o ANIMASIVO no México e o MONSTRA em Portugal.

A POESIA, eis o cerne, o centro nervoso que Marcílio Costa procura tocar e em seguida captar, capturar, por meio do exercício e do trabalho com a palavra e a linguagem, para abordar o campo em que tudo isso se dá e se realiza, a vida (tanto como perda ou celebração).

Imagem: Editora Paka-Tatu
Texto: Andreev Veiga

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Arte Urbana Estampada nas Ruas de Curitiba


É possível estar caminhando bem distraído pela Travessa da Lapa ou dirigir em meio ao engarrafamento contínuo da Rua Mariano Torres e jurar por alguns segundos que a rua não oferece outra coisa senão servir de passagem ao destino final. Mas basta descansar a mente para perceber algo que foge ao comportamento automático e abre outro olhar, mais atento, sobre a cidade. Inquietações e inconformismos estampados em graffitis, lambe-lambes e stencils fazem de muros e paredes suporte para uma arte urbana que converte a cidade em um museu a céu aberto.

É quase infinita a diversidade de imagens e mensagens que cobrem paredes, muros e o que mais possa abarcar um bocado de tinta. Uma frase em especial, estampada em um lambe-lambe, chamou a atenção da historiadora social Elisabeth Serafhim Prosser quando ela andava por uma rua do bairro São Francisco, em 2004: "É proibido calar catarses". "Essa é a essência da arte de rua. O que eles fazem é não calar tudo o que pensam e sentem", reflete.

Esse momento fez surgir a vontade de conhecer melhor o trabalho dos grafiteiros - ou artistas de rua. Seis anos de pesquisa se solidificaram no mais completo livro já escrito sobre a arte de rua da cidade: Graffiti Curitiba, lançado na última semana.

Depois de varar os domingos percorrendo os bairros aleatoriamente, Beth conversou com muitos artistas e conseguiu registrar 500 fotografias de muros, paredes, monumentos e prédios com intervenções de arte urbana. Posteriormente, as imagens foram classificadas em categorias, sendo os temas mais recorrentes o ambiente urbano e natural, e também protestos sobre política e sociabilidade.

Mais Informações:www.parana-online.com.br

Foto: Daniel Caron
Texto: Paula Melech

sábado, 4 de dezembro de 2010

A Arte Expressa em Dólares


Estudo dos americanos Katy Siegel e Paul Mattick demonstra como a ascensão econômica dos países emergentes está mudando a criação contemporânea, hoje refém de colecionadores, curadores e museus

A última grande fronteira entre os ateliês e os bancos foi derrubada por dois críticos e professores norte-americanos que, definitivamente, não dividem a crença renascentista de que os artistas trabalham por amor à profissão - e não por motivos econômicos. Claro que o pop Andy Warhol já havia provado, nos anos 1960, que o poder do dinheiro fascina, particularmente artistas em busca de reconhecimento público imediato. Antes dele, Picasso disse que queria viver como um pobre, desde que tivesse à disposição uma boa soma de dinheiro no banco. Assim, conscientes de que a principal questão no século 21 é mesmo a econômica, a crítica e professora Katy Siegel e o filósofo Paul Mattick resolveram violar o último tabu do mundo monetarista de Picasso e Warhol, escrevendo Arte & Dinheiro, que a Editora Zahar colocou esta semana nas livrarias.

Texto completo: O Estado de São Paulo

Imagem: Editora Zahar
Texto: Antonio Gonçalves Filho

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

LabCom Móvel Promove Oficina de Mídias Criativas no Museu Paraense Emílio Goeldi


O LabCom Móvel – Estudos e Práticas de Comunicação Pública da Ciência na Amazônia – SCS/MPEG junto com a Escola de Biodiversidade da Amazônia (EBIO)/ INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia, e o Núcleo de Estudos em Educação Científica e Ambiental e Práticas Sociais – NECAPS/ Universidade do Estado do Pará - UEPA promovem a oficina: “Mídias Participativas Aplicadas a Educação”, que será ministrada por Nacho Duran, artista espanhol especializado em multimídia e Artur de Leos, fotógrafo e articulador de mídias sociais, Tecnólogo em designer de multimídia e criador do primeiro videoblog feito na América do Sul (São Paulo, Brasil) desde junho de 2003, Duran é referência quando o assunto é mídias criativas.

O evento será realizado no auditório do Parque Zoobotânico (PZB) do Museu Goeldi nos dias 1, 2 e 3 de dezembro e é direcionado para educadores. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas no Necaps/UEPA, pelo telefone 4009-9537 ou pelos emails: gt.formação@yahoo.com.br; gt.formação@gmail.com.

A Oficina de Mídias Criativas é a segunda oficina promovida pelo LabCom Móvel. No período de 29 de março a 01 de abril de 2010, ocorreu a “Oficina de Video de Bolso”, também ministrada por Nacho. O evento contou com a presença de estudantes, professores e pesquisadores da comunicação atuantes no Museu Goeldi e na Universidade Federal do Pará. O projeto LabCom Móvel, financiado pelo CNPq, visa utilizar as mídias locativas como meio de divulgação da ciência, trabalhando em parceria com diversas instituições de pesquisa do Estado.

Imagem: MPEG - Prédio da Rocinha
Texto: Ellyson Ramos

sábado, 27 de novembro de 2010

Arte Pré-Histórica do Brasil


Arte pré-histórica do Brasil apresenta exemplos das várias manifestações da arte pré-histórica no Brasil: grafismos rupestres, esculturas em pedra, modelagens e pinturas em cerâmica, etc. Ao longo dos milênios e em cada região, novos estilos surgiram, enquanto diversas tradições culturais influenciavam-se mutuamente. A complexidade do passado pré-cabralino do país expressa-se através das obras produzidas pelos seus artesãos e artistas há tempo esquecidos pela história do Brasil.

“As páginas de Artes Pré-Históricas do Brasil podem ser lidas como inspiração a uma arqueologia da estética. André Prous mostra que as manifestações artísticas dos indígenas pré-históricos envolviam diferentes suportes e que até a observação de instrumentos utilitários de pedra, como pontas de flecha e lâminas de machado, pode nos levar a refletir sobre o deleite estético na produção material cotidiana. As ‘obras de arte’ da pré-história são aqui representadas pelas pinturas e gravuras rupestres, pelos instrumentos e esculturas em pedra e osso e pelos vasilhames, adornos e esculturas cerâmicos. Têm-se, assim, uma panorâmica das manifestações estéticas de maior destaque para cada época e região brasileira há milhares de anos atrás, acompanhadas por elementos de outros aspectos das sociedades que as produziram, como seu mundo mágico-religioso, organização social e economia. Informações e comparações possíveis com a cultura material de grupos indígenas vivos ou descritos pelos cronistas e viajantes históricos e com a iconografia cristã permeiam várias partes do texto. Estas informações ajudam a entender mais facilmente a lógica das classificações arqueológicas e a dar calor e movimento ao cenário de diversidade e riqueza artística que a arqueologia possibilita elaborar para a pré-história brasileira.” Loredana Ribeiro (pesquisadora do Setor de Arqueologia do MHN-JB/UFMG)

Autor: André Prous
Brochura, 128 páginas
ISBN: 978-85-7654-033-5
Arte pré-histórica do Brasil
Data de publicação: 2007


Fonte: C/Arte

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A Fotografia em Destaque


De 25 a 28 de novembro, no Palácio da Cultura em Natal, acontece a 1ª Semana Potiguar de Fotografia. O evento pretende fomentar a difusão do conhecimento fotográfico, reunindo em sua programação: workshops, leituras de portfólio, mediatecas, bazares, exposições, palestras e projeções.

A 1ª Semana Potiguar de Fotografia contará com a presença de quatro grandes nomes envolvidos com o universo fotográfico: Rosely Nakagawa, Ricardo Junqueira, Araquém Alcântara e Jean Lopes. Eles ministrarão workshops abertos ao público.

“Edição de Imagem e Projeto”, será o tema central da oficina oferecida por Rosely Nakagawa. A partir do portfólio dos autores, a curadora fará uma análise do material, explorando o trabalho de edição e dando dicas sobre como elaborar um projeto no espaço expositivo.

O fotógrafo Ricardo Junqueira promoverá um debate acerca dos diferentes usos da fotografia e sobre seu papel como um meio de expressão, enfatizando seu lugar na arte contemporânea. Junqueira também incentivará reflexões fotográficas a partir da observação de trabalhos já editados.

Durante a semana, Araquém Alcântara propõe uma viagem para São Miguel do Gostoso, como forma de estimular a visão criativa no campo da fotografia de natureza, fazendo depois uma análise dos materiais produzidos.

Imagem: Artexplorer
Texto: Tribuna do Norte

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Exposição Inédita de Arte pelo Telefone Celular.


A agência gaúcha de marketing via celular Queen Mob lançou mão de muita criatividade para criar a primeira exposição de arte em uma plataforma móvel. A ação ganhou repercussão internacional na semana passada, quando a empresa sagrou-se uma das vencedoras do 6th Annual MMA Global Awards, considerado o Oscar do mobile marketing no mundo. A cerimônia aconteceu em Los Angeles (EUA) e o case, chamado Follow The Queen, foi eleito o melhor da América Latina na categoria Cross Media Integration, que envolve integração de mídias.

Acostumada a trabalhar com artistas plásticos para a criação do design das telas de celular, a empresa decidiu criar uma exposição inédita para os usuários do iPhone. Dez artistas foram convidados e criaram telas nas dimensões do aparelho móvel.

Mais informações: Site do JCRS

hotsite do projeto: www.followthequeen.cc.



Imagem: Mobile Advertising Brasil
Texto: Patricia Knebel

sábado, 20 de novembro de 2010

UFPA Faz Habilitação para Cursos de Arte

A Universidade Federal do Pará (UFPA) faz, no próximo domingo (21), o Exame de Habilidades do Processo Seletivo 2011, para os 770 candidatos aos cursos de licenciatura e bacharelado em Artes Visuais, e licenciaturas em Dança, em Música e em Teatro. Eles concorrem a 110 vagas, no total.

O Exame de Habilidades é feito, todos os anos, como parte do processo seletivo aos cursos de artes, além das provas comuns aos candidatos a todos os cursos. A prova valerá 10 pontos e será considerado habilitado aquele que obtiver aproveitamento mínimo de 30% na avaliação.

As provas serão examinadas por professores de cada faculdade. Os resultados serão divulgados no site do Centro de Processos Seletivos da UFPA (www.ceps.ufpa.br), no dia 27 de novembro.

Segundo o coordenador Pedagógico do CEPS, professor Arquimimo Almeida, cerca de quarenta pessoas, entre funcionários e professores, serão deslocadas para a aplicação dos Exames.

A orientação é para que os estudantes cheguem com pelo menos uma hora de antecedência aos locais de prova, munidos do comprovante de pagamento da taxa de matrícula e de um documento de identidade oficial, com foto. Não serão aceitas cópias, mesmo que autenticadas. No caso de extravio de documento, o candidato deve apresentar boletim de ocorrência.

SEM ADIAMENTOS

A UFPA continua a informar, em seu site, que o cronograma do Processo Seletivo 2011 da UFPA não sofreu alterações em virtude das polêmicas envolvendo o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), usado como parte da avaliação para novos alunos da instituição. Todas as datas e etapas do calendário estão mantidas. Com informações da assessoria da UFPA. (Diário do Pará)

Texto: Diário do Pará

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Semana da Consciência Negra: Florianópolis Promove Diálogos com Comunidade


Dia de Zumbi dos Palmares contará com caminhada, debates e apresentações culturais

Para promover a igualdade social, Florianópolis é cenário da Semana da Consciência Negra até o dia 24. Com o tema Diálogos com a Comunidade, o evento contará com palestras e debates, oficinas de arte, mostra de vídeos, apresentações artísticas, exposição das atividades desenvolvidas por projetos sociais, em diferentes pontos da Capital.

Outras informações em:www.coppir.blog.br

Imagem e texto: diario.com.br

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Exposição: A Presença do Invisível


Vida cotidiana e ritual entre os Povos Indígenas do Oiapoque.

O Museu do Índio, instituição pública detentora de um rico acervo sobre as sociedades indígenas contemporâneas, realiza exposição em seu prédio sede na rua das Palmeiras, no bairro de Botafogo, Estado do Rio de Janeiro. A exposição intitulada “A Presença do Invisível” oferece aos visitantes, presenciais ou virtuais, “uma visão ampla e articulada do universo indígena, capaz de dar vida e sentido às manifestações cotidianas e rituais dos Povos Indígenas do Oiapoque.”

Site da Exposição "A Presença do Invisível"





Visitação

A Presença do Invisível
de terça a sexta das 9h às 17h30
sábados, domingos e feriados das 13h às 17h

Museu do Índio
Rua das Palmeiras, 55 - botafogo,
Rio de Janeiro, RJ - Brasil
CEP 22270-070
Tel/fax: (21) 2286-8899 - r. 230

Imagem: Museu do Índio
Texto: Arte: Pesquisa e Ensino

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Web Arte e Cartografias Digitais


O fenômeno da cibercultura, marca do mundo contemporâneo, caracteriza-se pelas relações socioculturais estabelecidas com o uso das tecnologias de base microeletrônicas desenvolvidas a partir dos anos 70. A origem do termo cibercultura advém de cibernética, estando ligada a um modelo conceitual baseado na ideia de conduzir, guiar ou pilotar comunicações, e sua utilização original foi para fins militares. Ciberespaço é o termo normalmente utilizado para se referir a um espaço de comunicações, utilizando a internet, que é um conglomerado de redes interligadas pelo protocolo IP, a world wide web (www). Uma rede remota internacional, que proporciona a transferência de arquivos e dados para milhares de pessoas ao redor do mundo, via computadores, mais popularmente designada como rede web.

O desenvolvimento internacional dessa rede, com sua utilização generalizada a partir da segunda metade dos anos 90, oferece aos usuários formas individualizadas de percorrer os inúmeros caminhos colocados a sua disposição, buscando encontrar os objetos de seu interesse e se conectar com seu grupo ou tribo. A arte, ao instalar-se nesse amplo e difuso conjunto de vias de informação, cria seus lugares particulares, com suas específicas relações de pertencimento. Entretanto, nem todo trabalho de arte que se encontra na internet pode ser chamados de web arte. Estes se caracterizam por serem criados especificamente com os recursos da própria rede, por existirem total e unicamente on-line e por serem realizados a partir de programas específicos de composição de páginas da internet. Um aspecto fundamental é que se trata de uma produção multimídia, que combina mídias estáticas (texto, gráficos, fotografias) com mídias dinâmicas (animação, áudio, vídeo).

Mais informações em:www.comciencia.br

Imagem: Projeto "Map" de Aran Bartholl.
Texto: Maria Amélia Bulhões

terça-feira, 9 de novembro de 2010

II Ciclo Internacional de Diálogos de Antropologia e Imagem.


Começa hoje, às 9h, no Centro Dragão do Mar a segunda edição do Ciclo Internacional de Diálogos de Antropologia e Imagem. Com o tema Antropologia, imagens e artes, o evento, que segue até a próxima sexta-feira, reúne pesquisadores, professores e estudantes para discutir a importância e as inserções da imagem na sociedade, seja na publicidade, na arquitetura ou nas artes.

SERVIÇO

II CICLO INTERNACIONAL DE DIÁLOGOS DE ANTROPOLOGIA E IMAGEM

Período: de 9 a 12 de novembro

Local: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema- Fortaleza, Ceará, Brasil.).

Outras informações e Inscrições pelo site: www.lai.ufc.br

Imagem:O Povo
Texto: Marcos Sampaio

terça-feira, 2 de novembro de 2010

“Monografias de Bolso” Disponíveis Para Download


Quatro artistas brasileiros sob o enfoque de quatro críticos e curadores emergentes. Este é o cerne do projeto de publicação Monografias de Bolso, lançado pelo Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Carlos Zilio ganhou texto de Felipe Escovino, Guilherme Bueno fez o livro de Hermelindo Fiaminghi, Marcelo Campos se debruçou sobre a obra de Emmanuel Nassar e a trajetória de Wanda Pimentel ficou a cargo de Daniela Labra. As Monografias editadas agora já estão disponíveis para download no site do Museu.

Todos os artistas retratados pelo projeto têm um número significativo de obras no acervo do MAC, representado pelas coleções João Sattamini e MAC – Niterói. O objetivo do Museu com a publicação destas Monografias é apoiar estudos sobre artistas que ainda não contam com uma bibliografia proporcional à sua importância. A escolha dos responsáveis pela organização dos livros também é criteriosa: ao convidar críticos emergentes, o Museu pretende fomentar a consolidação de novos pensadores de arte brasileira.

A iniciativa de publicação das Monografias de Bolso começou em 2000 e já originou livros sobre Antonio Dias, Rubens Gerchman, Ione Saldanha, Aluisio Carvão, Flavio Shiro,Paulo Roberto Leal e Jorge Duarte. Os títulos lançados contam com o patrocínio do Conexão Artes Visuais e seguem o formato dos que foram editados anteriormente: texto introdutório inédito e compilação de escritos, intercalados com imagens das obras.

As Monografias de Bolso são bilíngües, contando com textos inglês e português. Além disso, são coloridas e têm formato de 18 cm x 12 cm. Elas serão impressas em cotas de 1000 exemplares cada, a serem distribuídos em instituições culturais e educacionais de todo o país. Mas, se você quer ter acesso ao conteúdo agora, não esqueça que os livros podem ser baixados no site do MAC Niterói.

Site MAC Niterói.

Texto e imagem: Conexão Artes Visuais

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Arte Indígena no Brasil


O quarto volume da série Historiando a Arte Brasileira, assinado pela etnóloga Els Lagrou, apresenta ao leitor um rico exame das concepções ameríndias sobre arte, mostrando como nesses universos a categoria está associada não exatamente à contemplação estética, mas à produção de corpos e pessoas. Tal enquadramento nos aproxima do pensamento ameríndio, descentrando o olhar ocidental, mas ao mesmo tempo suscita, em razão da complexidade etnográfica e sutileza analítica, assim como pela riqueza das imagens que acompanham o texto, a seguinte questão: ao serem reapropriados em outros contextos socioculturais e institucionais, objetos e imagens não podem também servir a propósitos de contemplação estética? Trata-se de um belo texto, que nos faz percorrer, sob o permanente risco de sermos seduzidos, esse fascinante e poderoso universo da arte indígena amazônica.








Imagem e texto: C/Arte

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Manaus Bem na Foto 2010


Encerrara neste domingo, 24, o MBF – Festival de Fotografia. Com nove dias de intensas atividades relacionadas a esta arte, o festival já se tornou a grande referência para a fotografia nortista. Segundo Miguel Chikaoka, fotógrafo paraense que esteve no MBF representando a Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil, “Este Festival é um feito histórico, nunca houve um encontro na região com fotógrafos de todos os Estados do norte para discutir diretrizes relacionadas a promoção da fotografia”, afirma.

Durante o evento foi criada a REDE AMAZÔNIA DE FOTOGRAFIA, com a presença dos fotógrafos Miguel Chikaoka e Alexandre Sequeira, do Pará, Chico Terra, do Amapá; Talita Oliveira, do Acre; Marcelo Seixas e Wank Carmo, de Roraima; Fabiano Tertuliano, de Rondônia além de fotógrafos amazonenses como Alberto Cesar Araujo e Carlos Navarro. Foram dois dias de discussão sobre temas que envolvem a produção cultural da fotografia na Amazônia, articulados pelos fotógrafos Alexandre Fonseca, do Amazonas e Miguel Chikaoka, do Pará, membros da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil – RPCFB.

A programação do MBF contou ainda com mais de dez exposições, de fotógrafos como Jimmy Christian, Fernanda Preto, Carlos Navarro, Michell Mello, Ione Moreno, Jacques Grisson, Ruth Jucá, Adalmir Chíxaro e Abrahim Baze, além da exposição coletiva do grupo “a escrita da luz”, além do workshop com Clício Barroso, promovido pela Fazz.art.

O ponto alto do Festival aconteceu durante os Photovivências de Miguel Chikaoka e Alexandre Sequeira, este último, com uma apresentação que emocionou a todos e que já é considerado o ponto máximo do MBF. “...Os photovivências de Chikaoka e Sequeira, mostraram o que a fotografia é capaz de fazer quando é vista de forma mais humana. O que eles conseguiram foi de uma emoção única, uma fotografia sensível, de sentimentos, de amor. O MBF já disse para o que veio e estou muito feliz com a resultado...” Comenta Alexandre Fonseca, coordenador do MBF.

Imagem: A Escrita da Luz
Texto:Alexandre Fonseca

sábado, 23 de outubro de 2010

O Que é a Arte Urbana Contemporânea?



O projeto Margem é uma realização do Itaú Cultural, com o objetivo de trabalhar temas decisivos como urbanismo, meio ambiente e marginalização social. O meio usado para discutir esses temas é a arte urbana, arte pública, arte que estuda um contexto e interrompe o cotidiano. O curador do projeto, Guilherme Wisnik, fala sobre esse gênero artístico, sobre o que é site specific e suas diferenças em relação às esculturas que vemos em todo lugar.

www.itaucultural.org.br

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Exposição da Artista Tomie Ohtake Acontece no Mamam


A exposição traz uma retrospectiva da carreira da artista desde 1968 até 2008; são 97trabalhos, entre gravuras, esculturas e pinturas

O trabalho da renomada artista plástica japonesa, naturalizada brasileira, Tomie Ohtake, está em exposição no Recife. A mostra, aberta na última terça-feira (19), no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam), traz uma retrospectiva da carreira da artista desde 1968 até 2008. São 97 trabalhos. Entre gravuras, esculturas e pinturas.

A exposição segue até o dia 5 de dezembro e o horário de visitação é das 9h às 19h. A entrada é de graça. As visitas orientadas com atividades podem ser agendadas pelo telefone 3355.6870. O Mamam fica na rua da Aurora, 265, bairro da Boa Vista.


Imagem:Visibilidade(s)
Texto: 360graus.com

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

DIA DOS PROFESSORES COM ENTREVISTA NO ARTEDUCAÇÃO ONLINE.

O site Arteducação Online de São Paulo publicou, no dia dos professores, uma entrevista com Ednaldo Britto. Questões referentes à produção e ao ensino de Artes Visuais na educação escolar foram os pontos principais abordados.

Para ler o conteúdo da entrevista acesse:

http://arteducaoonline.blogspot.com/2010/10/entrevistas-com-arteeducadores-2.html

terça-feira, 12 de outubro de 2010

ESTAMPA 2010 - INTERCÂMBIO CULTURAL BOLÍVIA-BRASIL


Estampa 2010 - Intercâmbio Cultural Bolívia - Brasil é o título da mostra de gravuras do grupo Olho Latino com artistas bolivianos, que acontece de 11 a 24 de outubro, na Sala de Exposição da Faculdade de Arquitetura da Universidad Mayor de San Andrés (UMSA), em La Paz, Bolívia. O início desse intercâmbio aconteceu há 18 anos, na ocasião da primeira mostra de gravura latino-americana realizada, pelo Centro de Promoción del Arte y la Cultura – CPAC – na Casa de Cultura de La Paz. Na época, a mostra contou com parte da coleção pessoal de gravuras de Paulo Cheida Sans.




Serviço:
Exposição: Estampa 2010 – Bolívia - Brasil.
Período da mostra: 11 a 24 de outubro de 2010.
Local: Sala de Exposicão da Faculdade de Arquitetura (ex asilo San Ramón) da Universidad Mayor de San Andrés (UMSA) - La Paz - Bolívia.
Endereço: Faculdade de Arquitetura – UMSA - Av. Villazón, 1995 - Monoblock Central - La Paz, Bolívia
Realização: Museu Olho Latino e Colectivo de Grabado Boliviano

Imagem: Alejandro Salazar
Texto: Planeta Universitário

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

AMAZÔNIA, A ARTE


Palácio das Artes exibe a visualidade da região amazônica em mostra que reunirá obras de 32 artistas contemporâneos

A pluraridade da Amazônia no contexto da arte brasileira poderá ser conferida a partir de 14 de outubro nas galerias Maristela Tristão, Genesco Murta e Arlinda Corrêa Lima, no Palácio das Artes, Belo Horizonte, quando será inaugurada a exposição Amazônia, A Arte. Idealizada por Paulo Herkenhoff, com curadoria de Orlando Maneschy, a mostra já foi exibida no Museu Vale – ES, e chega a Belo Horizonte completa, com pinturas, fotografias, objetos, vídeos e instalações, reunindo a produção de 32 artistas dos Estados do Amazonas, Acre, Amapá, Roraima, Pará, Rondônia e Maranhão, além de Claudia Andujar, Cildo Meireles e Katie van Scherpenberg, convidados especialmente para participar da exposição.

No dia da abertura, às 18h, haverá uma mesa-redonda com Paulo Herkenhoff, Orlando Maneschy e os artistas Emmanuel Nassar, Éder Oliveira, Melissa Barbery e Alexandre Sequeira no Teatro João Ceschiatti. A produção de Amazônia, A Arte é de Maria Clara Rodrigues, da Imago Escritório de Arte. A exposição fica aberta para visitação até 23de dezembro, e a entrada é franca.

Imagem: Obra de Alexandre Sequeira
Texto:Fator Brasil

Link da revista Fator Brasil

domingo, 3 de outubro de 2010

Exposição de Obras de Aleijadinho no MAS


O Museu de Arte Sacra de São Paulo apresenta a exposição “Aleijadinho: Arte e fé Brasileira – Ofício Divino”. Estarão expostas esculturas que marcaram as cinco fases da produção artística do mestre do barroco brasileiro Antonio Francisco Lisboa a partir de 16 de outubro, no Museu de Arte Sacra de São Paulo. As 51 peças pertencem à coleção de Renato Whitaker e têm atribuição de autoria assinada por conceituados estudiosos da obra do artista. De acordo com o curador Marcelo Coimbra, é possível identificar nas esculturas, que representam, na maioria, santos e símbolos da fé católica, os sinais característicos de cada período da produção de Aleijadinho.
Nesse sentido, a exposição é pioneira. “O público ainda não tev

e a oportunidade de ver reunido um acervo tão representativo da evolução artística do mestre”, explicou o curador. Dez obras são inéditas, com destaque para um São Francisco de Assis, uma rara miniatura em madeira policromada, medindo apenas 6 cm, e uma Sant’Anna Mestra de 28 cm, muito parecida com a imagem exposta no Museu do Ouro, de Sabará (MG), uma das mais apreciadas esculturas de Aleijadinho.

Réplicas em resina de quatro peças ficarão expostas em local de acesso fácil para serem tocadas por pessoas portadoras de deficiência visual. É uma forma, de revelar outra face do mestre que, superando as conhecidas limitações físicas, entregou-se ao ofício da arte até o final da vida. A exposição vai até o dia 16 de janeiro.

SERVIÇO:

Exposição: Aleijadinho; Arte e Fé Brasileira – Ofício Divino

Abertura: Dia 15 de Outubro de 2010, às 19 horas para convidados, dia 16 de outubro de 2010 às 11 horas para o público

Período ao público: 16 de outubro a 16 janeiro

Local: Museu de Arte Sacra , Av. Tiradentes, 676

Tel.:11-3326-3336/3326-5393

Texto e Imagem: MAS

Link do MAS/SP

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

20º GONGRESSO DA CONFAEB


Olá a tod@s

Andei pisando pelas ruas do passado
Criando calo no meu pé caminhador
Dançando um xote tropecei com a harmonia
Da melodia de pisa na fulo
Andei passando como a chuva como o vento
Como todo o sentimento que enfim me calejou
Terei futuro mergulhado no presente
Como cabelo no pente
Que penteia meu amor


Como nos versos de Alceu Valença andamos pisando pelas ruas do passado construindo presentes e futuros da arte/educação no Brasil. Em 2010 chegamos ao vigésimo congresso da Federação dos Arte Educadores do Brasil e temos a honra de sediar o evento em Goiânia, que já recebeu o Confaeb em 2003 na Faculdade de Artes Visuais da UFG. Queremos neste evento não só comemorar, mas também refletir sobre essa trajetória de vinte anos sobre as lutas, conquistas, desilusões, batalhas, representações identitárias, políticas, enfim, uma trajetória que tem a ver, as associações, crescimento e expansão e diversificação do campo de trabalho, políticas de formação de professores, diversificação e interritorialidade das áreas ou das linguagens da arte, reflexões sobre a própria concepção do que seja arte, o papel das tecnologias de informação e comunicação. Enfim, nossa agenda é cheia na contemporaneidade. O tema “Confaeb 20 anos: Indivíduos, coletivos, comunidades e redes” tem esse caráter. Para homenagear essa trajetória e seus caminhantes convidamos a artista plástica Regina Vater para montar o trabalho “Comigo ninguém pode” uma instalação que homenageia o povo brasileiro estendo essa homenagem aos arte/educador@s brasileir@s. Regina também fará a abertura do nosso evento numa mesa mediada pela professora Ana Mae Barbosa. A realização do Confaeb20anos é um esforço conjunto de parcerias da Faculdade de Artes Visuais da UFG, Federação dos Arte Educadores do Brasil – FAEB e Ciranda da Arte – Centro de Estudo e Pesquisa para professores da rede estadual que realiza o seu VII SEMINÁRIO DO ENSINO DE ARTE DA SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE GOIÁS. Temos o apoio da Escola de Música e Artes Cênicas-EMAC e da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UFG. A base operacional deste evento é da equipe do curso de Licenciatura em Artes Visuais na modalidade a distância da FAV/UFG sinalizando estes novos tempos em termos de formação de professores, tema este que será discutido nas mesas do evento. Esperamos reunir em Goiânia professores e estudantes das mais diversas áreas de todo o Brasil e quiçá, da América Latina e países de falantes da Língua Portuguesa para juntos discutirmos traços e desdobramentos da história do ensino de arte no Brasil nas áreas de Artes visuais/Musica/Dança/Teatro/Tecnologia/Design. Novembro nos espera!!!

Profa. Lêda Guimarães

Link do CONFAEB

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

V FORUM DE PESQUISA EM ARTES


Pro-vocações – trans-formações – re-voltas

Belém, 01 a 03 de dezembro de 2010

O V Fórum Bienal de Pesquisa em Arte é um espaço institucionalizado de debates e de socialização de pesquisas nas diversas linguagens artísticas realizadas por profissionais da Universidade Federal do Pará e de outras IES, assim como por aqueles vinculados a instituições de Ensino Básico e Profissional.
O evento visa, por meio de discussões, reflexões, comunicações e performances, repassar à comunidade e, em especial, à classe artística, os resultados das pesquisas desenvolvidas intra e extra academia, estabelecendo um diálogo que permita maior inserção da universidade na sociedade.
O Fórum possibilita aos participantes e a comunidade vivenciarem experiências pedagógicas, estéticas, críticas, formacionais e éticas no domínio da arte, desde a sua implantação, no ano de 2002.

DATAS E PRAZOS IMPORTANTES
1. Envio de trabalhos: 20 de setembro a 20 de outubro, para o e-mail v.forumbienal@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
2. Avaliação pelo Comitê Científico: 21 de outubro a 01 de novembro.
3. Divulgação dos resultados: 02 de novembro, com envio para o e-mail dos autores.

CONTATOS
Secretaria do PPG Artes/ UFPA: Ailana Guta
Telefone: (91) 3241 5801/ (91) 3241 8369
E-mail: v.forumbienal@gmail.com

Imagem e texto: Site UFPA / ICA

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

II Festival Internacional de Arte e Mídia (FAM / 2010)


Com o patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Cultural, e incentivo cultural do Ministério da Cultura, o Festival Internacional de Arte e Mídia chega à segunda edição em 2010

A programação do II Festival Internacional de Arte e Mídia (FAM|2010) já está no ar e começa na rede! O Portal redefam.com.br é um ponto de encontro que tem reunido, ao longo do último mês, pesquisadores, educadores, artistas multimídia e demais interessados na discussão da arte aliada à tecnologia e dos processos e ferramentas de criação da era digital.

Após o cadastro, os usuários passam a fazer parte da rede social do FAM, que oferece Microblog, Galeria Pessoal, Mensagens, entre outras ferramentas de interatividade e divulgação permanente. O integrante da RedeFAM também têm acesso às fichas de inscrição para concorrer à participação nas ações presenciais do Festival (FAMexposição, FAMresidência e FAMsimpósio) dentro da página de Perfil.

O Portal redefam.com.br é alimentado com notícias, releases, coberturas e está sendo constantemente aprimorado para melhor atender às necessidades de seus utilizadores. Ainda no mês de setembro/outubro serão disponibilizadas ferramentas como Fórum de Discussão, Galeria Virtual, Dicionário Wiki de termos colaborativos, além de Blogs e Webconferências com especialistas. A idéia é que a página alie força, movimento e atenda às necessidades dos usuários apos o término desta edição do FAM.

Vale ressaltar que o RedeFAM é um portal que produz, agrega e dissemina informações sobre Arte e Tecnologia junto a uma rede de parceiros. Todo conteúdo associado ao Festival Internacional de Arte e Mídia (FAM|2010) tem os direitos autorais orientados pela Licença Creative Commons (CC) – Atribuição Uso Não-Comercial – Compartilhamento pela mesma licença.

Texto e imagem: FAM

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dina Oliveira Abre Exposição com Pinturas Inéditas


A artista plástica Dina Oliveira abre exposição individual, na Galeria de Artes do Centro Cultural Brasil Estados Unidos (CCBEU). São uma série de pinturas inéditas todas realizadas este ano. Dina Oliveira é uma das mais conceituadas artistas plásticas paraenses com um currículo extenso de atividades artísticas. O período do evento será de 16 de setembro a 30 de outubro.

Pintora e desenhista, formada em arquitetura pela Universidade Federal do Pará – UFPA e já realizou exposições no Brasil e Exterior, como The Foreigh Correspondent’s Club - Gaynu Galeria (Paris) - Diagonal Galeria (Barcelona) 1993 - Gaymu Inter Art Galeria - Diagonal Art Galeria - Art Gallery Level - Singapura-China 1993 - Gaymu Inter Art Galerie - Paris-França (Individual) 1995 - The Brasilian Art Exhibition - Galeria do Grand Hyatt - Hong-Kong – China.

Nas obras de Dina Oliveira, segundo o crítico de arte Enock Sacramento que assina o texto crítico da artista, “as cores estabelecem entre si um diálogo ao mesmo tempo harmonioso e significativo. Os grafismos lhe conferem uma dinâmica que remete, às vezes, a um encontro caudaloso de águas. Contrações, retesamentos e expansões”. Um verdadeiro espetáculo de cores é no que se transformará o espaço.

Serviço: Exposição de Pinturas de Dina Oliveira.
Período: 16 de setembro a 30 de outubro.
Local: Galeria de Artes do CCBEU
Informações: 3221.6116/6144 ou www.ccbeu.com.br

Foto: Rod Ferreira
Texto: Diário do Pará

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Fachadas de edifícios do Centro de São Paulo Recebem Obras de Arte


Desde o último sábado (11), são instaladas, nas fachadas dos prédios do centro de São Paulo, as obras da exposição "Street Biennale", que será aberta oficialmente no próximo dia 22. A mostra conta com 14 obras dos artistas Herbert Baglione, Paulo Climachauska, Fabiano Gonper, Mohamed Bourouissa e Mambo, Vicente de Mello e Ko Siu Lan, e durará um mês.

A exposição conta com curadoria do francês Jeremy Planchon, que assegura que o trajeto, que dura cerca de uma hora, começa no Teatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo, e segue pelas avenidas São João e Rio Branco. Juntamente com as obras, haverá um painel explicativo.

Cidade Limpa

A instalação das obras foi permitida devido à uma característica da Lei Cidade Limpa, que permite anúncios com finalidade cultural e educativa, como são as obras da exposição. Apesar disso, algumas obras ainda precisam do aval dos proprietários e da prefeitura para serem instalados.

Após a Bienal, as fachadas serão revitalizadas, segundo acordo com a prefeitura. Se não houver a revitalização, a organização terá de pagar multa.

Texto: Maurício Lima
Imagem:Pini Web

Serviço:
Street Biennale
Data: 22 de setembro a 22 setembro
Local: Do teatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo, seguindo pelas avenidas São João e Rio Branco

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Material Educativo da 29ª Bienal Internacional de São Paulo


“Ancorada na idéia de que é impossível separar a arte da política”, a 29ª Bienal Internacional de São Paulo inicia a distribuição de seu material educativo, recurso que segundo Stela Barbieri, curadora educacional da mostra, “faz parte de um projeto amplo que busca favorecer o diálogo entre as experiências vividas pelas pessoas que vão participar deste trabalho e as obras de arte”.

O material educativo é composto de um pequeno livro informativo, trinta fichas sobre artistas, seis fichas sobre os terreiros – “espaços de convívio e de reflexão, usados para atividades diversas – que organizam a mostra”, seis cartazes e um jogo. Apresentados numa pequena caixa, com design sofisticado, os recursos didáticos estão estrategicamente relacionados, por meio de textos e imagens, ao título da mostra: “Há sempre um copo de mar para um homem navegar”; extraído do livro Invenção de Orfeu (1952) do poeta Jorge de Lima.

A despeito da importante iniciativa da Fundação Bienal de São Paulo de oferecer o material educativo aos “professores de escolas públicas e privadas, educadores, ONGs e líderes comunitários”, vale ressaltar a necessidade de uma clara compreensão dos conteúdos apresentados no corpo do material, para que a concepção de arte sintetizada na frase “a dimensão utópica da arte está contida nela mesma, e não no que está fora ou além dela”, formulada pelos curadores da mostra, Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos, não passe despercebido dos educadores. Afinal de contas, não podemos incutir em nossos alunos, a velha concepção da “arte pela arte”, sem uma devida compreensão crítica do seu significado.

Imagem: Arteducação online
Texto: Ednaldo Britto
Revisão do texto: Elaine Oliveira

Link da Fundação Bienal de São Paulo

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Fantasia de Pedro Américo Para a Independência


Uma tela gigantesca, de 4,15m de altura por 7,60m de comprimento, mostra um valente Dom Pedro I erguendo sua espada no ar, às margens do riacho Ipiranga, acompanhado por uma tropa de alazões e oficiais bem alinhados, a declarar a independência do Brasil de Portugal. É o quadro “Independência ou Morte”, de Pedro Américo, hoje no acervo do Museu Paulista, conhecido como Museu do Ipiranga. O ano da cena era 1822. O resto, quase tudo ficção.

Nascido 21 anos depois do episódio, Pedro Américo só começou a trabalhar na pintura em 1885. A pedido de Dom Pedro II, arauto da história brasileira, veio da Itália, onde ficava seu ateliê, para visitar a região do Ipiranga e estudar o terreno, a topografia local. Depois disso, o artista voltou à Europa e trabalhou até 1888, quando finalmente o quadro chegou ao Brasil – alojado, primeiramente, no Palácio do Governo, já que o prédio em homenagem à independência, o atual Museu Paulista, só seria concluído seis anos depois.

Por que, mais de meio século depois, a monarquia se interessou em resgatar esse pedaço da história? De acordo com a historiadora Cecília Helena de Salles Oliveira, diretora do Museu Paulista e autora do livro “O Brado do Ipiranga”, as elites e os intelectuais tinham interesse em eternizar esses momentos para a configuração da nacionalidade. O século 19 é rico na chamada pintura histórica, tanto aqui – a primeira missa no Brasil, em 1500, só virou quadro em 1860, pelos pincéis de Victor Meirelles – quanto no exterior – “Coroação de Napoleão”, de Jacques Louis David, é um dos marcos da nacionalização francesa.


Era, também, uma tentativa da sociedade de registrar seu tempo, já que, do contrário, provavelmente os fatos cairiam no esquecimento. O próprio Pedro Américo fala sobre isso em um folheto que escreveu ao concluir sua pintura: "é preciso conter a voracidade do tempo e tornar imortal algo que as gerações atuais não viram”. No mesmo espaço, tenta justificar as liberdades que teve ao imortalizar em tinta a rebeldia de Dom Pedro – "a realidade inspira, e não escraviza o pintor".

Ninguém sabe, ninguém viu

As liberdades, aliás, foram várias. Para começar, os numerosos oficiais de branco e penacho nunca poderiam ter sido tantos. “[Pedro Américo] aumentou muito esse número. A guarda do imperador só foi organizada meses depois. Ele quis fazer uma encenação de caráter público para uma decisão que nunca poderia ter sido dada publicamente, que ninguém viu, já que estava a nove quilômetros do centro da cidade, no meio de um arrabalde, onde não havia nada”, afirma a professora.

Por isso, os simpatizantes da independência e correligionários de Dom Pedro dificilmente estariam ali. No canto direito, inclusive, há um senhor de cartola empunhando um guarda-chuva como se fosse uma espada. Uma lenda afirma que se trata de um tio de Pedro Américo, homenageado pelo pintor, mas a historiadora afasta essa possibilidade. “É mais para ornamentar a tela, para dizer que não apenas os tropeiros, mas a população civil também se envolveu no assunto.”

Também à direita está uma casa, que, atualmente, tombada pelo patrimônio histórico e ainda de pé, é conhecida como Casa do Grito. A questão é que o primeiro registro que se tem dessa construção é de 1884, às vésperas de Pedro Américo visitar a região, ou seja, ela não estava lá durante a passagem do então príncipe. “Em decorrência do quadro, aquela casa de pau a pique conseguiu sobreviver a todas as destruições que São Paulo testemunhou. A casa que Pedro Américo viu é muito mais recente, colocou ali para dar um fundo. Na cabeça dele, como Dom Pedro poderia ter declarado a independência no meio do sertão, sem nada?”



Esse arrabalde onde “não havia nada” era o final da estrada que ligava o planalto de São Paulo à Estrada de Santos. Era uma rota muito utilizada por tropeiros e pelo comércio, já que mercadorias e escravos desembarcavam no porto, e também muito difícil, subindo sinuosa, quente e mal-pavimentada por entre a Serra do Mar. “Exigia um esforço imenso e um dia inteiro de viagem, às vezes até dois. Não tinha cavalo que aguentasse subir aquilo rapidamente, por isso se usavam mulas”, conta Cecília. Ao invés de um belo corcel, portanto, é certo que Dom Pedro estava sobre um burrico.

Para piorar, dificilmente o futuro imperador estaria animado para qualquer ato heroico. Uma diarreia o atormentava desde a saída de Santos, por conta de seus excessos à mesa no dia anterior, e obrigava a comitiva a parar a todo instante. No fim da viagem, nem repouso ou reuniões políticas – em São Paulo, Dom Pedro resolveu ir ao teatro.

O grito não aconteceu

As cores da independência, portanto, tinham um tom bem diferente da paleta escolhida por Pedro Américo. De certa forma, essa fantasiosa versão oficial acompanha o próprio mito da independência brasileira. “Tudo indica que aquele episódio, romanceado, não aconteceu.” A diretora do Museu Paulista ressalta, por exemplo, que a separação de Portugal aconteceu de fato em junho de 1822, quando foi convocada uma assembleia constituinte. Em setembro, Dom Pedro veio a São Paulo especialmente para pedir apoio dos produtores locais.

“Dom Pedro não era consensual, não tinha condição política para declamar a independência se não tivesse o aval de São Paulo, uma província muito importante. Precisava de apoio político, tropas e armas”, explica. O próprio grito não aconteceu: a expressão “independência ou morte” surgiu de uma carta escrita por Dom Pedro no dia 8 de setembro. “Prezados paulistas, independência ou morte é o nosso lema, mas estamos longe de conquistá-lo. Espero vosso apoio e vossa lealdade”, diz o texto.

Mesmo assim, o quadro “Independência ou Morte” é uma das peças mais valiosas e emblemáticas da história nacional. Está prevista para os próximos anos, inclusive, uma restauração da pintura, afetada pela poluição da capital. Seria uma oportunidade até, segundo Cecília, de descobrir as técnicas utilizadas por Pedro Américo para realizar a pintura, que espanta por ser uma tela inteira, sem emendas.

Serviço – Museu Paulista, em São Paulo
Parque da Independência, s/nº
De terça a domingo, das 9h às 17h
Telelefone: (11) 2065-8000

Imagens:"Independência ou Morte", obra de Pedro Américo.
Texto: Marco Tomazzoni, iG São Paulo.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mube Traz Bienal Internacional Graffiti Fine Art


Traçar um panorama dos mais diversos estilos de grafite, com trabalhos de artistas nacionais e estrangeiros de diferentes gerações - este é o objetivo da 1ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art, que abre nesta sexta, 3, no MuBE. Além de ocupar as paredes do salão principal com murais, os 65 artistas também apresentam telas (caso da dupla Osgemeos) e esculturas (como Alex Hornest) na parte externa do museu. Durante o evento, obras de nomes consagrados, do porte de Rui Amaral, Titi Freak e Zezão, dividem espaço com jovens artistas, como Vito - A Firma.

1ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art -
Onde: Museu Brasileiro da Escultura (Mube). R. Alemanha, 221, Jd. Europa, 2594-2601.
Quando: 10h/19h (Fecha 2ª). Até 3/10.
Quanto: Grátis

Imagem:Cartaz Mube
Texto:O Estado de São Paulo

domingo, 29 de agosto de 2010

Cliques Contemporâneos


O que motiva um clique? Por que alguns fotógrafos escolhem temas quase oníricos para expressar suas ideias? Quão documental pode ser uma foto? Essas e outras questões são abordadas no livro A Fotografia como Arte Contemporânea (Editora Martins Fontes, 248 págs., R$ 59) da diretora de criação do Museu Nacional de Mídia do Reino Unido, Charlotte Cotton.

Sua motivação, explica a autora, é que nunca o mercado esteve tão aberto à arte fotográfica. "Sempre houve quem a promovesse como uma forma de arte ao lado da pintura e da escultura, mas nunca essa perspectiva foi difundida com tanta frequência e veemência como agora", explica.

A pesquisa de Charlotte detectou oito categorias de fotografia na contemporaneidade, que foram divididas em capítulos. Temáticas, estilos, estéticas, paisagens urbanas e rurais ora desoladoras, ora cheias de vida, independentemente de haver pessoas enquadradas. O crivo da autora, que já foi curadora de exposições diversas no Reino Unido, vai além de organizar publicações do gênero. Artistas japoneses, suíços e taiuaneses, além dos britânicos, são explorados.

A autora destrincha cada imagem que escolheu colocar no livro: detalha influências, um possível contexto histórico, localização e por vezes identifica os personagens.

O resultado do trabalho é um apanhado de imagens em sua maior parte impactantes ao primeiro olhar, mas cheias de significados. Sobretudo para os que sempre se perguntaram o que se passa na cabeça dos fotógrafos antes e depois de produzir as imagens.

A primeira parte se dedica justamente a isso: de como se é possível subverter o pensamento de que o fotógrafo é apenas um colecionador de momentos aleatórios. Aqui, a fotografia é um objeto artístico por si só e não como simples registro do que se passou.

O uso documental também é abordado, numa retrospectiva quase histórica dessa arte que transcende o fotojornalismo.

Um dos capítulos mais interessantes, porém, é o que retrata a vida íntima. Nudez, mulheres que acabaram de dar à luz, aspectos do corpo humano que podem causar repulsa transfigurados em suporte para uma manifestação que pode ser até sutil. Larry Clark, fotógrafo que invariavelmente se aventura no cinema (como em Kids, de 1995), é um dos profissionais que tiveram fotos selecionadas nessa seção. Outro cineasta, O alemão Wim Wenders, também tem seus registros.

Texto: Ângela Corrêa

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Waltercio Caldas Abre Duas Mostras Simultâneas no Rio


Quase 40 anos depois de participar de seu primeiro salão de arte, Waltercio Caldas abre duas exposições no Rio. Na Galeria Anita Schwartz (Gávea) está sua produção mais recente. E no Museu de Arte Moderna, o espaço em que o artista plástico carioca estudou - nos anos 60, com Ivan Serpa, quando ainda era um jovem que buscava diálogo com a obra dos que o instigavam - e debutou, no Salão de Verão de 1971. O museu agora abriga trabalhos de momentos marcantes de sua carreira, como as bienais de Veneza de 1997 e de 2007.

A galeria da Gávea foi totalmente ocupada por suas esculturas de médio e grande porte, além de trabalhos em papel. Tudo inédito para os brasileiros. A abertura ao público será no dia 16.

A ideia é que curadores e colecionadores estrangeiros que estejam no País para a Bienal (25/9 a 12/12) passem pelo Rio para ver Waltercio, que está no acervo de alguns dos principais museus do mundo e também nas ruas, com esculturas em espaços públicos.

A mostra do MAM, aberta a partir de hoje, reproduz Salas e Abismos, exibida com sucesso no Museu Vale, em Vila Velha (ES), até fevereiro - em quatro meses, foram mais de 20 mil visitantes, segundo sua produtora, Suzy Muniz. Em ambas, a discussão da relação da obra com o ambiente em que está inserida.

Ao Rio, Salas e Abismos veio com mais trabalhos. Quatro são os últimos módulos da série que ele concebeu para a Bienal de Veneza de 97. Outros três - O Jogo do Romance, Quarto Amarelo e Esculturas para Todos os Materiais Não Transparentes - complementam o que foi a Vila Velha. São trabalhos que misturam projeções, música e objetos.

Imagem: Jussara Martins
Texto: O Estado de São Paulo

terça-feira, 24 de agosto de 2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A Essência do Olhar do Fotógrafo Luiz Braga


Premiado no Brasil e no exterior, fotógrafo abre mostra com acervo doado ao Estado

De todas as exposições que marcaram os 36 anos de carreira de Luiz Braga, a mostra “O percurso do olhar” é a que ele considera de maior valor sentimental. Premiado no Brasil e no exterior, o fotógrafo paraense nunca escondeu que seu maior desejo era ter uma exposição permanente em sua terra natal.

A vontade era tanta, que Luiz Braga resolveu doar 46 obras ao acervo do Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas. Entre elas, 13 fazem parte da série “Verde-noite, 11 raios na estrada nova, fotografia, nigthvision”, criada em 2009 com financiamento do Prêmio de Artes Plásticas Marcantônio Vilaça, da Funarte, que visa a criação de trabalhos inéditos para a composição de acervos de museus brasileiros. A elas se juntaram quatro obras adquiridas anteriormente pela Casa das Onze Janelas.

A exposição foi montada em tom de retrospectiva e abrange o período de 1982 a 2010. Com a doação, o Museu das Onze Janelas passa a ser a primeiro museu a abrigar uma coleção de fotografias do artista na Região Norte. “São centenas de milhares de reais em fotografias, mas não vou receber um tostão por isso. Tentei por muitos anos um financiamento para a aquisição de acervo, mas quando vi que isso não tinha chances de acontecer, resolvi agir por conta própria. Não estou reclamando, mas considero que esse é um papel do governo, preservar o patrimônio artístico”, afirma o fotógrafo.

Como o próprio nome indica, “O percurso do olhar” refaz a trajetória do artista, mostrando ao público as nuances da construção do seu olhar. “As fotografias expostas passam por todas as minhas fases: pela descoberta da cor, do preto e branco, da luz, do infravermelho. Durante este percurso há uma noção de como se constitui um olhar. É quintessência do meu olhar. A técnica muda, mas a alma por trás das imagens é a mesma”, explica Luiz Braga.

Sem expor em Belém desde 2005, quando realizou a mostra “Arraial da Luz”, Luiz Braga vê na nova exposição uma oportunidade de se reaproximar do público paraense. “Moro em Belém, mas passo pouco tempo aqui. Já estou virando cantor sertanejo, com uma agenda quilométrica: dia 11 em Araçatuba, dia 13 na Feira de Exposição (risos). Já até perdi voo por causa da confusão com as datas”, confessa.

Nos últimos dias, além de curador da 18ª exposição de fotografias da coleção Pirelli/Masp, em São Paulo, Luiz Braga também estava cuidando de uma outra exposição autoral, “Estrada Nova Sem Número”, também na capital paulista.

“Sou muito feliz por ter conseguido me firmar como fotógrafo de arte. Essa era uma utopia que eu persegui. Hoje meu estúdio está quase virando peça de decoração”, diz.

PARA VER

Mostra fotográfica “Luiz Braga - O percurso do olhar”. Abertura hoje, às 19h30, no Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas, na Praça Frei Caetano Brandão, s/n, Cidade Velha. A visitação segue até o dia 3 de outubro, de terça a domingo, de 10h às 16h, e nos feriados, de 9 às 13h. No dia 17 de setembro, às 19h, haverá um bate-papo com o artista, com participação da crítica de arte Marisa Mokarzel. Entrada franca.

Imagens: Luiz Braga
Texto: Diário do Pará

sábado, 14 de agosto de 2010


Tendo em vista fomentar a cultura e promover a troca de informações entre pesquisadores, estudantes, interessados em arte, instituições de ensino e de cultura, a Caixa Cultural São Paulo apresenta a série de encontros “Arte Contemporânea e Educação”, que acontece entre 12 junho e 27 de novembro. A série foi dividida em seis eixos temáticos: “Linguagens Híbridas”, “Interculturalidade”, “Arte e Tecnologia”, “Cultura Visual”, com “Arte e Ambiente”, e “Interatividade”. Artistas, educadores e produtores da “Arteducação Produções”, vão conduzir as palestras e contam com a participação de convidados especiais. Nos dias 14, 18 e 28 de agosto, acontece a série de palestras sobre arte e tecnologia com Camila Lia e Stella Ramos. Para participar, basta efetuar sua inscrição por meio do telefone da Caixa Cultural, (11) 3321-4400, das 10h às 18h.

Imagem: Caixa Cultural São Paulo
Texto: Blog Sérgio Motta

domingo, 8 de agosto de 2010

Sociedade Semear Promove 'Artes Visuais Sergipe'


Ao todo, serão produzidas oito ações com o objetivo de estimular a criação artística e refletir sobre a arte contemporânea brasileira, difundindo sua diversidade.

Durante os meses de agosto, setembro e outubro, a Sociedade Semear irá realizar a segunda edição do projeto 'Artes Visuais Sergipe'. Ao todo, serão produzidas oito ações com o objetivo de estimular a criação artística e refletir sobre a arte contemporânea brasileira, difundindo sua diversidade e complexidade.

As atividades (todas realizadas na sede da Semear) contam com artistas de renome local e nacional e prometem movimentar o cenário das artes visuais em Sergipe. Galeria Jenner Augusto e seu anexo receberão duas exposições coletivas, 'Junto de Oito' e 'Abstratos'. Quatro palestrantes passarão pelo projeto: Clarissa Diniz (PE), Janaina Melo (MG), César Romero (BA) e Cauê Alves (SP). E serão lançados, ainda, as publicações 'Revista Tatuí' e 'Artes Visuais Sergipe – Conexões 2010'.

O 'Arte Visuais Sergipe: Conexões 2010' foi concebido a partir dos resultados positivos que ocorreram na primeira edição do programa, em 2008. Surgiu a necessidade de dar continuidade ao fluxo de informações relativas à arte contemporânea e estimular o diálogo entre a realidade sergipana e os panoramas artísticos de outros estados. Nesta segunda edição, o Artes Visuais Sergipe ganhará ainda mais visibilidade ao contribuir, de maneira decisiva, para um diálogo aberto entre artistas, mídia, críticos de arte, estudantes e sociedade em geral.

Programação

Agosto
Abertura da Exposição ‘Junto de Oito’

Artistas: Alan Adi, Cláudia Nem, Elias Santos, Fábio Sampaio, Jamson Madureira, João Valdenio, Marcos Vieira e Marly

Data: 27/08, às 19h

Local: Anexo da Galeria Jenner Augusto (Sociedade Semear)


Lançamento da Revista Tatuí – por Clarissa Diniz (PE)

Data: 27/08, às 19h

Local: Anexo da Galeria Jenner Augusto


Palestra: Arte, Campo da Arte e Contexto Social.

Palestrante: Clarissa Diniz (PE)

Data: 27/08, às 19h30

Data: 28/08, às 9h

Local: Auditório do Espaço Cultural Sociedade Semear


Setembro

Palestra: Educação e Mediação da Arte Contemporânea.

Palestrante: Janaina Melo (BH)

Data: 10/09, às 19h

Data: 11/09, às 09h

Local: Auditório do Espaço Cultural Semear


Palestra : O artista como trabalhador: Mercado e Profissionalismo nas Artes Plásticas

Palestrante: César Romero (BA)

Data: 24/09, às 19h

Data: 25/09, às 09h

Local: Auditório do Espaço Cultural Semear


Outubro

Palestra : Reflexões sobre práticas de curadoria

Palestrante: Cauê Alves (SP)

Data: 01/10, às 19h

Data: 02/10, às 09h

Local: Auditório do Espaço Cultural Semear


Lançamento do livro Artes Visuais Sergipe – Conexões 2010

Autores: Antônio da Cruz/Clarissa Diniz/Cauê Alves/César Romero/Ivan Masafret/Janaína Melo/Leo Mittaraquis/

Data: 05/10 às 19h

Local: Galeria Jenner Augusto (Sociedade Semear)


Abertura da exposição ‘Abstratos’

Artistas: Frans Krajcberg /Manuel Cargaleiro/Antônio Bandeira /Arthur Luiz Piza /Fátima Tosca/ Guel Silveira/ Jenner Augusto entre outros.
Curadoria: Zeca Fernandes

Data: 05/10, às 19h30

Local: Galeria Jenner Augusto (Sociedade Semear)

Por fim, no dia 07 de outubro, todos os participantes serão convidados para uma reunião de avaliação com o intuito de fomentar e potencializar o discurso iniciado nas palestras e demais eventos do projeto.

Todos esses eventos (eixos) serão realizados sem nenhum custo para os participantes inscritos. As inscrições terão início no dia 09 de agosto na Sociedade Semear ou através do e-mail culturaeartes@sociedadesemear.org.br. Outras informações podem ser obtidas através do 3214-800.

Imagem: Obra:"Cerca Urbana" de Bené Santana.
Texto: Semear



Site:sociedadesemear.org.br

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Exposição 'Cadernos de Desenho'


Às vezes como resultado final ou apenas como a extensão do pensamento – assim se configura o desenho nas artes. Nem sempre aparente, ele serve de base para a criação, como o esboço, o princípio e a sustentação de uma ideia. Foi para desvendar a função do desenho nas obras que Ana Lúcia Vilela fez um convite a seis artistas para que, juntos, vasculhassem os ateliês, a fim de dar corpo à exposição itinerante que abre hoje na Galeria de Arte Victor Kursancew.

“Cadernos de Desenho” mostra o processo de criação por meio das anotações e documentos pessoais dos artistas Carlos Asp, Fernando Lindote, Julia Amaral, José Antônio Lacerda, Raquel Stolf e Yiftah Peled. A pesquisa foi contemplada pelo edital Elisabete Anderle e também criou um livro que será lançado em outubro, na Capital. A publicação aborda o desenho contemporâneo a partir do diálogo com os artistas e da documentação da exposição.

Junto à exposição, Ana Lúcia apresenta hoje a oficina “O Desenho no Limiar da Representação: entre Modernidade e Contemporaneidade”. O encontro vai tratar da operação aparentemente simples que geralmente exige poucos recursos, como lápis e papel, graveto e areia da praia, carvão e madeira. Apesar da simplicidade, a pesquisadora mostra que a prática do desenho não é unívoca, mas apresenta uma multiplicidade de formas, meios e operações. A oficina abordará algumas das formas através das quais a prática do desenho se apresentou no campo das artes.

A circulação da mostra encerra em Joinville e segue até 3 de setembro. As obras já passaram pelo Memorial Meyer Filho, na Capital; pela Galeria de Arte da Fundação Cultural, de Criciúma, e pelo Museu de Arte da UFPR, em Curitiba.

MAIS

O QUÊ: abertura da exposição “Cadernos de Desenho”, de Carlos Asp, Fernando Lindote, Julia Amaral, José Antônio Lacerda, Raquel Stolf e Yiftah Peled.

QUANDO: hoje, às 19h30. Visitação até 3 de setembro, de segunda a sexta, das 8 às 12 horas, e das 14 às 20 horas.

ONDE: Galeria Municipal de Arte Victor Kursancew, anexo à Casa da Cultura, rua Dona Francisca,

QUANTO: entrada gratuita.

MAIS

O QUÊ: oficina “O Desenho no Limiar da Representação: entre Modernidade e contemporaneidade”.

QUANDO: hoje, das 14 às 18 horas.

ONDE: sala 10 da Casa da Cultura.

QUANTO: as inscrições gratuitas podem ser feitas pelo (47) 3433-2266.

Texto: rafaela mazzaro
Imagem: Fernando Lindote

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Professora Analisa o Ensino de Artes da Perspectiva de Artistas-Professores


Para compreender a convergência entre as práticas artística e educacional, Célia Maria de Castro Almeida parte de questões básicas: "é possível ensinar arte?" e "como se ensina arte?". O resultado de suas reflexões está agora publicado em Ser artista, ser professor - razões e paixões do ofício, lançamento da Editora Unesp.

Em vez de procurar respostas às questões apenas no resgate bibliográfico sobre o tema, a autora optou pela pesquisa dos modos como os artistas-professores vivenciam sua prática nas instituições de ensino superior. Essa mudança no ponto de observação teve como objetivo desmistificar as concepções teóricas sobre o ensino da arte. Foram entrevistados 26 artistas plásticos que são também professores, para relatar suas experiências e percepções, o que significou trabalhar com a subjetividade e as múltiplas realidades de concepções e práticas.

Como afirma o professor da Unicamp, Milton José de Almeida, no prefácio da obra, trata-se de "um trabalho de pesquisa de mão dupla: enquanto pesquisava o que os artistas pensavam a respeito do ensino das artes, a autora pesquisava suas próprias concepções de ensino, de educação e de arte". Deste modo, a essência do ensino das artes plásticas transparece no confronto gerado pelas concepções do artista inspirado, espontâneo, gênio individual e do artista que demora anos estudando e se preparando. Célia Maria também reflete sobre a possível massificação escolar e questiona se "a educação e o ensino de artes não deveriam rever seus objetivos para não criar ilusões tanto para os professores quanto para os alunos, que imaginam que se formam artistas".

O livro integra a Coleção Arte e Educação, que tem por objetivo atender à demanda por uma produção intelectual mais ampla sobre a prática da formação artística dos estudantes brasileiros, preenchendo uma lacuna notada por artistas e arte-educadores de todo o país e produzindo novos públicos fruidores de cultura.

Sobre a autora - Licenciada em Educação Musical (1970) e Educação Artística (1974) pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC/Campinas), mestre (1981) e doutora em Educação (1992) pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foi professora de Educação Musical e Educação Artística em escolas de Educação Infantil e no Ensino Fundamental e médio. Na PUC foi docente (1975-1986) em curso superior de formação de professores para a educação infantil. Também foi docente e pesquisadora da Faculdade de Educação da Unicamp no período 1986-1997, quando se aposentou. Desde 1999 é docente no Mestrado em Educação e no curso de Pedagogia da Universidade de Uberaba (MG).

Título: Ser Artista, Ser Professor: razões e paixões do ofício.
Autora: Célia Maria de Castro Almeida
Páginas: 166
Formato: 14 x 21 cm
ISBN: 978-85-7139-991-4
Data de publicação: 2010

Imagem e Texto: Editora Unesp

sexta-feira, 30 de julho de 2010

BNDES Apoia com R$ 6,5 Milhões Restauro de Obra de Portinari Exposta na ONU


Painel “Guerra e Paz”, uma das principais obras do pintor, será exposto no Brasil.

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou apoio de R$ 6,5 milhões para restauro e exposição no Brasil dos painéis “Guerra e Paz”, de Cândido Portinari, instalados desde 1957 no saguão do edifício-sede da ONU, em Nova Iorque. Os recursos serão destinados à Associação Cultural Cândido Portinari, responsável por trazer a obra para o Brasil e pela organização de exposições.

O apoio do BNDES será feito por intermédio do Fundo Cultural, gerido pelo BNDES Procult, programa voltado para investimentos na área cultural, com recursos não reembolsáveis. Os painéis medem 14 m x 10,58 m e 14 m x 9,35 m e foram presenteados pelo Brasil à ONU. A restauração será executada em ateliê aberto ao público no Palácio Gustavo Capanema ou no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em aproximadamente quatro meses.

O apoio do BNDES engloba desmontagem, transporte, restauro e o armazenamento dos painéis enquanto durarem as obras, previstas para três anos, no prédio da ONU. O BNDES também patrocinará uma exposição do mural no Rio. Outras exposições poderão ser realizadas durante a reforma da ONU, com patrocinadores específicos para esses eventos.

Os painéis constituem uma das obras mais emblemáticas do pintor paulista Cândido Portinari e são também instrumentos de difusão da arte e cultura do Brasil no exterior. Os painéis foram uma encomenda do governo brasileiro a Portinari e a intenção era que o Brasil expusesse na ONU uma obra representativa de sua arte e sua cultura.

Pintados em um galpão da TV Tupi, em Botafogo, os painéis levaram quatro anos para serem concluídos em função do tamanho e da complexidade do trabalho. Portinari estava proibido de pintar pelo seu médico. O artista sofria de envenenamento pelas tintas que usava. Mesmo assim, insistiu em pintar as obras que iriam para a ONU. Acabou morrendo em 1962, por conta desse envenenamento.

Portinari não foi convidado para a inauguração dos painéis nas Nações Unidas devido a suas posições políticas, já era ligado ao Partido Comunista. Nas décadas de 1940 e 1950 os EUA viveram um período de intenso combate às ideias comunistas, liderado pelo então senador Joseph McCarthy.

A restauração dos painéis está relacionada às obras de modernização do prédio das Nações Unidas, construído entre 1947 e 1952. Para a realização da reforma, a ONU considerou mais adequado retirar do local as várias obras de arte representativas dos países-membros, uma vez que correriam riscos desnecessários se permanecessem no prédio. Além disso, trata-se de oportunidade única de serem expostas em seus países de origem.

Imagem: Luiz Rampelotto
Texto: Revista Fator